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Segunda-feira 9 de Outubro de 2000

PRIMEIRO PLANO

UGT VAI REUNIR EM BREVE COM ASSOCIAÇÕES

"Assumir-se no trabalho é quase impossível"

Revelar a homossexualidade no meio laboral poderá não ser aconselhável. Isto porque os preconceitos são ainda muitos e os poucos que optam por fazê-lo. mais tarde ou mais cedo, vêm a arrepender-se. Olhares de soslaio, poucas hipóteses de promoção e desconfiança são algumas das reacções habituais reveladas ainda no Portugal de hoje, que se prevê estarem para durar ainda nas primeiras décadas do século XXI.

A UGT vai reunir em breve com os vários representantes das associações de homossexuais para debater a questão. Segundo disse ao COMERCIO Venda Guimarães, da UGT, "há que não ter uma posição populista sobre o assunto e ouvir primeiro os interessados, o que está previsto fazer em breve".

Para Vanda Guimarães, a grande questão tem a ver "com a desigualdade de oportunidades e a discriminação aos mais variados níveis, problemas que têm ainda pouca visibilidade porque não se fala do assunto. 0 certo é que quando um homossexual assume a sua condição, o acesso a determinadas funções e as promoções ficam de imediato em risco".

0 recente caso passado em Espanha com uma alta patente militar é disso um exemplo. "Se ele tivesse revelado isso no início da carreira, nunca teria chegado a tenente-coronel. Ele sabia que a partir do momento que abrisse a boca ia ter problemas. 0 que se passa nas Forças Armadas não é um exclusivo, apesar do ambiente especial do meio que agrava o problema".

Um dos caminhos a sugerir pela central sindical será colocar os representantes das associações homossexuais em contacto com os sindicatos internacionais, uma vez que estes "possuem, um gabinete bem desenvolvido sobre esta matéria".

Em Portugal, no meio de trabalho, a maior parte dos homossexuais "está encapotada e há muito pouca assumpção em termos públicos". Para a mesma responsável, a UGT não terá nenhum tipo de papel "patemalista", mas está "aberta a trabalhar em conjunto", mesmo sabendo que certamente irá encontrar pela frente "um sem-número de dificuldades".

"Não vamos entrar em demagogias. 0 povo português, pelas suas especificidades de país católico e de décadas de ditadura, está ainda pouco propenso a encarar o assunto. Mas as organizaçoes sindicais têm a obrigação de perceber os problemas que se põem no trabalho aos homossexuais e de estar ao lado deles".

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