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Terça-feira, 28 Agosto 2007 10:46

EUA
Ex-gay norte-americano escreve livrinho que é pura propaganda intolerante



"Todos acham que somos muito felizes. Mas eu não sou. Meu pai está sempre trabalhando, e quando ele chega em casa, ele grita muito. E isso me magoa. Minha mãe chora por que não sabe o que fazer. Então ela me abraça, me diz os problemas dela e o quanto ela é infeliz. Isso me faz sentir estranho e desconfortável. Eu gostaria que meu pai passasse mais tempo comigo. Ao invés de só ficar gritando. Meu tio Pete aparece aqui, às vezes. Ela é muito simpático, me pega no colo, e me faz sentir amado. Uma noite, ele me abraçou e mexeu nas minhas partes íntimas. Me senti estranho, com medo, e também me senti um pouco bem. Ele disse que esse seria nosso segredo. Meus pais brigavam e eu pensava que eles não me amavam. Na escola, todos me chamavam de viadinho, gay etc. Depois de um tempo, fui procurar um psicólogo, e disse para ele que achava que eu era gay. Ele disse que eu não era gay, que eu só sentia falta do amor do meu papai e que meu tio tinha me ensinado coisas muito ruins. Ele explicou que por não ter a atenção e o carinho do meu papai, eu procurava isso em outros meninos. Me senti aliviado. O psicólogo falou com meus pais e disse a meu pai que eu precisava passar tempo com ele. Meus pais também foram procurar ajuda, e isso fez eles se amarem mais. Meu psicólogo me levou para dizer ao meu tio o quanto ele tinha me machucado. Meu tio chorou e pediu desculpas e isso me ajudou muito. Agora, eu percebo que não sou gay. Passar tempo com meu papai curou meu coração. Finalmente sou feliz em casa."


Essa é a tradução integral do livro infantil americano Alfie’s Home (A Casa de Alfie). O livro homofóbico atribui a homossexualidade a famílias desestruturadas. A homossexualidade é representada como uma doença que precisa ser curada. Além disso, o livrinho de cara inocente - só a cara - ajuda a reproduzir clichês mentirosos como o de que todos os gays foram abusados na infância.

Propaganda intolerante e homofóbica pura.

A ironia é que o livro foi escrito por Richard A. Cohen, ex-ativista gay dos EUA.

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