PORTUGAL: Declarações homofóbicas de Marinho Pinto trazem-lhe problemas no Parlamento Europeu (PortugalGay.pt)
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Sexta-feira, 6 Junho 2014 18:23

PORTUGAL
Declarações homofóbicas de Marinho Pinto trazem-lhe problemas no Parlamento Europeu



Marinho Pinto ex-bastonário da ordem dos advogados e eleito para o Parlamento Europeu, está a ser avaliado pela bancada dos verdes.


Marinho Pinto terá proferido declarações homofóbicas no passado que poderão colocar em causa a admissão dos dois eleitos pelo Movimento Partido da Terra.

Helmut Weixler, porta-voz do grupo parlamentar dos Verdes no parlamento europeu disse “Temos de ver se essas declarações são compatíveis com o nosso programa”. O Partido os Verdes é o quinto partido em dimensão no PE com 52 lugares. O eurodeputado cabeça de lista do MPT fez esta semana contatos com o grupo parlamentar de Weixler num ambiente amigável, mas ainda não foram encontradas quaisquer conclusões ao desejo de integrar a bancada dos Verdes.

Na possibilidade de os Verdes Europeus responderem negativamente, Marinho Pinto anda também em contatos com o terceiro grupo do PE, os Liberais que contam com 59 deputados, muito embora segundo o porta-voz deste grupo, Neil Corlett, não tenha ainda acontecido nenhum pedido formal nesse sentido.

Os grupos parlamentares não referiram as declarações que estão em análise, mas qualquer decisão que venha a ser tomada, a mesmo só será conhecida para a semana na próxima terça ou quarta-feira na reunião dos chefes das delegações.

António Marinho Pinto foi um dos subscritores do Movimento pela Igualdade no casamento civil em 2009. No ano seguinte o casamento civil para gays e lésbicas foi aprovado pelos legisladores mas deixando de fora a possibilidade de uma criança poder ser adoptada por um casal de dois homens ou de duas mulheres. E foi precisamente no contexto da discussão da possibilidade de co-adopção em 2013 que Marinho Pinto, na altura ainda Bastonário da Ordem dos Advogados, manifestou a sua oposição à legislação justificando que estaria contra o "direito das crianças a serem adoptadas por uma família natural", mas não conseguindo explicar as razões concretas deste suposto direito.

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