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por portugalgay terça-feira, 30 Janeiro 2001 11:51
Fiquei a saber que era seropositivo em 1997, antes não sabia que o era. Só soube quando fui internado no Hospital Amadora Sintra com uma infecção oportunista, onde fui muito bem tratado.
O meu companheiro apoiou-me ao máximo, fazendo tudo por mim.
Aos meus pais e familiares tentei (e tento) esconder a doença, não por vergonha mas para os não preocupar. Ainda hoje, quase, ninguém sabe e não tenciono divulgar porque só a mim me diz respeito. Aos meus pais, creio, nunca direi porque são pais "galinhas" e, talvez, sofreriam muito, apesar de aceitarem perfeitamente a minha homossexualidade e o meu companheiro, por quem nutrem uma enorme simpatia.
Hoje, depois do tratamento, sinto-me "recuperado" e até agora mais nehuma infecção oportunista apareceu. Tomo regularmente e diariamente a minha medicação, sinto-me bem.
Trabalho e faço praticamente tudo o que fazia antes, claro evito certas situações!
Tenho dois amigos que também são seropositivos e a eles custou-lhes mais, no princípio, aceitarem. Agora estão bem.
Eu e o meu companheiro gostavamos de conhecer mais pessoas seropositivas ou que não se importassem de travar amizadade connosco.
Boa sorte e nada de desanimar, porque a pior doença é o desanimo e a falta de esperança. Vivam um dia de cada vez.
Abraços

aebito@hotmail.com

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por portugalgay terça-feira, 30 Janeiro 2001 11:45
É com orgulho que posso dizer que no meu País, Brasil, terceiromundista, o governo fornece gratuítamente o coquetel para os soropositivos. Logicamente, não foi porque o nosso governo é bonzinho e sim porque nós lutamos muito para esta conquista e provamos que assim o Estado economizava mantendo os doentes tomando os remédios em suas casas tendo o apoio das suas famílias não precisavam dar despesas em hospitais públicos.

Anónimo


    Esclarecimento: em Portugal todos os seropositivos também têm acesso 100% gratuito à medicação receitada pelos médicos nos hospitais públicos (se bem que, como se pode ver noutra mensagem nesta página, a qualidade do serviço público deixe em algumas situações, muito a desejar).

    PortugalGay.PT


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por portugalgay terça-feira, 30 Janeiro 2001 01:46
Li e reli algumas mensagens aqui deixadas e gostaria de fazer referencia apenas a dois pontos, provavelmente tão insignificantes para alguns como significantes para outros, a ideia é apenas dar força aos que se deixam abater pelas circunstancias que a vida hoje em dia acaba por proporcionar.
O primeiro ponto que gostava de referir tem apenas a ver com as nossas opções e independentemente de optarmos de irmos para a cama com um indivíduo do mesmo sexo, ou do sexo oposto é algo que aos nossos amigos deverá ser indiferente.
O Valor da amizade é muito mais vasto do que isso, como tal se isso for de alguma forma apontado por alguém que à priori consideramos amigo, então lamento mas de amizade, não tem nada...Lembro que o exemplo dado, emprega-se a muitos outros casos, que fazem da nossa vida uma constante de opções.
O Segundo ponto, tem a ver directamente com o espaço colocado nesta rúbrica: a seropositividade é algo perfeitamente terciário hoje em dia, nas Sociedades Modernas e em termos Clinicos, essa doença é encarada como doença crónica, onde e graças aos avanços laboratoriais, consegue-se ter uma vida perfeitamente normal, sem sintomas aparentes de portadores do virus, como tal recomendo que tomem os medicamentos postos à disposição (e graças à Comissão Europeia) gratuitamente, o que infelismente não acontece em muitas outras nações...
Gostaria de referir também que não vale a pena andarmos com uma placard nas nossas costas a referir se sou gay ou seropositivo, mas temos de ter consciencia que nos meios gays, existem os "guetos", e só caiem neles quem assim deseja.
Como tal terá de estar preparado para as represálias ou até mesmo a descriminação. É o que eu penso, "guys". Muitas felicidades para todos, e não se esqueçam a principal cura está dentro de nós mesmos, essencialmente na nossa saúde mental.

Jorge

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por portugalgay sábado, 27 Janeiro 2001 11:44
Eu vivo no Brasil, sou soropositivo desde 96, felizmente nunca tive nenhuma infecção oportunista. Tenho um amigo de 36 anos e o nosso relacionamento se tornou muito mais profundo após a descoberta da doença. Os primeiros meses depois do exame revelador foram terríves. Nós imaginávamos que eu iria morer em poucos dias e cheguei a pensar em suicídio. Porém, o amor que temos um pelo outro só fez aumentar, dia após dia. Hoje vivemos uma vida normal, viajamos, e estamos curtindo a vida. O meu conselho é: tomem os medicamentos com regularidade, levem uma vida saudável e amem, amem muito

Anónimo

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por portugalgay sexta-feira, 26 Janeiro 2001 11:47
Descobri que era seropositivo quando fui parar a um hospital com uma pneumonia. Estive muito mal, quase à beira da morte, mas resisti e aqui estou eu passados quatro anos.Quando soube aceitei bem o facto de estar contaminado e nem desanimei como fazem muitos. Cheguei ao estado critico simplesmente porque nunca tinha feito os testes, e não foi por pensar que só acontecia aos outros, mas porque não vivia a pensar na doença.O meu companheiro, quando soube, nunca me rejeitou. Antes pelo contrário, deu-me todo o apoio e sobrevivemos como se isso fosse a coisa mais natural da vida. Se eu pensasse constantemente na minha doença não vivia e porquê?! Todos estamos sujeitos a todos os tipos de doenças e não é só a sida que existe! Eu gostava de conhecer mais seropositivos para troca de amizade e tentar ajudar quem precisasse de apoio.

Anónimo

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por portugalgay sexta-feira, 26 Janeiro 2001 11:43
Quero desde já expressar a minha alegria por saber que há muitas pessoas (seropositivas ou não)que sabem lidar com a situação sem discriminações.
Tive conhecimento de que sou seropositivo há cerca de 4 anos. Na altura tinha um namorado e estive com ele até meados do ano passado. Só soubemos da minha situação passados 3 meses de estarmos juntos e ele sempre me deu a maior força e ajuda, principalmente nos primeiros (e difíceis) dias...Depois as coisas acabaram, como qualquer relação e entre nós continua uma sincera amizade.Hoje sinto-me muito só, pois tal como outras pessoas, tenho receio de me relacionar com alguém que, depois de saber que sou seropositivo, se afaste e agrave ainda mais o meu estado de espírito. Tento não pensar muito na situação e levar um vida sem sobressaltos, pois creio que isso ajuda a enfrentá-la melhor.Gostaria de conhecer outras pessoas na mesma situação ou que não se importem de se relacionar com uma pessoa seropositiva.
FORÇA A TODOS!

pascar@teleweb.pt

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por portugalgay segunda-feira, 22 Janeiro 2001 11:39
Ainda bem que há alguns seropositivos que encontram outros que os sabem acarinhar. Todos temem alguém que saibam ser seropositivo; medo de perder o outro, medo de ser contaminado, medo de apostar em alguém que pensam morrer logo ali, pouco depois, portanto, não vale a pena apostar. É um caso perdido.Depois, vão com outros que sendo o ideal, lhes escondem a sua seropositividade e como ambos não gostam de nada de permeio, não se previnem. E eis como alguém que teme o que conhece, ganha um bónus de vida de um desconhecido, que por vezes nunca mais verá.Mas, na realidade está-se mais seguro partilhando a vida com alguém seropositivo e que nos diz da sua situação clínica, pois podemos ter os cuidados preventivos inerentes à situação, para além de apoiar e amar alguém que a única coisa que quer é voltar a ser tratado como qualquer um dito "normal".Parabéns aos que apostaram em correr o risco de amar alguém neste deserto de hipocrisia, face aos seropositivos, pois todos eles vivem o dia a dia com uma força e desejo de viver que os outros por vezes não compreendem. O meu bem haja por isso, por serem solidários num tempo de discriminação....

sesaw

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por portugalgay segunda-feira, 22 Janeiro 2001 09:38
Anónimo seropositivo há 4 anos, gostaria de te dizer algo sobre a solidão: sou portador do VIH desde 1986; perdi o meu companheiro de 14 anos em 1994; estou só, muito embora tenha tentado ter relação com algumas pessoas que, simplesmente me largaram 1 a 2 semanas depois de lhes dizer que era VIH. Não sei se me sinto rejeitado, mas sim revoltado. Revoltado contra estes idiotas que se julgam com ar de nos virarem as costas e pouco temopo depois vêm ter connosco a pedir ajuda. Ajuda? Sim! Pois estas 'vedetas', estes santuários de santidade, que não se querem conspurcar connosco, simples seropositivos portadores de algo socialmente discriminante (devemos ter andado a fazer das boas), voltam para saber como se vive com o vírus, pois eles na sua magnificência foram apanhados na 'teia'.Mas para si digo-lhe que não se isole de forma a provocar uma rápida evolução do seu estado clínico. Tenha força e arranje algo que lhe dê força e esperança. Isto está melhor que nunca. Cada vez há mais e melhores medicamentos que se traduzem em alguma qualidade de vida, para viver.Esperança e não desanime. Um abraço.

Anónimo

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por portugalgay terça-feira, 16 Janeiro 2001 11:38
Eu sou seropositivo há 4 anos e a partir daí nunca mais me relacionei com ninguém. Constitui a maior barreira na minha vida. É fácil falar quando não se vive a situação na carne. Sou um dos viúvos da SIDA, o meu companheiro de muitos anos morreu porque nunca quis tratar-se nem enfrentar a doença. Quando morreu levou uma grande parte de mim com ele. A doença passou a ser a maior barreira entre mim e o mundo. Quando alguém se mostra interessado em mim penso sempre qual seria a sua reacção se realmente me conhecesse, e afasto-me.Não suporto sequer a ideia da rejeição.Prefiro a solidão.

Anónimo

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por portugalgay domingo, 14 Janeiro 2001 11:37
O meu namorado é seropositivo, vivemos há algum tempo juntos e somos felizes.Como vêm, não é dificil nem impossivel amar alguem seropositivo.O virus que vem como anexo, é somente uma coisa que incomoda, mas hoje em dia corre-se sempre o risco.Tem que se ter cuidado diariamente.Amem, se gostarem de alguem que depois descubram que é seropositivo não o abandonem, pois um dia pode-vos calhar a mesma "sorte"

Anónimo

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