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Quinta-feira, 21 Novembro 2019 11:45

MALÁSIA
Quatro homens vergastados por sexo gay



Quatro homens foram condenados por fazer sexo gay em violação às leis islâmicas no país com histórico de perseguição da comunidade LGBT+


A Amnistia Internacional denunciou um agravamento no clima de perseguição da comunidade LGBT+ neste país de maioria muçulmana, onde as autoridades aplicam uma proibição da era colonial da sodomia e punem com duras agressões físicas as relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo.

Os homens, de 26 a 37 anos, receberam seis golpes de cana cada um numa prisão nos arredores de Kuala Lumpur esta segunda-feira por "tentarem relações sexuais contra a ordem da natureza", uma ofensa sob a lei da sharia, disse a Amnistia Internacional. Os acusados admitiram ter cometido os atos num apartamento no ano passado, e além da humilhação pública o tribunal islâmico também aplicou multas de cerca de 1000 EUR (mais de 4x o ordenado mínimo no país) e penas de prisão de até sete meses. As autoridades religiosas descobriram o evento privado ao interceptarem mensagens na aplicação WeChat entre os homens e prontamente enviaram um grupo de 50 polícias para realizar a detenção, segundo a Amnistia no que classificam como "um escândalo judicial". Um quinto homem condenado com os outros não foi espancado, pois está apelando contra a punição, enquanto outros seis homens presos no apartamento ainda estão enfrentando acusações, acrescentou o grupo de direitos humanos.

 Essas punições cruéis são os verdadeiros crimes cometidos aqui.
A Malásia deve criar um ambiente em que as pessoas LGBT+ estejam livres de discriminação, e não prender e espancar pessoas inocentes.
 Shamini Darshni Kaliemuthu, Amnistia Internacional Malásia

A Malásia tem um sistema legal de dupla via, com tribunais da sharia lidando com alguns casos para cidadãos muçulmanos. A sodomia é um crime de acordo com o código criminal regular do país e com a lei islâmica. O primeiro-ministro Tun Dr. Mahathir Mohamad disse no ano passado que a Malásia não podia aceitar direitos LGBT+, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, descartando-os como valores "ocidentais". Um mês antes do seu discurso, duas mulheres foram espancadas num tribunal da sharia, o que os ativistas disseram ter sido a primeira vez que o castigo foi usado na Malásia como parte de uma condenação por sexo lésbico.

MALÁSIA: Quatro homens vergastados por sexo gay

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