
António Serzedelo ficou honrado com o convite que lhe foi dirigido pela candidatura de Carrilho
Assume-se como “um candidato ‘gay’, independente, na lista do PS”, mas diz ainda mais: “Foi uma honra ele ter-me convidado”.
António Serzedelo, presidente da Opus Gay, recebeu desta forma o convite que a candidatura de Manuel Maria Carrilho, o candidato socialista à Câmara de Lisboa, lhe dirigiu, há cerca de quinze dias, para integrar as listas para a vereação da autarquia. São dezassete os lugares efectivos para os cargos de vereador e António Serzedelo ocupa o 13.º lugar na lista de suplentes do candidato socialista à autarquia.
Apesar de não se tratar de um lugar de destaque no ‘ranking’ dos cargos políticos, o presidente da Opus Gay lembra que “Lisboa é uma cidade com muitos eleitores ‘gays’” que podem fazer a diferença na disputa política. E lembra as eleições de há quatro anos, que o socialista João Soares perdeu por cerca de 800 votos, como um exemplo da importância desta comunidade: “Se tivesse havido uma boa proposta para o eleitorado ‘gay’, em Lisboa teria certamente havido 800 para lhe dar a vitória”, afirma.
Por isso, no programa eleitoral do PS existem já proposta concretas no plano das minorias. Carrilho aceitou integrar nas linhas programáticas uma proposta que o próprio Serzedelo apresentou aos partidos políticos para a instalação de um “Gabinete Contra as Discriminações Sociais”. O gabinete, “que terá sede central na cidade com instalações e equipamentos cedidos pela Câmara” tem como objectivo “defender os cidadãos contra a arbitrariedade e exclusão”.
Serzedelo considera que esta atitude não é mais do que “um sinal dado à comunidade de Lisboa sobre a abertura do partido aos problemas da modernidade”. Para o presidente da Opus Gay, “também nas outras listas deviam aparecer pessoas que defendessem propostas globais que interessem à comunidade homossexual”, defende.