
Casal Gay agredido pela polícia municipal
Um jovem casal de namorados gay foi ontem ao início da tarde ameaçado e humilhado por três agentes da polícia municipal, por se encontrar a namorar no relvado do Parque Eduardo VII, tal como faziam vários casais heterossexuais à mesma hora. Beijos e abraços foram o suficiente. Os agentes abordaram o casal alegando ter recebido “queixas” pelo facto de se encontrarem ali homossexuais a namorar, sobretudo por ali “se encontrarem “crianças”. “Não sabem que isso é proibido em Portugal?” e “vão fazer isso para casa”, foram outras das frases utilizadas pelos agentes, segundo a denúncia recebida pelas Panteras Rosa. Face à recusa dos jovens em abandonar o local, reivindicando o seu direito à livre expressão de afecto, os agentes policiais encostaram a uma parede um dos membros do casal, ameaçando-o fisicamente, e acabaram por forçar os dois jovens a abandonar o local. Face à exigência de que mostrassem a sua identificação, os agentes ocultaram-na. Um dos agentes agressores era já conhecido das Panteras Rosa. A 22 de Janeiro de 2004, aquando da demolição da Habitação de um casal lésbico pela CML, o mesmo agente agrediu activistas das Panteras, episódio sobre o qual decorre contra ele uma queixa-crime. As Panteras Rosa identificaram, sem margem para dúvidas, o referido polícia municipal através de fotografias. Face à atitude inexplicável mas infelizmente não inédita da polícia municipal, simbolicamente exercida no Dia Mundial de Libertação Gay e Lésbicas, as Panteras Rosa desejam inquirir à Polícia Municipal e à CML se os jardins de Lisboa são apenas para heterossexuais e se só estes têm direito a namorar em público. E convidam todas as pessoas que se pronunciam contra a discriminação a exprimir o seu repúdio junto destas entidades.
Panteras Rosa