Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH (PortugalGay.pt)
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Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH

Informação sobre os CADs, locais onde pode fazer de forma anónima e gratuita o teste do VIH/SIDA e obter mais informações sobre a infecção e os testes.

Para uma listagem de CADs consulte: Directório PortugalGay.PT.



0. Fazer o Teste



Fazer o teste. Quando?



> se teve relações sexuais sem preservativo

> se partilhou seringas, agulhas ou outro material na injecção de drogas

> se esteve em contacto directo com sangue

> se pensa engravidar ou está grávida

Fazer o teste. Quem?



Todos os que têm dúvidas sobre a possibilidade de estar infectado, devem FAZER O TESTE.

Fazer o teste. Porquê?



> Se o resultado for negativo, o aconselhamento ajuda-o a proteger-se

> Se o resultado for positivo, ser-lhe-á garantido aconselhamento, encaminhamento e tratamento médico.

A evolução da infecção VIH depende grandemente do seu momento de detecção. No caso de estar infectado, quanto mais cedo souber o resultado, melhor qualidade de vida terá.

Fazer o teste. Onde?



> Recorrendo a um médico particular ou médico de família que lhe indicará um local de análises e respectiva receita.

> Recorrendo a um dos diversos CADs - Centro de Aconselhamento e Detecção VIH - onde pode fazer análises gratuitas e anónimas, existentes em diversos pontos de todo o país.


1. Perspectiva histórica e cronologia de implementação



A criação de uma rede nacional de CAD iniciou-se pelo então CRA - Centro de Rastreio Anónimo da Lapa (actual CAD da Lapa), em 1998, precursor e pioneiro do conceito da realização do teste da infecção VIH de forma voluntária, confidencial e gratuita.

Em 2000, foi implementado o CRA de Faro, na continuação do conceito adoptado em Lisboa.

Em 2001, uma nova fase foi programada e iniciada. Após a mudança de designação destes centros, que passam a ser Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce da infecção VIH, a implementação a nível nacional inicia-se. A mudança de designação impôs-se, considerando pouco precisa a utilização do termo "rastreio" e reforçando o papel essencial do aconselhamento pré e pós-teste.

Na concretização da implementação dos CAD a todo o território nacional, de acordo com o Plano Estratégico da CNLCS para o triénio 2001-2003, vários CAD têm vindo a ser inaugurados e a abrir as suas portas ao público:

> O CAD de Leiria foi inaugurado e está em funcionamento desde 3 de Dezembro do ano transacto;
> O CAD de Castelo Branco foi inaugurado no passado dia 7 de Fevereiro e o de Coimbra foi inaugurado em 6 de Março;
> Brevemente será implementado, em Lisboa, um CAD/Unidade de Saúde móvel, que percorrerá zonas da cidade de Lisboa onde se pensa ser prioritário intervir a nível da realização de testes da SIDA;
> Agendados para abrir brevemente estão os CAD de Almada, Aveiro, Barreiro, Braga e Setúbal.
> Até ao final do primeiro semestre de 2002, prevê-se a abertura dos CAD de Beja, Portalegre, Porto, Viana do Castelo e Vila Real.
> Até ao final de 2002, deverão entrar em funcionamento os CAD de Évora e Santarém.


2. Pressupostos de implementação dos CAD

Os CAD pressupõem a garantia da qualidade dos serviços, quer de atendimento, quer de aconselhamento pré e pós-teste, bem como a garantia de anonimato e confidencialidade dos testes realizados.

Para a concretização destes objectivos, o espaço físico de localização dos CAD é estudado, de modo a garantir a máxima privacidade e confidencialidade. Para o melhor atendimento e aconselhamento, os recursos humanos dos CAD frequentam cursos de formação organizados pela CNLCS, adequados às funções que desempenham.

A operacionalidade do CAD é garantida pela instalação de hardware e software compatível com o necessidade da confidencialidade do teste da SIDA, atribuindo a cada indivíduo apenas, e só, identificação através de um código de barras.

Anonimato


Não é necessária e não é pedida a identificação do utente. O anonimato é salvaguardado pela atribuição a cada processo de um número, seleccionado de forma aleatória através dum programa informático.

Confidencialidade


É garantida da seguinte forma:

> Pela forma como é efectuada a identificação do utente, apenas por meio da atribuição de um número aleatório;
> Todos os profissionais que trabalham no Centro, para além do sigilo profissional a que estão naturalmente vinculados, receberam formação especifica no sentido de se reforçar este princípio.

Privacidade


Tanto os aconselhamentos como a entrega dos resultados são realizados em espaço próprio, onde é salvaguardada a privacidade dos utentes.

Voluntário


Durante todo o processo de atendimento, o utente tem total liberdade para recusar os aconselhamentos proporcionados, a colheita de sangue, fornecer qualquer tipo de informação e inclusivamente de não querer saber o resultado.

Acessibilidade


A acessibilidade é garantida pela expansão da rede nacional, pelo facto de não ser necessária marcação prévia e não necessitar de apresentar qualquer tipo de credencial ou documento de referência.

Gratuitidade


A realização da análise e os aconselhamentos não implicam nenhuma despesa.


3. Objectivos do funcionamento de um CAD




Um CAD é um dos elementos chave na área da educação para a saúde, facilitando o acesso precoce aos cuidados de saúde e consequente prevenção da doença.

Um CAD proporciona a qualquer pessoa, quer portuguesa, quer estrangeira, independentemente da sua situação legal, a possibilidade de realizar o teste da SIDA, de forma voluntária, gratuita e confidencial. Ainda, o aconselhamento pré-teste ajudará a decidir duma forma informada, se opta por realizar o teste de rastreio e simultaneamente proporcionará apoio psicológico aos utentes que decidam realizar o teste;

O CAD deve:
> Oferecer a oportunidade ao utente de participar num aconselhamento, para entrega do resultado do teste e para ajudá-lo a lidar com este resultado, quer seja positivo ou negativo.

> Informar o utente seropositivo ou seronegativo das possibilidades existentes para o seu futuro acompanhamento.

> Explorar com o utente, formas possíveis de evitar ou reduzir comportamentos de risco, de modo a prevenir uma possível infecção, reinfecção e a sua propagação na comunidade.

> Prevenir a transmissão da infecção pelo VIH;

> Contribuir para o diagnóstico precoce da infecção pelo VIH, de forma a que os utentes seropositivos possam beneficiar o mais precocemente possível de cuidados de saúde;

> Motivar os utentes a proteger a sua saúde, a dos seus parceiros e de outras pessoas, prevenindo a transmissão da infecção pelo VIH;

> Contribuir para a desmistificação da problemática da infecção VIH e da SIDA.

4. Os profissionais de um CAD



Os recursos humanos de um CAD são médico/enfermeiro, psicólogo(s) e funcionário administrativo. Todos estes elementos estão empenhados em garantir um atendimento com qualidade e que assegure todos os pressupostos de actuação dos CAD.


5. Uma ida a um CAD



O processo de atendimento, que conduz à obtenção do resultado da análise, desenvolve-se em 4 fases:

1ª Fase - Acolhimento no CAD;
2ª Fase - Aconselhamento pré-teste;
3ª Fase - Colheita de sangue para análise;
4ª Fase - Entrega do resultado e aconselhamento pós-teste.

Aconselhamento pré-teste


O aconselhamento pré-teste, é oferecido ao utente antes de realizar o teste. Durante este aconselhamento, o profissional de saúde prepara o utente para a realização do teste, analisando em conjunto:

> O que é um teste da infecção VIH;
> A informação que a pessoa tem sobre esta infecção, esclarecendo-se a existência de falsas informações;
> Quais os motivos que levam o utente a pensar em realizar o teste;
> Os possíveis resultados deste teste, as implicações de ficar a conhecer o seu estado serológico face à infecção pelo VIH e o modo como poderá lidar com a nova informação;
> A necessidade de adoptar comportamentos que protejam a sua saúde e previnam a propagação desta infecção.

Aconselhamento pós-teste


O aconselhamento pós-teste deve ser oferecido aquando da entrega dos resultados do teste. O principal objectivo deste aconselhamento é ajudar os utentes a compreender os resultados do teste realizado e a iniciarem o processo de adaptação à sua situação serológica face ao VIH, quer o resultado seja positivo ou negativo.

Os resultados são comunicados pessoalmente pelo profissional de saúde mediante a apresentação do cartão com a respectiva etiqueta e nunca por telefone ou por correio. É possível confirmar telefonicamente a chegada do resultado.

No caso do resultado ser positivo, para além do apoio psicológico é oferecido ao utente o encaminhamento para as consultas de referência hospitalar. O Aconselhamento passa sobretudo por ajudar a identificar e clarificar o problema com o qual a pessoa se debate em determinada situação.




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Para uma listagem de CADs consulta: Directório PortugalGay.PT.

 

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