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Domingo, 4 Julho 2021 18:32

PORTUGAL
16ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto com mais de 2000 participantes



A marcha foi ajustada em vários aspetos para a situação pandémica atual


Uma marcha de muitos olhos risonhos, uma vez que os lábios se esconderam por trás das máscaras. A 16ª Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto saiu à rua ontem sábado 3 de julho, para celebrar, mas obrigatoriamente para manifestar a urgência de maiores e melhores serviços com características especificas para pessoas LGBT+. Mais de 2000 pessoas com a máscara sobre a face que a situação obriga, mas nem sempre com o distanciamento social ideal, numa marcha muito mais curta que em outros anos (com apenas cerca de 800 metros de percurso, em vez dos 2.5 km da edição de 2019) porque as condições sanitárias obrigam a medidas excecionais, caminharam diretamente entre a Praça da República, Rua de Camões e Aliados com palco montado junto ao Garrett, com a Câmara Municipal do Porto de fundo, onde foi lido em primeiro lugar o manifesto político da 16ª Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto.

Estiveram presentes na marcha, entre outros, CaDiv - Católicos LGBT, AMPLOS, Queer Tropical, Saber Compreender, Porto Inclusive, além das representações partidárias do MAS, Bloco de Esquerda e Volt. Também de notar as faixas em memória de António Alves Vieira figura central de múltiplas edições da Marcha do Orgulho LGBT+ do Porto e que faleceu em 2018, assim como também em memória do performer Vitor Fernandes que faleceu recentemente vítima de cancro e cuja personagem Natasha Semmynova era uma referência na noite LGBT+ da cidade e não só (e que terá uma edição especial do Porto Drag Festival, este domingo pelas 20:30 no Teatro Sá da Bandeira, com lotação praticamente esgotada).

Eulália Almeida da Associação AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade da Orientação Sexual e Identidade de Género, fez o seu discurso na sua proferido com a energia que lhe assiste, esta sexagenária não manda recados por ninguém, e essa sua postura animou as hostes que preenchiam a praça em frente à Câmara.

Também destaque para Rute Bianca, um rosto conhecido da cidade e sempre presente de forma mais ou menos discreta nas Marchas do Orgulho LGBTI+ do Porto também teve palco, para em poucas palavras agradecer o empenho e a luta da juventude, num sentido de continuidade dos que como ela haviam iniciado uma luta pela igualdade muitos anos antes.

No final, a Comissão Organizadora da 16ª Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto, lançou um rolo de papel onde estava inscrito como nome de rua, os nomes das mais de 6000 mil assinaturas da petição que ainda corre, para que o Instituto de Toponímia do Porto proponha ao executivo de Rui Moreira uma rua chamada Gisberta Salce Júnior. Após este ato, a organização elevou uma bandeira LGBT+ frente à estatua de Garrett num ato simbólico de que o Porto tem de hastear esta bandeira em nome de quem luta, mas também em nome dos que sofrem de preconceito LGBT+fóbico.

Foto Reportagem

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