
A Igreja espanhola acredita que o rei Juan Carlos I não deve sancionar a lei que permitirá o casamento entre pessoas do mesmo sexo uma vez que ela seja aprovada pelas Cortes.
A Conferência Episcopal, através das declarações feitas por um porta-voz ao jornal El Mundo, estende assim ao rei sua nota da semana passada onde exigia que os católicos se opusessem “clara e incisivamente” à lei.
O secretário e porta-voz da Conferência Episcopal, José Antonio Martínez Camino, assegurou que a nota “estabelece um princípio geral, sem apontar pessoas concretas. Afecta todos os católicos, mas também todas as pessoas com certa formação moral”.
Os bispos espanhóis querem a intervenção de Juan Carlos contra a lei, mas especialistas acreditam que é impossível que o rei não a sancione. Segundo o artigo 64, todos os actos do rei, salvo as nomeações dos membros de sua Casa, devem ser “referendados pelo presidente do Governo e, em seu caso, pelos ministros correspondentes”.