
Num documento entitulado "Dignitatis Personae" publicado a 12 de Dezembro o Vaticano veio novamente a público condenar a utilização da pílula do dia seguinte considerando-as como "um pecado de aborto" e como tal sendo algo "gravemente imoral".
A situação tem preocupado os Católicos norte-americanos em particular, tendo em conta que muitos hospitais Católicos dos E.U.A. fornecem a pílula do dia seguinte a mulheres que tenham sido vítimas de violação. Este é o caso dos hospitais controlados pelos Episcopados de Connecticut, Wisconsin, Massachusetts, Colorado, New York, California e Washington.
O Bispo Elio Sgreccia que participou na elaboração da "Dignitatis Personae", tornou claro publicamente no passado que tal atitude é inaceitável, afirmando: "Não é capaz de prevenir a violação. Mas é capaz de eliminar um embrião. Como tal é uma segunda intervenção negativa na mulher" [sendo a violação a pirmeira].
A tradução do título do documento emitido pela "Congregação para a Doutrina da Fé" é "Dignidade da Pessoa" e tem sido alvo de críticas por afastar a Igreja Católica da realidade das famílias contemporâneas. Além de defender de forma cega o casamento como "único contexto autêntico para a criação de vida humana" também não permite nenhuma forma artificial de contracepção. Para concluir o documento proíbe aos Católicos qualquer forma de reprodução medicamente assistida que não utilize o coito vaginal, tratamentos estes que são classificados como os únicos "autênticos tratamentos".
O texto integral está disponível em
www.vatican.va, e sim... foi editado este ano.