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A Angústia

por portugalgay sexta-feira, 09 Dezembro 2011 12:42

Olá, 
Venho aqui deixar o meu testemunho em relação a uma experiência que passei há pouco tempo e que me trouxe muita angústia. 
Já fui casada e quando o meu ex-marido me deixou comecei a sair e a usar redes sociais para conhecer pessoas e também me destrair. Conheci muita gente e tive várias relações sexuais desprotegidas. Na altura nem pensei nos riscos que poderia estar a correr, mas mais tarde conheci uma pessoa por quem me apaixonei verdadeiramente. Esta pessoa no ínicio foi sempre cautelosa no uso de preservativo, mas depois acabamos também por deixar de usar. Passado um ano de relação, comecei a pensar que esta pessoa era mesmo o homem da minha vida, com quem queria constituir uma família. Foi aí que comecei a fazer uma retrospectiva de tudo que tinha feito e comecei a pensar na hipótese de poder estar infectada pelo HIV. Fui para a internet, li imensas coisas sobre o assunto, tentava lembrar-me de todos os meus sintomas e ficava cada vez pior e mais preocupada. Só me apetecia chorar e passei a viver como se tivesse mesmo a doença. Até que acabei por desabafar com o meu namorado, ele apoiou-me e disse-me que não tinha motivos para ficar preocupada (ele não sabia das minhas relações desprotegidas). Não conseguia esquecer aquilo de forma alguma e então o meu namorado sugeriu que fôssemos os dois fazer o teste a um CAD e ficaria tudo resolvido, ele estava mesmo convencido que não havia motivos para preocupação. Tivemos de esperar que passasse o fim-de-semana que foi muito angustiante e combinamos que na Segunda-feira, no fim do trabalho, iríamos então os dois fazer o teste. O dia demorou uma eternidade a passar e quando ele foi ter comigo dirigimo-nos então para o CAD. Foi a primeira vez que o senti um pouco angustiado... O meu coração disparava! Quando chegamos pedi para ele ir primeiro, mas entretanto chamaram-me para entrar e ele aínda não tinha saído. Comecei a explicar à técnica as razões da minha preocupação e só chorava... Até que ela pegou no teste e disse que estava tudo bem... Deu NEGATIVO!! Nem queria acreditar, foi um misto de emoções, uma alegria enorme, um renascer de novo. Quando saí o meu namorado estava já à espera, o resultado dele também foi NEGATIVO. Ele estava um pouco preocupado com a minha demora, mas tive necessidade de ficar a falar mais um pouco com a técnica, estava tão aliviada. Fomos para casa descansados, pois tudo que eu não queria era perder a felicidade que estava a viver com esta pessoa que é mesmo muito importante para mim. 
Serviu de lição, agarrei-me a Deus, fiz promessas e até me tornei sócia da Abraço. 
Para todas as pessoas que lerem isto, tenham cuidado e protejam-se, não vale a pena passar por esta angústia. Para as pessoas que forem seropositivas, que tenham muita força e agarrem-se ao que têm de bom na vida...

Anónima

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QueerLisboa 15 - We Were Here

por portugalgay sexta-feira, 16 Setembro 2011 11:22

"Nós Estivemos Aqui" (em tradução livre) é mostra, na primeira pessoa, a forma como a epidemia do VIH/SIDA devastou e transformou a comunidade Gay de São Francisco nos anos 1980.

E a equipa David Weissman / Bill Weber que já nos tinha trazido o emotivo "As Cockettes", apresenta todos os acontecimentos de forma clara, mas ao mesmo tempo comovente.

O documentário vive do testemunho de um punhado de sobreviventes que viveram para contar a sua história de forma detalhada. Este grupo de quatro homens e uma mulher explicam detalhadamente como perderam amigos e conhecidos uns atrás dos outros mas também demonstram como a comunidade gay da cidade, tão conhecida pela sua loucura e suposta futilidade, reage aos eventos brutais e consegue solidificar ainda mais os seus laços comunitários.

A história desenrola-se desde os inocentes anos 1970, passando pelo pavor dos anos 1980 com o "cancro gay" e termina em meados da década de 1990 quando se começa a saber mais sobre o que é o VIH e o que provoca a SIDA, mas também depois de, oficialmente, terem morrido 15548 pessoas na cidade vítimas da doença.

Pelo meio muitas histórias de sofrimento, muitos últimos adeus, mas também muito apoio, muita dedicação e muito amor ao próximo.

QueerLisboa 15
Quinta Feira, 22 de Setembro 19:00
Cinema São Jorge - Sala 3

Mais informação no QueerLisboa.org

Solidão

por portugalgay sábado, 03 Setembro 2011 08:46

Depois de uma vida de rei durante 20 anos entrei pela 1 vez num hospital porque tinha febre.

Nnca me faltou nada na vida.

ERA resultado positivo de VIH.

Estou só, discriminado por um infermeiro do hospital, humilhado.

Tenho 40 anos preciso de ajuda psicológica sobre o assunto que ninguém me dá.

m abraço aos que sofrem a dor da solidão que a sida provoca.

jorge

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testemunho

por portugalgay terça-feira, 01 Fevereiro 2011 19:07

Olá, boa noite, o meu nome é Gustavo tenho 38 anos e venho contar a minha experiência.

Há algum tempo tive um caso com uma rapariga e não usei preservativo. Andei quase 1 ano angustiado com a ideia de ter hiv, não conseguia dormir, comia mal... bem... passaram-me tantas cenas pela cabeça, até que disse "basta! vou fazer o exame".

Quando lá cheguei a sala estava cheia e o tempo de demora, meu Deus, parecia uma eternidade!

Passado algum tempo chamaram-me. Estava a tremer. Veio-me tudo a cabeça. Após ter feito a colheita de sangue - que é rápida e não dói - tive que aguardar 30 minutos. Os piores 30 minutos da minha vida!!!

Graças a Deus deu negativo.

Mas isto que passei serviu de LIÇÃO: USEM PRESERVATIVO PELA VOSSA SAÚDE E DOS DEMAIS !

Força para os que não tiveram a mesma sorte e aproveitem a vida ao máximo junto dos que mais gostam.

gustavo

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Apanhada

por portugalgay quarta-feira, 08 Dezembro 2010 01:27

Boas, isto é tudo muito bonito de se ler e realmento ademiro quem tem força para viver normalmente com a doença (até porque sou uma de nós).
Pois eu fui infectada de propósito por uma pessoa que já se sabendo portador da doença fez questão de me presentear e partilhar com SIDA (confesso que escrevo esta palavra com facilidade apesar de não a conseguir verbalizar).
Há quem pense que engravidando se agarra maridos e há também quem acredite que infectando alguém com SIDA agarra namorada...enfim!!
Na altura queria que ele morresse, hoje, 3 anos depois, continuo a querer ainda mais porque quase aposto que continua por este Portugal a fora e afins a "espalhar amor" e a criar clones da sua própria desgraça para que não se sinta só.
É por estas e por outras que havia de haver algum mecanismo para que situações destas não se repetissem, aliás se alguém tiver sugestões, por favor partilhem.
Por mais que lide bem com a minha própria doença, não consigo evitar fantasmas futuros de incertezas e de angústias. E como se isto não bastasse sinto-me culpada por não o denunciar, deixando-o livre para atrair mais moscas para a teia. Mas a verdade é que se sou forte, sou também egoísta e hipócrita, pois ao denuncia-lo, estaria a denunciar-me também.
A denunciar-me á minha familia (á qual não tenho coragem para contar), a denunciar-me ao mundo (que apesar de comtemporâneo não o é o suficiente para me acolher como um simples ser humano). Hei-de ter, espero eu, queria eu.
Fui apanhada, ou deixei-me ser apanhada aos 27 anos...tão esperta e tão burra!
Só queria ser uma pessoa simples!
Cuidem-se e cuidem dos outros...

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Amar

por portugalgay segunda-feira, 22 Novembro 2010 00:58

Olá!

Há tempos conheci um rapaz lindo, romântico, educado, com um aspecto físico invejável para qualquer homem ....enfim, um verdadeiro Deus grego.

Houve uma empatia imediata entre nós, falávamos de tudo, fomos-nos envolvendo emocionalmente e quando demos conta estávamos completamente agarrados um ao outro.

Soube que ele era seropositivo, portador do vírus há 5 anos...nesse dia o meu mundo desabou: chorei, gritei, temi pela minha saúde, jurei que não o queria ver mais, mas o amor que lhe tenho falou mais alto... fiz inúmeras pesquisas sobre a doença, informei-me, falei com pessoas ligadas à saúde e descobri que o amor supera tudo, até a barreira do VIH/HIV.

Gosto demasiado dele para o deixar, tentamos ser o mais responsáveis possível, mas não quero nunca deixar de viver este amor que Deus pôs no meu caminho, quer ele viva 1 hora ou 100 anos, quero estar com ele. Aprendi a dar valor a muita coisa que antes não ligava, e até pensámos mais tarde em ter um filho, que se Deus quiser será saudável.

Antes a ideia de conviver com um seropositivo, era completamente impensável, tinha medo, receio... mas a verdade é que a informação correcta sobre a doença e o amor ajudam a superar qualquer coisa e sei que ele foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos e é com ele que quero ficar enquanto a vida assim o permitir.

Deixo aqui uma palavra de apoio a tantas pessoas que por este mundo sofrem com a REJEIÇÃO diária por serem portadores de uma doença que não escolheram... eu não estou livre de ficar infectada um dia, sei que corro riscos, mas a vida é um risco...e por o amor daquele homem, vale a pena corrê-los.

babyzita

 

 

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Thiago

por portugalgay sexta-feira, 29 Outubro 2010 00:32

oi gente vim contar a minha historia pra vcs !! para que sirva de exemplo para outros jovens .. sou thiago tenho 21 anos e já tive varias relações de risco mas uma em especial.

há um ano atrás transei com uma menina que eu pensava que tinha AIDS e até hoje não vejo ela e não sei realmente se tem a doença ... só sei que fiquei encucado e pensando nisso durante um ano com a possibilidade de ter AIDS... entrava na internet e lia todos os sites falando sobre AIDS.

sabe... isso só me fez piorar e ficar mais encucado ... fiquei um ano, repito um ano, sofrendo com a angústia de poder ter AIDS.

quando eu estava feliz logo lembrava que poderia ter AIDS.  

então depois de um ano meu pai me deu muita força e foi comigo para que eu fizese o exame do HIV.

estava muito nervoso.

tudo passava na minha cabeça.

fiquei carente querendo carinho.

graças a deus, meu pai sempre comigo praticamente meu super heroi.

ele sempre dizia "calma filho, vai dar negativo. calma"

mas eu não acalmava.

só quem passou por isso sabe o que eu estou falando.

a sua vida passa em uma vez só na sua cabeça e tudo muda.

parece que perde o sentido e você pensa o pior.

comecei a passar mal.

ter alguns sintomas.

mas isso era coisa da minha cabeça pois estava muito nervoso.

sendo assim fui buscar o exame antes do prazo.

pedi muito a deus que me desse uma nova chance, afinal todos jovens ja fizeram alguma m*rda.

literalmente e infelizmente tinha corrido o risco e nessas horas só famólia e deus mesmo.

com isso fui pegar o exame.

não aguentei e antes mesmo de abrir comecei a chorar no meio da clínica.

meu pai vindo com o exame e falando "negativo filho! negativo"

foi o dia mais feliz da minha vida.

deus me deu uma nova chance de ser feliz e acredite eu aprendi a lição.

tive sorte e a ajuda de deus.

mas jovens, por favor usem camisinha e não passem pelo que passei.

essa angústia.

sejam fortes: usem camisinha e cuidem da sua saúde pois às vezes não podem ter a mesma sorte que eu tive.

aqui vai a minha história felizmente feliz.

se cuidem galera usem camisinha pelo amor de deus ...

thiago

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Mãe

por portugalgay sexta-feira, 22 Outubro 2010 01:00

Tenho 22 anos e há 4 meses descobri que era soro+. Meu mundo caiu.
Estava grávida de 9 meses e só pude pensar no meu bebe.
Ela era tão esperada e teria a possibilidade de ter HIV. Acho que sá não me joguei na frente de um onibus porque estava grávida.
Meu marido disse que ficaria do meu lado, mas não é isso que vem acontecendo: constantemente ele vem jogando na minha cara, pois ele é soro - .
Me sinto muito mal e às vezes penso em suicídio.
Não tenho apoio de quase ninguém da minha família, na verdade me sindo sozinha, envergonhada, e muito triste. Ele vem com agressividade e palavras de acusação para o meu lado.  
Uma vez em uma briga nossa eu disse que havia o traído mas não fiz isso só falei para deixá-lo com raiva, mas ele não credita em mim agora  
Minha filha é saudável. Graças a Deus não tem nada. 
Ainda por cima de tudo convivo com ameaças de que ele vai contar para todos que conheço que sou VIH+, já não fazemos mais sexo como antes... tenho medo de infectá-lo, evito o máximo possível, e para completar ele me obrigou a contar para o pastor da minha igreja que me proibiu de trabalhar com as crianças, isso me magoou muito pois quem mais poderia me ajudar me deixou pior, ele me tratou como vagabunda, me trazendo mais vergonha e dor, deve ter pensado que era bem feito por o meu marido ter casado com uma mulher que antes não era da igreja.
Me sinto muito só. Só choro e não consigo dormir direito tenho vários pesadelos à noite, gostaria de me isolar do mundo. A única coisa que tenho de bom nessa história toda é o meu bebe.  
Que Deus abençoe todos vocês.
Beijos.

Anónima

 

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Pedido de Ajuda

por portugalgay domingo, 03 Outubro 2010 21:54

Semana passada descobri que estou com o virus do HIV, estava namorando com um cara e estavamos super bem, felizes e ate fazendo planos de nos casarmos, tive que contar o que estava acontecendo, pois nao era justo esconder isso dele, pois haviamos transado algumas vezes sem camisinha, ele me deixou se afastou de mim, pediu um tempo para ele, disse que precisava ficar sozinho, to sofrendo muito com tudo isso, pois eu o amo muito e no momento que eu estou mais precisando dele ele teve essa atitude comigo, to sem saber o q fazer, pois estou com medo de ele ter pego algo e medo do que estar por vir pela frente, queria um conselho, pois so tenho feito chorar, to me sentindo sozinho, fraco para enfrentar isso tudo que esta acontecendo comigo, sera que alguem poderia me ajudar.

Anónimo

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Amor à primeira vista

por portugalgay domingo, 05 Setembro 2010 19:20

Conheci um rapaz de 24 anos em 2006. Foi amor há primeira vista. Dois meses depois ele descobriu que era seropositivo. Contou-me imediatamente. Claro que fiquei chocado, mais pelo facto de estar pouco ou nada informado, e pensar que ele me ia morrer brevemente. Tenho muitos amigos médicos e todos me informaram que hoje ter hiv é o mesmo que ter uma doença crónica.  
O meu amor por ele redobrou. Se já estava ao seu lado, passei a estar ainda mais. Passados quase cinco anos, namoramos, ele conhece a minha família e os meus amigos; eu conheço alguns dos seus amigos. Ainda não vivemos juntos mas viajamos amiude, às vezes mesmo com a minha família. Ninguém das minhas relações familiares ou de amizade sabe que ele é hiv+, não porque seja preconceito para mim, mas porque é um assunto da sua privacidade. Ele está bem: carga viral indetectável, DC4 dentro da maior normalidade. É uma pessoa alegre, tem um óptimo aspecto, e eu, desde que o conheci e por ele me apaixonei, sou muito melhor para mim, para ele e para as outras pessoas.  
Claro que tomamos as devidas precauções quando fazemos amor, mas nem por isso nos sentimos limitados: queromo-nos bem mutuamente e isso faz-nos muito felizes.  
Apaixonei-me por um seropositivo como me podia ter apaixonado por um diabético - que também tem de tomar medicação toda a vida e que, controlado, tem uma vida longa, feliz e sem complicações.  
O meu testemunho vem no sentido de desmistificar e «despreconceitualizar» uma realidade que tem de ser encarada e vivida com a maior normalidade e serenidade.  
Um abraço.
Manuel

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