UGANDA: Governo desvaloriza críticas do presidente dos EUA (PortugalGay.pt)
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Quarta-feira, 19 Fevereiro 2014 14:05

UGANDA
Governo desvaloriza críticas do presidente dos EUA



Obama criticou duramente o governo ugandês por este se preparar para assinar uma lei que o pune os atos homossexuais.


Nas palavras de Barack Obama a lei que o presidente Yoweri Museveni já disse ir assinar é um "retrocesso" para todos os ugandeses e reflete o não cumprimento do governo ugandês no compromisso que assumiu na defesa dos direitos humanos do seu povo.

Obama também não escondeu o aumento verificado de relatos de violência e assédio que as pessoas LGBT no Uganda tem sido alvo, mas também os cidadãos LGBT da Rússia e da Nigéria.

Obama tem-se comportado como um defensor dos direitos das pessoas LGBT no seu país e no mundo e, talvez por isso mesmo no seu discurso disse "saúdo todos aqueles que no Uganda e em todo mundo permanecem comprometidos no respeito dos direitos humanos e a dignidade humana fundamental de todas as pessoas".

Mas do outro lado, o governo ugandês, desvalorizou as críticas de Obama, alegando que o mesmo estaria a "chantagear" um país do leste africano.

Um funcionário do governo de Obama disse que perante esta posição do presidente Museveni, a ajuda de 400 milhões anuais dos EUA ao Uganda deveria ser revista.

E do lado do Uganda o ministro Simon Lokodo respondeu que "em nome da ética e da integridade" não deveria ser associada a posição do seu governo com a homossexualidade e a ajuda providenciada pelos EUA. Em declarações à Reuters, afirmou “não gostamos de fazer chantagem com os outros. É desonesto, muito irresponsável e hostil com as pessoas anexar o comportamento de uma comunidade com a partilha de recursos”.

Uganda não é um caso único no continente africano: recentemente o presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, chamou as pessoas homossexuais de “vermes” e que os combateria como se combate os mosquitos causadores da malária. 37 dos 54 países africanos condenam os atos homossexuais entre coimas, prisão, prisão perpétua e pena de morte. E mesmo em África do Sul com legislação equalitária ainda são frequentes os relatos de violência sobre pessoas LGBT.

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