
O líder da Front National, partido de extrema-direita que defende a expulsão de estrangeiros e a segregação racial na França, defendeu, numa conferência de imprensa sobre as eleições para Parlamento Europeu, o direito de casais homossexuais de se casarem e adoptarem. Jean-Marie Le Pen afirmou estar muito envolvido no debate sobre o casamento gay na França e surpreendeu os repórteres ao afirmar-se favorável aos direitos glbt. “Existem homens que se amam, porque não ? Isso vem de longa data. Mas não era uma questão oficial, o que prova que o casamento está reconquistando o prestígio que acreditávamos estar perdido, já que os homens querem poder santificar de maneira laica sua união”. Questionado sobre a questão da paternidade homossexual, lamentou as baixas taxas de natalidade da França e disse que a aprova ”se ao menos os homossexuais puderem fazer filhos”. E concluiu: “ Tenho o espírito aberto, se a homossexualidade não for expressa de forma agressiva e provocadora”. Essas declarações demonstram uma mudança radical de Le Pen sobre o tema. Em 1984 ele declarou que “a homossexualidade não é um delito mas constitui uma anomalia biológica e social”.