ÁFRICA DO SUL: Desmond Tutu não quer adorar um Deus homofóbico (PortugalGay.pt)
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Quarta-feira, 31 Julho 2013 13:41

ÁFRICA DO SUL
Desmond Tutu não quer adorar um Deus homofóbico



Prémio Nobel da Paz, defensor dos direitos humanos, um dos rostos mais importantes na luta contra o apartheid, Desmond Tutu diz que não quer ir para um céu homofóbico.


As declarações de Tutu vem no seguimento de outras onde condena a justificativa religiosa para comportamentos homofóbicos, tendo feito estas declarações durante uma reunião da ONU na cidade de Cape Town na África do Sul.

Numa posição bastante clara de apoio ás pessoas LGBT, Desmond Tuto diz preferir ir parar ao inferno do que adorar um Deus homofóbico, e compara a luta das organizações LGBT pelos seus direitos com a luta travada pelos opositores ao apartheid.

Desta reunião saiu ainda uma campanha lançada pelas Nações Unidas na busca da igualdade das pessoas LGBT na Cidade do Cabo, com o titulo “Livres e Iguais”.

Disse Tutu, “eu não iria adorar m Deus que é homofóbico e é assim que me sinto” esta declaração pretende alterar a mentalidade daqueles que usam a justificativa da religião para tomarem posições homofóbicas.

Navi Pillay chefe da agência dos direitos humanos da ONU, disse que mesmo nos países onde os direitos das pessoas LGBT tem protecção legal permanecem ataques homofóbicos e que África do Sul é um destes exemplos. Os ataques sexuais a mulheres devido ao facto de serem identificadas como lésbicas tem sido notícia recorrente reforçada pela brutalidade dos ataques muitas vezes resultando na morte das vitimas. Um dos ataques mais frequentes é a “violação correctiva” em que os perpetradores alegam que o seu abuso sexual iria de alguma forma alterar a orientação sexual dessas mulheres.

Navi Pillay diz que as pessoas estão a pagar o seu amor com a própria vida, diz Navi que sempre ouviu os governos a dizerem “esta é a nossa cultura, a nossa tradição e não podemos mudá-lo” e que por isso terão muito trabalho a fazer para mudar mentalidades. A campanha incidirá nas reformas legais e na educação pública contra a homofobia, mas terá um foco especial no trabalho a realizar com os governos.

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