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Segunda-feira, 13 Julho 2015 18:26

PORTUGAL
Dark Horses - persistência e amor à camisola



Os Dark Horses preparam-se para mais uma nova etapa da sua existência: jogar na segunda divisão nacional de Rugby.


Em conversa com um dos seus elementos fundadores durante o Figueira da Foz Beach Rugby que decorreu este fim-de-semana, ficamos a saber de coisas que a bem da verdade escapa decerto a quem de fora por vezes esquece o trabalho de bastidores de um empreendimento deste tipo.

Os Dark Horses começaram com uma equipa de rugby em 2009 pela mão de um grupo que com coragem e gosto pelo desporto, e pelo rugby em particular, decidiram passar das palavras à ação e pensaram num projeto a longo prazo. A ideia foi criar um ambiente seguro e onde todos pudessem jogar rugby independentemente de serem gays, lésbicas, bissexuais ou heterossexuais. Entretanto o caminho foi feito com alguns altos e baixos, como são todas as relações de amor: treinou-se muito, investiu-se muito tempo e dinheiro em campeonatos organizados entre equipas amigas, chamou-se equipas de fora e realizaram-se os Pitch Beach e foi por aqui que chegaram ao 5º lugar no Campeonato Nacional de Equipes Emergentes em Rugby Sevens. Este terá sido um dos passos decisivos para novos voos, literalmente voos, que levaram para fora da cidade que os viu nascer e do país e só nos últimos dois anos chegaram às meias-finais do segundo grupo (Union Plate) da Union Cup 2015 em Bruxelas que reuniu mais de 20 equipas europeias, participaram no Figueira Beach Rugby 2015 com 50 equipas de todo o mundo, em 2014 tiveram o 1º lugar no torneio dos 10 anos da equipa Les Gaillards em Paris e participaram na Bingham Cup 2014 juntamente com mais de 60 equipas inclusivas de todo mundo que se reuniram em Sydney.

Mas nada disto foi conseguido sem esforço e empenho, e muita dedicação de uma equipa que “todos os anos temos gente que sai e entra” e que por isso é preciso um trabalho persistente, um trabalho que valoriza tanto o treino físico como o convívio. As "terceiras partes" como são conhecidas na gíria do rugby tem para os Dark Horses um papel preponderante na coesão do grupo tal como em qualquer outra equipa da modalidade.

Mas nem todos gostamos de rubgy e os Dark Horses atentos às solicitações contam hoje com equipas de Voleibol, Natação e Tango, e todas merecem o mesmo interesse e empenho na manutenção da moral clubística e por isso as terceiras partes do rugby foram alargadas a estes também porque afinal os “Boys Just Wanna Have Fun”, e as raparigas também são bem-vindas.

Contra ventos e marés os Dark Horses tem-se mantido no ativo, e isso valeu-lhes o reconhecimento dos seus pares e alguns problemas organizativos na equipa do Rugby Clube de Oeiras criaram a oportunidade de uma aliança entre estas duas equipas que juntas preparam-se para o desafio de jogar Rugby XV na Segunda Divisão Nacional que tem início Setembro próximo.

Por enquanto podem ver a foto-reportagem do torneio de Beach Rugby da Figueira da Foz.

PORTUGAL: Dark Horses - persistência e amor à camisola

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