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LOCATION:Cinema São Jorge - Sala 3
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SUMMARY:LMF-Aventuras e desventuras de Julieta Pipi ou o processo intr
 ínseco global kafkiano de uma vedeta não analisado por Freud(1978)
DESCRIPTION:A sequencia de abertura deste Aventuras e Desventuras de J
 ulieta Pipi denuncia, desde logo, a tematica do filme. Imagens de Los 
 Angeles dos anos 70 e uma posterior descolagem do aeroporto de LAX, da
 o lugar a Portela, onde a actriz de renome internacional, Julieta Pipi
  (Belle Dominique), acaba de chegar a Lisboa. Miss Pipi prepara-se par
 a uma tensa conferencia de imprensa a ter lugar no seu palacio dos arr
 edores da capital. Perante um questionario, por vezes politico, outras
  intelectual, ou mesmo inquisitoriamente sexual, Pipi defende-se, com 
 sotaque italiano (influencia do ultimo filme que rodou, em Italia), a 
 todas as provocacoes, contornando mesmo as impertinentes questoes sobr
 e a sua formacao dramatica. Sempre com a conferencia a dar o mote, o f
 ilme opera uma sequencia de flashbacks, que nos dao a conhecer a sua o
 bra e passadas glorias. A estrela comeca por falar de uma experiencia 
 em Africa, num 'filme realista', rapidamente . nas suas palavras, torn
 ado 'filme terrorista', pois acabou no hospital 'toda chupada', culpa 
 das adversidades da rodagem. No seu primeiro filme, de registo burlesc
 o, Pipi tambem havia terminado no hospital. Seguidamente, assistimos a
  uma participacao sua num musical, sob um medley onde nao faltam class
 icos como o 'Singing in the Rain', e com direito a apoteose final com 
 Pipi a interpretar o 'Thatfs Entertainment', acompanhada de um arroja
 do coro de homens nus. Mas e no flashback final que ficamos a saber co
 mo entrou para o mundo do cinema. Previsivelmente, Pipi havia sido 'pu
 ta' e foi 'naquela casa´ onde conheceu o homem que se havia de tornar 
 realizador, depois de a conhecer. A casa da gmadamah (Guida Scarllat
 y), que vive rodeada das suas gsobrinhash, revela]nos os mais bizar
 ros encontros sexuais, mais ou menos explícitos, com curas, comendador
 es e outras personalidades. Temos mesmo acesso ao quarto da própria 'a
 dama' onde ela discute com o amante, protestando pela sua indiferença 
 e interesse exclusivo pela leitura - mas afinal o seu interesse está n
 um homem que mantém escondido atrás da cortina. Pipi é aqui disputada 
 por um poderoso cliente (de longo casaco de peles), que assassina o co
 mendador, para poder passar a noite com ela. Óscar Alves consegue, com
  pouquíssimos meios, dirigir e coreografar um numeroso e dedicado elen
 co, encabeçado por Belle Dominique e Guida Scarllaty, que asseguram um
  ritmo vertiginoso ao filme. Belle Dominique tem um perfeito domínio d
 os timings cómicos (em muito derivado da sua experiência de palco), co
 mo por exemplo no momento em que, à pergunta sobre o que acha sobre a 
 literatura, Pipi responde: 'comi uma vez e não gostei'. Mas o actor do
 mina de igual modo uma contenção e registo mais dramático, como nos re
 vela a cena final, com uma belíssima sequência de vários curtos takes 
 do seu rosto, progressivamente masculinizado.  Curiosa esta opção fina
 l de desmascarar o género sexual do seu protagonista / actor. J. F. \n
 \niCalendar descarregado em  www.portugalgay.pt/lxfilmfest\n\nEste fil
 me é apresentado numa sessão com múltiplos filmes que começa às 18:30 
 e ordem dos mesmos (assim com as horas de apresentação no calendário) 
 é meramente indicativa.
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