
Apesar de, durante a campanha, declarar-se pessoalmente contra o casamento de pessoas do mesmo sexo (mas simultaneamente a favor da protecção de direitos como herança e visita hospitalar), a recém-eleita presidente do Chile, Michelle Bachelet, incluiu em sua agenda quatro propostas do Movimento de Integração e Liberação Homossexual, do Movilh.
No tópico específico sobre minorias sexuais de sua proposta de governo, Bachelet escreveu: 1) erradicar todo tipo de discriminação, incluindo a por orientação sexual 2) contar com uma lei de união de facto, independente da composição do casal 3) incluir nos currículos escolares o respeito pelas minorias sexuais e 4) criar, no âmbito do Ministério da Educação, uma instância de protecção e assistência para alunos discriminados devido a sua orientação sexual ou identidade de género.
Sofia Velásquez, activista do Movilh, declarou para a imprensa chilena que está "completamente satisfeita e feliz" com as propostas da presidente. "Se cumpridas, será feita justiça com um segmento historicamente segregado", declarou.
O programa de Bachelet também afirma que seu governo irá fomentar a "cultura do respeito e da valorização das pessoas por seus ideais, por seu trabalho e por suas capacidades".