Líderes conservadores judaicos decidiram nessa última quarta-feira, dia 7 de dezembro, durante a Comissão da Assembléia Rabínica sobre a Lei e Padrões Judaicos, que o casamento gay e a ordenação de rabinos abertamente homossexuais devem ser aceites pelo movimento judaico.
A decisão, porém, pode encontrar obstáculos por parte de outros rabinos que não participaram do encontro. "Nós, como um movimento, vemos a defesa do pluralismo e sabemos que as pessoas chegam a conclusões diferentes. Esses são aceitos como diretrizes, de forma que os gays e lésbicas possam ser bem recebidos na nossa congregação e nas nossas comunidades e se sintam aceitos”, afirmou o rabino Kassel Abelson.
A decisão, porém, ainda não é totalmente favorável a comunidade gay, já que ela não tem caráter obrigatório para as congregações ou os seminários, e o casamento gay pode ser reconhecido, mas não abençoado.
O grupo conservador, que organiza a Comissão da Assembléia Rabínica, representa cerca de 1600 rabinos e tem mais de dois milhões de seguidores ao redor do mundo.