
O padre Vaz Pinto diz que é normal que o Vaticano tenha colocado a excesso de Internet, jornais e televisão na lista dos pecados a confessar. À TSF, o religioso diz que o objectivo não é condenar o uso destes meios, mas sim o seu «abuso». O padre Vaz Pinto considerou normal que o Vaticano tenha decidido incluir a leitura de jornais, a navegação na Internet e a televisão em excesso como novos pecados que têm de ser confessados. Em declarações à TSF, Vaz Pinto frisou que a Santa Sé não pretende condenar o uso destes meios, mas sim o «uso e abuso» que pode ser feito destes.
«Não há dúvida que hoje há um gasto imoderado de tempo que leva muitas vezes a grande passividade, à distracção do mais importante. Não há o melhor uso da nossa vida, tempo e amor. O que há fundamentalmente é falta de amor», explicou. Para este religioso, quem «passa a vida na informação acaba por não poder intervir no resto da vida, deixando coisas mais importantes: a mulher, os filhos, o desporto, a cultura, serviço social e por aí fora». O padre Anselmo Borges também concorda com as novas regras do Vaticano, assinalando que, no caso do uso excessivo da Internet, o pecado deve ser confessado quando as pessoas se prejudicam a si próprias. «Quando se prejudicam a si próprias, quando não cumpriram os seus deveres, quando prejudicaram a vida familiar por causa desses excessos, quando se confessarem podem referir essa questão», acrescenta este teólogo.