
Os católicos que "apoiam publicamente escolhas imorais como o aborto" estão em estado de pecado mortal e não devem aceder à comunhão na missa, diz um texto publicado pelo Vaticano. No documento preparatório do Sínodo dos Bispos - uma assembleia consultiva do Papa -, que decorre em Outubro, em Roma, escreve-se que o apoio a candidatos "abertamente a favor do aborto ou de outros actos graves contra a vida, a justiça e a paz", ou sucumbir à "tentação da corrupção" está em total contradição com o ensino da Igreja. Este Instrumentum Laboris - o documento de trabalho - do sínodo foi redigido depois de consultas aos 4500 bispos do mundo inteiro. A quebra do número de pessoas nas missas, por contraste com o crescimento dos baptismos de adultos, um contexto internacional marcado pela "violência, terrorismo e guerras", pela epidemia da sida e pelo escândalo da fome, são aspectos abordados também no documento.