
Pressões do Vaticano e de países muçulmanos impediram pelo segundo ano consecutivo que a sexualidade fosse incluída na lista de categorias protegidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). A proposta foi encaminhada pelo Brasil à Comissão de Direitos Humanos da ONU, com base em Genebra, e tem o apoio da maioria dos países que integram à União Europeia (incluindo Portugal). O Brasil desistiu de levar a proposta para votação quando ficou claro que o Vaticano e os países árabes impediriam a sua aprovação. Este mesmo grupo tenta agora revogar, em New York, o decreto executivo do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, que daria aos parceiros de funcionários homossexuais da instituição os mesmos benefícios garantidos aos casais heterossexuais, desde que aprovado pelo seus países de origem.