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Quinta-feira, 6 Junho 2019 11:32

SAÚDE
Homem a quem foi negado corte de cabelo por ser VIH+ ganha na justiça



Um homem a quem foi negado o corte de cabelo em Los Angeles, Califórnia, devido ao seu status de seropositivo, venceu seu caso no tribunal.


Tudo começou em outubro de 2017, quando Nikko Briteramos entrou na barbearia King of Kuts, em Leimert Park, e recusaram atendê-lo. Ele já tinha usado os serviços da barbearia antes deste incidente. Mas desta vez, um barbeiro que o conhecia informou o proprietário do status de VIH da Briteramos. O dono da barbearia pediu a Briteramos que saísse, pois não podia arriscar cortar o cabelo de alguém seropositivo porque isso perturbaria a sua clientela de celebridades.

Esta terça-feira (4 de junho), o Distrito Central da Califórnia decidiu a favor de Briteramos após julgamento sumário. Neste caso, a apresentação de fatos nos lados de ambas as partes foi suficiente para o juiz tomar uma decisão.

Esse julgamento é a prova de que o que aconteceu comigo naquela barbearia e o que acontece com pessoas que vivem com o VIH e sofrem discriminação apenas tentando fazer coisas básicas na vida como ir ao dentista ou cortar o cabelo, o que simplesmente não é aceitável Briteramos

Ele explicou que tais práticas discriminatórias remontam a tempos não muito distantes durante o período do americano "Jim Crow" (leis locais e estaduais, promulgadas nos Estados do sul dos EUA, que institucionalizaram a segregação racial entre 1876 e 1965), e são igualmente injustos. Agradeceu a vitória judicial e que irá continuar o seu trabalho com a campanha Cut the Stigma, uma campanha de educação pública.

O Black AIDS Institute e o Lambda Legal lançaram a iniciativa Cut the Stigma (algo como "Cortar o Estigma") em 2018. Eles trabalham com empresas negras em todo o país para "dissipar equívocos em torno da transmissão do VIH e reduzir o estigma do VIH e discriminação resultante".

Anthony Pinggera, o advogado legal de Lambda que liderou o caso, considerou a decisão uma "afirmação fantástica" e uma "repreensão clara e enérgica da discriminação intencional contra pessoas vivendo com o VIH".

Raniyah Copeland, Directora do Black AIDS Institute, concluiu: "A experiência de Nikko destaca como negros que vivem com o VIH são confrontados com discriminação todos os dias, mas este julgamento transmite a mensagem às empresas que a discriminação não será tolerada".

SAÚDE: Homem a quem foi negado corte de cabelo por ser VIH+ ganha na justiça

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