PORTUGAL: Há Cada Vez Menos Crianças Baptizadas (PortugalGay.pt)
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Sexta-feira, 12 Dezembro 2003 00:58

PORTUGAL
Há Cada Vez Menos Crianças Baptizadas



"A diminuição do número de baptismos tem-se acentuado nos últimos tempos em Portugal", disse ao Correio da Manhã o arcebispo de Braga, D.


Jorge Ortiga, dando como exemplo o caso de Braga, onde a quebra nos baptismos tem sido muito expressiva. "Não temos dados certos, mas podemos afirmar com toda a certeza que é cada vez menor o número de famílias a baptizar os seus filhos, o que, naturalmente, nos preocupa". Ao que o Correio da Manhã apurou, apesar de estar em queda, a prática deste sacramento continua a ser quase três vezes superior à prática religiosa da população portuguesa. Segundo os dados mais recentes, são católicos praticantes cerca de dois milhões de portugueses, ou seja, 20 por cento da população, enquanto que a Igreja estima que sejam baptizadas entre 50 a 60 por cento das crianças que nascem no nosso país. Para a maioria dos párocos esta situação tem uma explicação sociológica, ou seja, apesar de não serem praticantes, a maioria das famílias portuguesas são de raiz católica e, como tal, continuam a dar cumprimento aos actos de cariz social mais significativo. Aliás, o que acontece com os baptizados acontece também com os casamentos, já que são feitos pela Igreja mais de 70 por cento dos matrimónios. Também está a acontecer com muita frequência, sobretudo nos meios mais urbanos, as famílias optarem por não baptizarem as crianças logo a seguir ao nascimento, optando por permitir que, mais tarde, eles possam escolher ser ou não baptizados. Segundo fontes eclesiásticas, no ano de 2002 terão sido baptizadas em Portugal cerca de 60 mil crianças, tendo o número de nascimentos rondado os 109 mil. Quanto ao ano em curso, em que se prevê que o número de nascimentos se mantenha ou até suba ligeiramente, a Igreja teme que o número de crianças baptizadas não chegue às 55 mil. De resto, também é certo que tem aumentado o número de jovens a pedir para serem baptizados, juntando numa só cerimónia, o Baptismo, a Primeira Comunhão e o Crisma. Para o padre João Alberto Correia, especialista em Sagrada Escritura, "as pessoas deviam fazer o Baptismo à criança, já que ela tem, mais tarde, a possibilidade de escolha, optando por receber ou não o sacramento da Confirmação ou Crisma".

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