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Sábado, 13 Setembro 2003 00:59

PORTUGAL
Diocese de Vila Real Recusa Afastar Padre Suspeito de Abuso Sexual de Menores



A Diocese de Vila Real não tenciona afastar das suas funções Zeferino Barros, o padre que está a ser investigado pela Polícia Judiciária por suspeita da prática de abusos sexuais a menores, enquanto presidente da direcção do Centro Social e Paroquial de Vila Marim (Mesão Frio).


Este pároco vai assim continuar, juntamente com o padre Manuel Coutinho, a ser responsável por cinco paróquias dos concelhos da Régua e Mesão Frio. Há, contudo, uma mudança imposta pela Diocese de Vila Real: enquanto a polémica à volta deste caso de alegadas "práticas pedófilas" no Centro Social e Paroquial de Vila Marim não abrandar, Zeferino Barros não celebrará missa em Loureiro, onde diversos populares o têm vindo a impedir, há diversas semanas, de realizar a missa dominical. Nesta freguesia do concelho da Régua, a celebração religiosa deverá ser retomada já no próximo domingo e passará a ser assumida somente por Manuel Coutinho. Apesar das suspeitas que incidem sobre Zeferino Barros e dos protestos dos cidadãos de Loureiro, a Diocese de Vila real não vê razões para suspender este pároco das suas funções. "Se suspeitássemos que aquilo que se diz tem fundamento, o senhor bispo [de Vila Real] teria imediatamente suspendido o padre Zeferino. Mas continuamos convencidos que tudo não passa de uma calúnia que lhe levantaram", sustenta Castro Fontes, vigário-geral da Diocese de Vila Real. Na opinião do prelado, a alegada calúnia contra Zeferino Barros tem origem nas desavenças da população de Vila Marim com a irmã do próprio pároco, Maria Assunção Barros, que este nomeou como directora do Centro. Em 2001, devido à alegada falta de condições do centro, a antiga direcção e a população local entraram em choque com Maria Barros e afastaram-na. Só que depois de um processo judicial que esta moveu contra o centro, por decisão do tribunal, foi readmitida. "Foi nesta altura que surgiu a calúnia. Em pouco tempo, o padre Zeferino passou de santo a criminoso", afirma o vigário-geral. Para a Diocese de Vila Real as indicações do Papa João Paulo II que, na sequência do escândalo da pedofilia que rebentou em Boston, Estados Unidos da América, deu ordens no sentido da igreja suspender imediatamente qualquer pároco sob suspeita, não se aplicam neste caso. "Em Boston, as famílias queixaram-se e apresentaram as coisas devidamente comprovadas. Neste caso, trata-se de uma suspeita que nasceu de um boato, alguém reagiu contra a irmã. É uma suspeita que tem um fundamento de vingança, mais nada", remata Castro Fontes.

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