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Sábado, 13 Outubro 2007 02:43

SIDA
Mais campanhas centradas no preservativo



Para diminuir a infecção é necessário fazer passar a mensagem e aumentar a utilização do preservativo


O coordenador do programa nacional da Luta contra a Sida afirmou hoje que as taxas de uso do preservativo em Portugal são «tão baixas» que é preciso continuar a centrar as campanhas de prevenção sobre este aspecto, escreve a Lusa.

«Em Portugal a utilização do preservativo ainda é tão baixa que é fundamental que modifiquemos a situação. Quando atingirmos os níveis dos melhores países europeus poderemos começar a dirigir esforços também para outros aspectos», disse hoje Henrique Barros na reunião de coordenadores dos programas de sida que juntou representantes de 50 países em Lisboa.

Dados do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge revelam que em Junho de 2007 havia em Portugal 31.677 casos notificados de portadores de VIH/sida, mais 2.216 casos do que em Junho de 2006.

Os mesmos dados revelam que a principal causa de infecção nos indivíduos é a via venosa, associada à toxicodependência, representando 44,4 por cento de todas as notificações (14.061).

A segunda grande causa é a transmissão sexual entre heterossexuais, com uma percentagem de 38,9 por cento dos casos registados, representando a transmissão sexual entre homossexuais 11,9 por cento desses casos.

«Se queremos diminuir a infecção é inequívoco que temos que fazer passar a mensagem e aumentar a utilização consistente do preservativo», comentou Henrique Barros, relativamente às declarações do director da ONUSIDA, Michel Sidibe, que considerou hoje, numa entrevista ao jornal Público, que a prevenção da sida tem sido «muito mecânica» e assente na ideia «se tiver preservativos, está salvo».

«As campanhas têm que tocar diferentes problemas e responder sobretudo aos problemas de cada local. Em África, por exemplo, é fundamental promover a circuncisão porque os homens circuncidados têm menos riscos de infecção, mas isso não quer dizer que seja o bom tópico de uma campanha em Portugal», sublinhou.

O coordenador nacional do programa de luta contra a Sida referiu ainda que a taxa de infecção por HIV/sida continua «alta» em Portugal, mas está a diminuir claramente entre os consumidores de drogas injectáveis e até entre os heterossexuais a tendência é de diminuição.

Segundo Henrique Barros, diminuíram também os casos de infecção por HIV/sida diagnosticados e aumentaram as declarações da doença, indicadores considerados positivos pelo coordenador que, contudo, considera ser necessário manter os níveis de alerta.

«Estes indicadores não querem dizer que nos possamos distrair ou abrandar porque a desatenção é fatal e poderá levar ao ressurgimento da infecção, o que já está a acontecer em países como a Alemanha e Inglaterra», disse.

Por isso, sustentou, «é preciso manter a atenção e uma acção constante de informação, vigilância e avaliação da realidade comportamental para antecipar as soluções dos problemas».

Sobre a reunião de coordenadores que até sábado reúne representantes de cerca de 50 países em Lisboa, Henrique Barros manifestou o desejo de que seja possível «tornar mais coerente e equivalente» todo o sistema europeu de prevenção e tratamento das infecções por HIV/sida.

A Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida lançou a 01 de Outubro uma nova campanha de comunicação, com o tema «Cinco Razões para Não Usar Preservativo», em que caras conhecidas do público dão corpo às diferentes fases da doença com o objectivo de realçarem a importância da utilização do preservativo.

[Entretanto começaram a ser distribuídos pelo PortugalGay.PT esta semana na cidade do Porto os novos Kit Sexy que incluem 2 preservativos e uma bolsa de gel lubrificante]

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