
Apesar da indústria de genéricos da Índia ter diminuído o preço local da medicação para o HIV/SIDA para 1300 rúpias ($29.85 US) por mês, muitos dos aproximadamente 5 milhões de doentes com HIV/SIDA no país não podem pagar o tratamento. Impossibilitados de trazerem uma quantia equivalente ao custo de um café durante dois dias em Londres ou Nova Iorque, muitos indianos com HIV/SIDA simplesmente esperam pela morte.
Os indianos tendem afastar-se dos hospitais públicos, onde foram registadas novas infecções. Com o registo obrigatório, os doentes com HIV/SIDA passam a ser vítimas de chantagem, com muitas clínicas a falsear os resultados ou pedindo dinheiro para não divulgarem os resultados positivos. Um doente seropositivo residente numa pequena cidade, que pediu anonimato, disse, “A doença está lá, mas o problema é quando alguém sabe, assim o seu comportamento passa a ser mau. O que é que nós fizemos? Não merecemos também uma vida normal?”
Quando os oficiais públicos dizem que a campanha de divulgação de informação fez com que o número de novas infecções tenha diminuído, os activistas da SIDA dizem que os números estão actualmente a subir rapidamente.
Em Khalpara, no distrito de Siliguri, numa cidade comercial, a maioria dos clientes que frequentam os trabalhadores do sexo recusam usar preservativos. Apesar dos membros do grupo Durbar distribuírem 10000 preservativos gratuitamente por mês e venderem outros 11000 a preços subsidiados, a maioria das prostitutas aumentam o seu rendimento a vender os preservativos distribuídos gratuitamente no mercado local.
O Dr. R. Rudra, que tem trabalhado com os doentes com HIV/SIDA da área há mais de uma década, diz que o sexo não protegido é a forma mais comum de transmissão do HIV. “Se isto continuar,” diz Rudra, “dentro de uma década a economia da Índia não estará em lado nenhum. Os hospitais estarão cheios de doentes com HIV”.
“A pobreza é predominante,” diz Rudra. “Dos 100 doentes, talvez 10 possam receber cuidados médicos.”