
Dados obtidos pelo Centro de Estudos das Minorias Sexuais do Exército, uma unidade de pesquisa da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, nos EUA, revelou que o Pentágono afastou três vezes mais tradutores especializados na língua árabe do que anunciou anteriormente. Sob a política do "Don´t Ask, Don´t Tell", o Pentágono teria afastado sete tradutores especializados em árabe, mas os novos documentos comprovam que entre 1998 e 2004, os militares dispensaram na verdade 20 tradutores especializados em árabe e seis em Persa Farsi.
Aaron Belkin, diretor do centro, disse que a intenção do estudo é mostrar ao público o verdadeiro preço da política "Don´t Ask, Don´t Tell". " Nós temos um problema de comunicação depois do 11 de setembro e continuamos tendo", afirmou ele. Ian Finkenbinder, tradutor do Exército especializado em árabe , foi um dos militares que foram dispensados pelo Pentágono após assumir sua orientação sexual. Finkenbinder serviu oito anos no Iraque e iria retornar ao país quando se revelou gay. "Eu olhei para mim e perguntei, Você quer mesmo ir para a guerra em nome de uma instituição que não reconhece que você tem o direito de viver do jeito que quiser?", disse Finkenbinder". Em 2004, a Legal Defense Network recebeu 1025 reclamações de militares que alegam ter sido discriminados pelas Forças Armadas.