
Uma nova lei que entrou em vigor esta semana na Alemanha exige que muçulmanos sejam submetidos a teste cultural para determinar se são adequados a se tornarem cidadãos alemães. O teste traz perguntas sobre homossexualidade, bigamia e direitos das mulheres e será aplicado junto com provas de proficiência e conhecimentos gerais sobre o país. Os candidatos devem morar na Alemanha há pelo menos oito anos e não ter antecedente criminal. O objetivo do teste, segundo as autoridades governamentais, é verificar se o futuro cidadão está de acordo com os "valores germânicos". Serão eliminados, por exemplo, muçulmanos que demonstrem posturas homofóbicas e discriminatórias em relação a gays ou que sejam, de alguma forma, coniventes com maridos que agridem suas companheiras. Críticos do projeto alegam ser discriminatório o fato dos testes serem exclusivos para muçulmanos e que deveriam ser aplicados a qualquer candidato à condição de cidadão alemão. No entanto, o governo defende-se alegando que esse grupo é o que mais demonstra hostilidade em relação a homossexuais. A medida alinha-se com nova política do governo alemão de reforçar a imagem de país sem discriminação, aproveitando a visibilidade proporcionada pela Copa do Mundo de Futebol.