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Segunda-feira, 12 Dezembro 2011 11:30

EUA
Faleceu Paul Varnell, ativista e jornalista gay



Paul Varnell, um colunista de longa data para a imprensa LGBT, morreu a 9 de dezembro de complica√ß√Ķes de pneumonia e um acidente vascular cerebral. Tinha 70 anos.


Varnell, nascido 16 de abril de 1942, em St. Louis, era filho de um advogado para a Pennsylvania Railroad, e a sua inf√Ęncia foi passada a viajar pelos EUA. Formou-se pela Universidade de Cornell e frequentou uma p√≥s-gradua√ß√£o em meados dos anos 1960 na Universidade de Indiana em Bloomington.

Varnell lecionou vários anos na Northern Illinois University, em DeKalb, mas como nunca completou a sua dissertação (sua especialidade era Jonathan Swift), não conseguiu nomeação definitiva e, eventualmente, foi despedido. Na Northern, chefiou a comissão de educação da União Gay / Lésbica de 1977 a 1982. Varnell mudou-se para Chicago em 1982.

Varnell teve v√°rios empregos n√£o tradicionais e come√ßou a sua milit√Ęncia em Chicago. Ele foi membro do conselho de Pais e Amigos de Gays em Chicago de 1983 a 1984; presidiu √† Comiss√£o de M√≠dia da Illinois Gay and Lesbian Task Force de 1983 a 1990; foi membro da Chicago AIDS Task Force de 1982 a 1990, foi co-fundador da CARGO, a Organiza√ß√£o Republicana Gay da √Ārea Chicago, em 1984, e ajudou a promover a funda√ß√£o do M√™s da Hist√≥ria Gay em 1994.

Foi nomeado em 1985 para a Comiss√£o Consultiva Interdisciplinar para o VIH/SIDA do Departamento de Sa√ļde P√ļblica do Estado de Illinois em 1985. Uma das suas lutas foi a utiliza√ß√£o de testes generalizados do VIH mas, simultaneamente, garantindo de todas as formas que os resultados s√£o confidenciais. Em 1985 no seu papel oficial na Comiss√£o ele disse que havia motivo leg√≠timos para alguns homens gays n√£o quererm saber o seu estado VIH. Na altura a discrimina√ß√£o contra pessoas VIH+ era brutal e na pr√°tica n√£o havia medica√ß√£o adequada para controlar a infe√ß√£o. Mas tamb√©m defendeu que saber o estado VIH pode ajudar os homens gays a tomarem melhores decis√Ķes sobre a sua sa√ļde e atividade sexual.

Varnell eventualmente passou para colunista regular no jornal Windy City Times, juntou-se ao seu colega Rex Wockner (colaborador do PortugalGay.pt) do jornal Outlines num momento de ativismo jornalístico em 1989.

"Paul e eu √©ramos bons amigos durante os meus anos em Chicago," disse Wockner. "Ele era uma das pessoas mais independente que eu j√° conheci. N√£o foi f√°cil chegar perto dele, e eu acho que eu consegui chegar o mais perto poss√≠vel. Ele era um jornalista, ele era um colunista de opini√£o, ele era um pensador, ele era um libert√°rio e, penso eu, um Libert√°riano, ele era um intelectual. Gostava de m√ļsica cl√°ssica, era um leitor voraz. Nas suas colunas elevou o quociente de intelig√™ncia de todos os jornais em que colaborou. Ele era um ativista."

"Ele e eu, num exerc√≠cio jornal√≠stico, tentamos obter uma licen√ßa de casamento no Condado de Cook, em 1989. E quando fomos rejeitados, apresentamos uma reclama√ß√£o de direitos humanos √† cidade e ao estado. Perdemos. Reivindicamos a discrimina√ß√£o sexual, mas eles disseram-nos que era discrimina√ß√£o por orienta√ß√£o sexual e que isso n√£o era ilegal na √©poca, no estado de Illinois. O Sun-Times fez uma grande hist√≥ria do nosso pequeno esfor√ßo. N√≥s recusamos um convite para aparecer na Oprah. Acho que cada pessoa √© √ļnica, mas Paul era diferente de qualquer um que eu j√° conheci. Eu acho que foi o grau da sua independ√™ncia e o grau da sua auto-sufici√™ncia que se destacaram. Ele tinha id√©ias muito espec√≠ficas sobre como queria viver a sua vida e √© exatamente como ele a viveu, a cada dia e sem compromissos."

Na década de 1980, Varnell era muito ativo e não apenas reunião com jornalistas e auxiliando nos mídia generalistas. Ele também escreveu numerosas cartas para o editor, especialmente do Tribune e do Sun-Times, criticando o que via como cobertura anti-gay da comunidade (incluindo a cobertura de ataques a bares onde foram listados os nomes de clientes). Mesmo em 2005 ele escreveu para o Tribune questionando o uso de dois homens dançando juntos para ilustrar um artigo sobre os Jogos Gay (que não incluía dança de salão nessa edição em particular).

Sobreviventes incluem seu pai, Paul Varnell Sr., e a madrasta, Kathryn Varnell, seus amigos e Ted Sigwald Greg Nigosian, e outros parentes e amigos. N√£o h√° planos para um memorial, mas doa√ß√Ķes podem ser feitas em seu nome para Howard Brown Health Center.

Via Windy City Times

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