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Sexta-feira, 23 Setembro 2011 11:44

EUA
Suicídio de jovem gay gera onda de indignação



A polícia abriu uma investigação criminal relativamente suicídio de Jamey Rodemeyer de 14 anos, que foi intimidado online com insultos por ser gay durante mais de um ano.


Os pais do adolescente, amigos e até mesmo Lady Gaga, que era seu ídolo, expressaram indignação com o que dizem foi o tormento implacável em sites de redes sociais.

A polícia disse que três estudantes em particular podem estar envolvidos. Jamey era um estudante na escola secundária de Heim na cidade de Bufalo no norte do estado de Nova York.

De acordo com os seus pais o bullying já tinha começado na escola anterior. Jamey tinha dito a familiares e amigos que tinha sido alvo de comentários de ódio na escola e online, na sua maioria relacionados com a sua orientação sexual.

Jamey foi encontrado morto fora de sua casa domingo de manhã, mas a polícia Amherst não divulgou todos os detalhes sobre como se matou. Jamey acabou com a sua vida pouco depois de postar uma despedida online.

Como não existe uma lei específica anti-bullying no estado de Nova York a polícia está a averiguar se acusações de assédio agravado serão aplicáveis a este caso. A escola já identificou um grupo de alunos que poderão estar envolvidos na situação.

Lady Gaga opinou sobre a situação via twitter: "O Bullying deve tornar-se ilegal é um crime de ódio". Na noite passada twittou: "Estou em reunião com o nosso Presidente. Eu não vou parar de lutar. Isto tem de acabar. A nossa geração tem o poder de acabar com isto. Sigam #MakeALawForJamey". Jamey era um grande fã de Lady Gaga.

Vários estudantes publicaram mensagens de ódio a gays na conta Formspring de Jamey, um site que permite publicações anónimas. "JAMIE é estúpido, E, FEIO GORDO GAY. Ele deve morrer!" podia ler-se numa das publicações. Outra dizia: "Eu não me importaria se você morresse. Ninguém se importaria. Então, basta fazê-lo! todos seríamos MUITO mais felizes"

Amigos relataram o assédio aos responsáveis na escola. Mas todos, incluindo sua mãe, pensavam que ele tinha ultrapassado a situação.

A sua morte coincide com um encontro nacional esta semana patrocinado pelo Departamento de Educação dos EUA em Washington, DC, num esforço para conter o número de vítimas de bullying nas escolas.

Segundo o Centro Nacional para Estatísticas de Educação, 28 por cento dos estudantes entre 12 e 18 relataram que foram vítimas de bullying na escola durante o ano lectivo de 2008-2009. Os valores chegam a 90% se falaramos de estudantes LGBT.

Algumas escolas têm proibido o acesso a sites como YouTube e Facebook como forma de limitar o âmbito das agressões on-line. Mas a verdade é que muitas vezes estes sites são os únicos locais onde os jovens LGBT podem falar abertamente sobre o seu sofrimento.

Jamey manteve durante meses um blog sobre as agressões de que era vítima e os seus pensamentos sobre suicídio.

Numa certa ocasião publicou no seu mural no Facebook: "Eu estou sempre a contar como sou intimidado, mas ninguém ouve... O que eu tenho de fazer para que as pessoas me ouçam?"

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