
A Microsoft voltou atrás e confirmou na última sexta-feira, 6/5, através de um e-mail enviado a seus funcionários pelo seu Chief Executive Officer (CEO), Steve Ballmer, que “continuará a apoiar as leis federais, juntamente com outras companhias líderes, que proíbem a discriminação de orientação sexual, assim como a discriminação por origem, religião, idade e deficiências físicas”.
A empresa estava sendo acusada de ceder à pressão de uma importante igreja evangélica ao não apoiar um projeto de lei que proibiria discriminação baseada na orientação sexual no local de trabalho, habitações e outras áreas. O projeto não foi aprovado pelo Senado do Estado de Washington, mas a votação foi automaticamente restabelecida para o próximo ano, pois projetos de lei apresentados ficam ativos por dois anos, mesmo que sejam reprovados numa primeira votação.
No e-mail, Ballmer destacou a importância da diversidade na empresa. “Depois de olhar a questão sob todos os pontos de vista, concluí que a diversidade no local de trabalho é uma questão igualmente importante para nossos negócios e que deve ser incluída em nossa agenda legislativa”, disse.
Ballmer alegou também que a Microsoft vai colocar as discussões sobre os direitos dos homossexuais ao lado de questões importantes como segurança na internet, proteção dos direitos autorais, livre comércio e inclusão digital.
No entanto, o posicionamento da empresa em relação aos direitos de gays e lésbicas vai ficar restrito aos Estados Unidos, segundo o executivo. “Muitos outros países têm tradições políticas diferentes para participação das companhias na legislação e não estou preparado para envolver a companhia em debates fora dos Estados Unidos em tais circunstâncias”.