
O Parlamento uruguaio analisará um projeto destinado a legalizar a “união concubinária” de casais do mesmo ou de sexo diferente, confirmou sua autora, a senadora da coalização de esquerda da Frente Ampla, Margarita Percovich.O projeto, que segundo sua autora busca preencher um “vazio legal” em relação às uniões livres, reconhece pela primeira vez os casais do mesmo sexo, dando a eles os mesmos direitos sucessórios e patrimoniais que os demais.No entanto, Percovich destacou algumas singularidades locais e disse que “no Uruguai ainda não estamos preparados para que os homossexuais adotem filhos”.Segundo recente pesquisa do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), 27,4% dos casais uruguaios, onde as mulheres têm entre 15 e 49 anos, estão conformados com suas uniões livres. Em 1980, as uniões livres representavam 12,6% do total dos casais, ou seja, menos da metade do que acontece na atualidade.No Uruguai, o concubinato, até o momento, não gera relações de parentesco nem obrigações econômicas. Percovich apresentou no Senado o mesmo projeto de lei para regulamentar a “união concubinária” que já havia apresentado na Câmara em 2003, quando era deputada, mas que nunca foi votado.