
O jornal norte-americano The Washington Post publicou no último domingo, dia 21, um anúncio contra o casamento gay, o que provocou reacção imediata dos leitores. Mais de 1000 e-mails foram enviados à redacção do periódico, de acordo com seu representante Michel Getler. “Criticaram a publicação do folheto no Post”, disse Getler. “As pessoas ficaram chateadas e comunicaram o facto ao jornal”. O anúncio não circulou na edição metropolitana do Post, de acordo com Getler, mas pôde ser visto em cerca de 200 mil cópias. Foi intitulado BothSides Magazines e da responsabilidade da igreja Grace Christian, com o apoio de outras igrejas. Em formato de revista, a publicação incluía artigos que argumentavam contra os direitos de gays e lésbicas e dizia que casais do mesmo sexo não poderiam ser considerados pais. "No movimento pelo casamento homossexual, eles não podem ser tolerados”, dizia uma das colunas. Em outra, podia-se ler: “O casamento é definido por Deus, e uma sociedade inteligente protegerá o casamento da forma que ele é compreendido”. Apesar da publicação ter sido vista como um tipo de anúncio/publicidade em diversos locais, representantes do jornal disseram que ele provocou reações furiosas dos leitores. “Não foi algo que todos concordaram”, disse o editor Boisfeuillet Jones Jr., que afirmou que os anunciantes têm todo o direito de pagarem por um espaço no jornal. “Não vou dizer que concordo com o folheto, mas foi um processo normal”, disse Jones. Alguns e-mails que o ombudsman recebeu criticavam a decisão do jornal. “O The Washington Post perdeu o respeito na minha opinião”, escreveu um dos leitores. Jones não soube dizer se aprovaria um foilheto publicitário similar no futuro. “Vai depender do que está escrito nele”.