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As Peças Amorosas



as peças amorosas

de andré murraças

(Prémio de Reposição "O Teatro na Década 2002", do Clube Português de Artes e Ideias)

Texto, Encenação, Concepção Audio/Visual e Interpretação: André Murraças
Participação Especial: The Bourbon Singer
Produção Executiva: Metamorfose Total
Fotografias de Cena: Duarte Camacho
Designer Gráfico: Javi
Web Design: Ricardo Russo

http://pagina.de/aspamorosas

Co-produção: Metamorfose Total / Teatro Taborda / EBAHL

- apresentação do projecto:

Enquanto projecto, estas peças amorosas falam muito de amor, analisam os poderes social e sexual da sexualidade, criticam o sistema e a identificação do género sexual, exploram desejos transgressivos e perseguem o desenvolvimento de novas maneiras de examinar a identidade humana. Aterra-se nas noites passadas em discotecas, nos despertares com estranhos, no cuidado com o corpo, na necessidade da cultura, do sexo e do lazer, em personagens caídos nos amores das suas vidas.
"as peças amorosas" traduzem-se na criação e apresentação de pequenas peças performativas de curta duração, com um texto breve e um forte suporte visual. O tema é sempre o amor. O projecto acredita na centralização da parte criativa numa só pessoa - como defesa de uma personalização completa dessa criação. Existe um único criador - responsável pelas ideias desde o momento em que elas surgem, até ao momento em que são apresentadas em palco por essa mesma pessoa. Esse mesmo criador é, então, o escritor dos textos, o cenógrafo/figurinista, o actor e o seu próprio encenador.

- no camarim das amorosas:

E agora as amorosas mudaram-se para um camarim de teatro. O camarim ficou a abarrotar com amores combatendo entre si: utilidades versus futilidades. O espaço é pequeno, mas lá está o DJ falhado, riscando discos e trazendo a desgraça ao seu namoro. Noutro canto do camarim, está um parvalhão sem saber que vestir. Mais ao lado está outro imbecil a dar secas às meninas da discoteca. E senhoras e senhores, cuidado com os pescoços... Esta noite a caça é ao sangue, aos corações desprotegidos, aos corpos modelados que levam mães e parceiros à loucura. Mas ainda cabem mais amorosos. A bailarina caminhando por entre milhares de copos no chão, os dois rapazes namorando e tocando-se timidamente, o nariz esmurrado e apaixonado, um estranho que dorme com estranhos e acha isso tudo... muito estranho. Há a diva do night club segurando magistralmente o microfone, a querida e a sua canção de amor, os crocodilos que insistiram em sair da piscina e rapazes - rapazes a sorrirem apaixonadamente por todo o lado. Esta noite o amor está em todos os cantos. Em frente aos espelhos iluminados do camarim, o amor chama à cena os seus combatentes para uma guerra séria. Apaixonados travam entre si uma batalha num palco que pode ser um cabaret antigo, acompanhados por música piegas. Utilidades num lado. Futilidades num outro. Dia e noite.

- da estreia à reposição:

as peças amorosas estrearam a 14 de fevereiro de 2001, no Teatro Taborda, numa apresentação informal. O espectáculo foi depois apresentado no mesmo local dividido em dois espectáculos denominados: as peças amorosas: primeira secção - utilidades (dia), estreado em Março. Em Abril estreavam as peças amorosas: segunda secção - futilidades (noite). O espectáculo agora apresentado no Camarim 8, do Teatro Maria Matos, é uma selecção das peças que compunham o original.

Uma nota ao texto: a personagem da peça amorosa #4 - cala-te vá, não expliques /ush now, don´t explain, é inspirada na personagem Mother, descrita no livro "Ready to catch him should he fall", de Neil Bartlett - a quem o espectáculo é dedicado.

 
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