Querer o Queer Lisboa 13

por portugalgay sábado, 19 Setembro 2009 21:41

Conforme o PG tem vindo a anunciar ontem teve lugar a abertura da 13ª edição do “QueerLisboa", antes “Festival de cinema Gay & Lésbico de Lisboa”.

Treze anos que lhes trouxe fama e o prestígio de que hoje gozam.
Podíamos viver sem o QueerLisboa?
Podíamos, mas não era a mesma coisa!
Esta mostra de cinema com produções vindas de todo o mundo teve um árduo caminho, mas é hoje um certame incontornável da cultura GLBT, Queer e não só em Portugal.
Neste espaço muitos filmes são gritos de alerta aos quais tod@s devíamos estar atentos.
Ainda a procissão vai no adro, mas o festival já começou e pretendo aqui partilhar convosco a minha humilde opinião e critica aos filmes que vou vendo.
“Morrer como um homem”, de João Pedro Rodrigues, que ficou conhecido para muitos de nós por ter produzido o “Fantasma”, foi o filme escolhido para abrir o festival.
Confesso que logo o título faz-me confusão: soa a jeito que uma homofobia internalizada, um processo de negação, é pelo menos isso que a frase me inspira.
Contudo o filme é uma agradável surpresa, por um lado... Pelo outro falta-lhe… falta-lhe qualquer coisa!
Estava ao telefone e perguntavam-me pelo filme e dei por mim a fazer a seguinte comparação: o filme era a mesma coisa que comer um cozido à portuguesa mas sem sal… é indiferente se gostamos de cozido ou não, imaginem outra coisa qualquer sem o tempero certo…
O filme tem momentos fantásticos, e a história no seu global é dramática mas muito interessante, porque desenvolve um espírito de amor, e entreajuda, mas também de vidas que se perdem entre a alucinação e os vícios.
Mas depois a forma como o guião conta esta historia é muito “sem sal” chegando mesmo a perder-se, e não foi uma ideia minha, pois na sala o comentário assim "meio à socapa", era esse e até se ouvia, que os cães foram os melhores actores, coisa que discordo (sem desprimor dos canídeos que estiveram muito bem).
Tendo em conta que alguns dos actores já o são nos palcos das discotecas onde actuam todas as noites, esta representação que tiveram no filme de João Pedro Rodrigues apenas foi uma forma diferente fazer o que normalmente fazem no seu dia a dia.
Por isso os meus parabéns a eles que souberam mostrar o quanto dedicado o coração de alguém pode ser, e ao mesmo tempo mostrar a genialidade daqueles que vivem "do" e "no" palco!
Embora com estes senãos, sugiro que quem ainda não viu o vá ver quando for para o circuito comercial o que deverá acontecer em breve.
Também em breve espero escrever mais uma missiva directamente de Lisboa.