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Segunda-feira, 24 Julho 2006 11:54

PORTUGAL
Primeira megafesta LGBT no Centro encheu discoteca



Desengane-se quem esperaria que o Mira Pride, a primeira mega festa de gays, lésbicas e simpatizantes na Região Centro, fosse um circo de "extravagâncias". A festa encheu-se de gente igual à que vai a tantas outras festas de sábado à noite. Não fossem os shows de transformismo às duas e quatro da manhã, a festa Mira Pride, no VIP Club- GLS, um bar discoteca na Praia de Mira que, à entrada avisa o cliente tratar-se de uma casa para gays, lésbicas e simpatizantes, seria igual a tantas outras que pelo país fora se realizam nas noites de sábado.


Muitos jovens, numa proporção de uma rapariga para cinco homens, de t-shirt e calça de ganga, bebem e dançam. Aqui e ali, um beijo, uma carícia ou uma dança mais íntima relembra que a festa é gay.

João Pedro Silva, proprietário da Vip Club, abriu o bar na Praia de Mira em Novembro de 2004 Juntamente com o namorado, Pedro Lourenço. Inicialmente como casa heterossexual, só depois de um ano de funcionamento, direccionaram o negócio para o cliente homossexual coincidindo com a altura em que assumiram publicamente a sua relação.

"Foi um passo gigante, mas uma aposta conseguida em todos os sentidos. Tanto para a casa como para nós. As pessoas já nos conheciam e não mudaram só pelo facto de sermos gays, tanto aqui, a nível do 'staff' da casa, como lá fora, com as pessoas de Mira. Agora até tenho pais que já sabem da orientação do filho e vêm aqui dizer-me para olhar por eles", afirma.

Se para um heterossexual a festa é como tantas outras, para a comunidade gay não. Porque ali estão com quem gostam, num à-vontade conquistado por casais de homens e mulheres, mas interdito a homossexuais pela sociedade em geral. Vieram de localidades mais ou menos distantes, como Coimbra, Viseu e da região Norte, só para poderem conviver como toda a gente.

"Na cidade de Viseu não há um sítio assim e, se formos a qualquer bar, não nos sentimos incomodadas, mas as outras pessoas sim", explica Teresa, lésbica assumida para amigos, mas ainda não para os pais. À pergunta porquê, a resposta é taxativa "Estamos em Portugal, é complicado".

Paulo Vieira, da associação "Coimbra Não Te Prives", sublinha, ao "Jornal de Notícias" que a falta de espaços públicos e a ausência de apoio social para casais homossexuais continua a ser um problema.

Às duas da manhã começa o espectáculo principal da noite. Com a discoteca já cheia, certamente com as 500 pessoas esperadas pelas duas associações que organizaram o evento, sobem ao palco os tranformistas numa sucessão de interpretações que vão de Madonna a Bonnie Taylor. O público está ao rubro.

O segundo Mira Pride está já marcado para daqui a um ano.

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