
Uma coligação de cristãos evangélicos e rabinos dos Estados Unidos, assim como judeus ultra-ortodoxos em Jerusalém estão a tentar impedir a Parada gay internacional que acontecerá na cidade em agosto, mas o Presidente da Câmara já reiterou que não há como impedi-la. O pastor Leo Giovinetti, da Califórnia, afirmou que ao sediar a Parada, Jerusalém será dominada pela ira divina, citando a história de Sodoma e Gomorra como precedente. O legislador ultra-ortodoxo Nissim Zeey também criticou o evento. “Com esse tipo de demonstração nunca saberemos o que irá acontecer. Os moradores estão preocupados. Tudo deveria ser feito para impedir o evento e não permitir que as pessoas desrespeitem a lei”, disse. A WorldPride 2005 será um evento muito maior do que acontece normalmente em Israel. Este ano, a organização planeia organizar diversas festas, um Festival gay de cinema e workshops, que culminarão com a Parada e uma feira na rua. O evento, que acontece a cada cinco anos, reuniu milhares de participantes quando foi realizado em Roma, em 2000. Giovinetti está recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado para impedir a realização do evento. Mas os organizadores rechaçam as opiniões dos religiosos. “Jerusalém quer ser a cidade que abriga todos os tipos de pessoas”, Hagai El-Ad, diretor da Open House, grupo que organizada Paradas gays em Jerusalém. Yehuda Levin, rabino de Nova York que representa um grupo de judeus ortodoxos, disse que com o apoio de grupos conservadores cristãos tentará pressionar o primeiro-ministro Ariel Sharon e alguns ministros para que o evento não aconteça. “Seja lá o que for que a polícia disser sobre o festival, se eles não quiserem que ele aconteça, ele não acontecerá”, afirmou.