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Terça-feira, 17 Março 2015 10:46

REINO UNIDO
Lésbica nigeriana em risco de deportação por ter filhos



Aderonke Apata fez um pedido de asilo político no Reino Unido, devido à sua orientação sexual que está em risco de ser recusado por ser mãe.


No ano passado Apata apresentou provas perante um tribunal britânico de que era lésbica, com testemunhos de antigas namoradas, mas segundo o Ministério do Interior ela não fazia “parte do grupo social conhecido como lésbicas” porque tinha filhos. Andrew Bird, o delegado do Ministério do Interior encarregado do caso, afirmou perante o tribunal “Uma pessoa não é heterossexual um dia e lésbica no dia seguinte. Tal como não pode mudar de raça.”

O advogado de Apata afirmou que tais declarações eram “altamente ofensivas… visões estereotipadas do passado. Alguns membros da população em geral podem defender essas visões, mas isso não quer dizer que um departamento governamental possa apresentar isso como prova de alguma coisa. E há provas da validade do caso, que ela será presa por ser lésbica de voltar.”

Um dos motivos para a fuga da Nigéria de Aderonke Apata é o facto de ter sido condenada à morte por um tribunal sharia no seu país. Apata é de uma família cristã, e ela afirma que só se casou com um homem muçulmano para encobrir o seu relacionamento de longa data com uma mulher. Ela afirma que a família do marido se virou contra ela quando suspeitaram que era lésbica, e a levaram a um tribunal sharia onde ela foi condenada à morte por adultério. O seu irmão e filho de três anos foram mortos por multidões enfurecidas. Ela conseguiu fugir, e viveu na rua em Manchester.

O juiz do Supremo Tribunal John Bowers QC atrasou a apresentação da sua decisão, para ter tempo de ver todos os argumentos com atenção.

Apata fez uma declaração à porta do tribunal, acompanhada pela namorada. “O Ministério do Interior têm-me tratado mal desde o primeiro dia. Ficar no Reino Unido significa que estou segura, estou com a minha parceira e posso continuar a minha campanha.”

Entretanto o Ministério do Interior já concordou em fazer uma série de alterações à forma como os pedidos de asilo de pessoas LGBT são tratados, depois de um relatório ter exposto várias falhas.

Enquanto se aguarda a decisão do Supremo Tribunal, a All Out organizou uma petição a pedir que o asilo seja concedido a Apata, petição que já reuniu mais de 69 mil assinaturas.

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