
Na semana passada, um projecto de lei visando a criminalização dos crimes de ódio e de incitação ao ódio motivados pela orientação sexual e identidade de género (expandindo a lei actual, em vigor desde 1975 sobre crimes de ódio baseados na raça, etnia e religião) foi rejeitado pelo Parlamento italiano.
Este projecto de lei apareceu como consequência de uma longa série de ataques homofóbicos e transfóbicos recentes em Itália.
O mais aberrante é que o parlamento não só rejeitou o projecto de lei, mas até aprovou uma moção apresentada por um grupo cristãos (tanta ignorância só podia mesmo ser de um grupo cristão) argumentando que a orientação sexual é uma noção que poderia incluir a pedofilia, incesto, bestialidade, etc., e, portanto, a alteração poderia proteger agressores sexuais.
Por outras palavras, o parlamento italiano aprovou oficialmente as posições homofóbicas e transfóbicas da OIC e de muitos países Africanos na ONU.