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Teatro: Hetero


de Denis Lachaud
"WE ARE ALL IN THE GUTTER BUT SOME OF US ARE LOOKING AT THE STARS"
OSCAR WILDE


O TEXTO

"Hetero" constrói-se a partir de uma radical hipótese e desafio: um mundo unissexual exclusivamente habitado por homens e constituído por dois clãs. Pretendentes e prometidos pateticamente unidos na busca do modelo do casal parental e do sentido da reprodução e sobrevivência da espécie humana num tempo futuro.

Esta peça inquietante e provocatória define os complexos papéis de cada um dos grupos, constituindo uma denúncia paradoxal do estatuto da mulher no interior do casal (bem como da sua figura subalterna no início do séc. XXI.) sendo um desafio aos conceitos biológicos da humanidade e à própria ideia de futuro.

Na tradição da literatura filosófica francesa, e construida sob a forma de um "panfleto" feminista surpreendente e radicalmente apresentado pelos homens, "Hetero" é uma originalísima peça para cinco actores de diversas gerações (30/40/50 anos) que questiona, de forma irónica, práticas sociais milenares.

O AUTOR

Denis Lachaud nasceu em Paris em 1964 e após estudos de inglês e de alemão foi bolseiro universitário na Alemanha, onde iniciou a sua actividade teatral. De regresso a França funda, em 1990, a Companhia La Téatralala na qual exerce as funções de autor, encenador e actor.

Da sua obra fazem parte os romances "J'apprend l'aleman" (1998), "La forme proffunde" (2000) e "Comme personne" (2003), bem como as peças de teatro "Ma forêt fantôme" e "Le lion qui rit et la femme en boîte" (2003), todas editadas pela Actes Sud.

É neste momento consultor literário na Comédie Française.

O PROJECTO

Na sequência de "Nada" de Edward Bond o Teatro Plástico prossegue com "Hetero" um ciclo de trabalho iniciado em 2003 e a prolongar-se pelos próximos dois anos e centrado nos conceitos de futuro e utopia no início de um novo milénio.

Dando continuidade a um trabalho experimental e transversal que, fundindo universos artísticos, questiona o sentido da prática teatral na vida urbana contemporânea, com "Hetero" problematizam-se dois dos conceitos fundamentais do sentir contemporâneo e da própria definição de espécie humana: género e reprodução.

Através destas noções (aparentemente inquestionáveis) pretende-se continuar um trabalho socialmente empenhado que possa em cada projecto desafiar o espectador e a sua tradicional passividade face ao objecto artístico.

Com "Hetero" prolonga-se e intensifica-se também uma reflexão politica sobre género e identidade iniciada em espectáculos anteriores como "Projecto X.2" de Eric-Emmanuel Schmit, "A Noite antes da Floresta" de Bernard-Marie Koltès e particularmente "XY" e que tinham na identidade, género e alteridade do actor um eixo fundamental de desenvolvimento dramatúrgico num tempo de importantes mudanças comportamentais em especial no campo da identidade sexual. Tudo isto no preciso momento em que Portugal vive, com 40 anos de atraso - como em tudo o resto, a sua crise da masculinidade.

Apesar da sua temática e do seu carácter experimental, este projecto adequa-se a diversos públicos de diversas idades e universos sociais. Ele é, no entanto, especialmente dirigido ao público base que esta companhia, ao longo de 10 anos de actividade contínua, soube construir e que é maioritariamente constituído por jovens (18/35 anos), estudantes (ensino secundário/superior) e profissionais liberais urbanos.

FICHA TÉCNICA

Tradução: José Paulo Moura
Encenação, Dramaturgia e Direcção Plástica: Francisco Alves
Assistência de Encenação: Catarina Falcão

Elenco: ANTÓNIO RAMA, DANIEL PINTO, JORGE MOTA, JORGE PAUPÉRIO, NUNO SIMÕES

Contra-Regras: Eurico Santos e Ricardo Barbosa
Desenho de Luz: Jorge Ribeiro
Figurinos: Francisco Alves e Pedro Mourão
Banda Sonora: Ricardo Serrano
Fotografia: Guilherme Carmelo
Vídeo de Cena: António Pires
Adereços: Dora Pereira
Cabelos e Caracterização: Augusto Morais
DVD do Espectáculo: Raquel Freire
Design Gráfico: Tiago Morgado
Projecto de Artes Plásticas: Nuno Ramalho (Galeria de Arte Contemporânea Graça Brandão)
Produção Executiva: Nuno Vieira e Paulo Castro Carvalho
Produção: Teatro Plástico

Carreira de estreia do Espectáculo: 8 a 10 de Janeiro de 2005 (Estreia Mundial)
Local: Grande Auditório do Rivoli - Teatro Municipal do Porto - 21.30 H

Lotação da sala: 845 lugares
Duração Aproximada do Espectáculo: 2 Horas (sem intervalo)
Classificação Etária: M/16
Preço Bilhetes: 10 € (desc. 50% para menores 25 c/cartão jovem e estudantes)

 
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