Perguntas e Respostas, e alguns desabafos...
Mais uma vez fico chocado com as palavras que são utilizadas, em nome da igualdade das pessoas de opção sexual diferente, para levar "a água ao seu moinho". Que quero ser considerado igual entre toda uma sociedade que recrimina a minha sexualidade, sim quero! Se quero poder ter direitos iguais a todos os outros que são intilulados "normais" apenas porque têm uma sexualidade diferente da minha, sim quero! Mas por favor, não utilizem estas questões para fazer propaganda política barata e principalmente, tenham memória e tentem recordar um pouco a nossa história nos últimos anos e vejam o buraco onde Portugal caiu quando o último governo rosa esteve a brincar à política. Não quero cair no erro que aqui aponto e peço desculpa se o fiz, o que quero apenas dizer é que a causa gay não é motivo para propagandas políticas baratas, principalmente porque no meio disto tudo quem são os preconceituosos somos mesmo nós. Se em Portugal vivemos uma situação destas, a culpa é nossa. As pessoas têm medo de tudo e juntam-se sempre ao lado mais facil. Digo isto com mágoa e com um profundo desgosto, nasci no país errado, que sabe que é mesquinho e ridículo mas que ninguém se une nem se esforça para poder alterar seja o que for.anónimo
Caro utilizador, Antes de mais obrigado pelo seu comentário, é sempre agradável termos conhecimento da opinião dos demais utilizadores que o PortugalGay.pt tem.Contudo sou obrigado a discordar um pouco com o seu comentário. Antes de mais gostaria que me deixa-se corrigir uma palavrinha que muitos pseudo especialistas usam quando falam dos GLBT nas televisões, e que é “opção” sexual. Ora que me recorde quer da minha pessoa quer daquelas com ate hoje já tive de oportunidade de falar, e acredite que foram muitas, nenhuma dessas pessoas optou por ser Gay ou Lésbica, sentiu essa vontade, o desejo pelo corpo igual ao seu, e a isso chama-se orientação.Não acredito que acredite, que nós GLBTs optamos por ter uma vida de mentira, escondendo a nossa orientação sexual, que escolhemos ser maltratados, apontados ou apelidados dos mais variados nomes ofensivos existentes no nosso vocabulário vernáculo e do calão.Concordo consigo quando diz que o ultimo governo rosa andou a brincar á politica, mas deve também concordar comigo que o governo agora demissionário não brincou quando silenciou os inúmeros comunicados feitos pelas diversas associações Gay, quando tentou institucionalizar de forma agressiva o patriarcado, austero, colocando para canto as minorias onde nós nos encontramos.Quanto ao dizer que a causa Gay não é motivo para propagandas politicas baratas, isso não é tanto assim. Ser activista Gay ou Lésbica, é fazer politica, barata ou cara é a politica possível. A culpa de nós (GLBTs) não termos uma força maior social e politica, é mesmo nossa, eu enquanto activista sinto falta daqueles que defendo, no Porto Pride, na marcha nacional em Lisboa, sinto falta que lá estejam de cara tapada ou descoberta mas lá. Quando se contam o numero de pessoas nessas manifestações, o que se contam são cabeças e não caras, e acredite que no dia em que tivermos 500.000 cabeças principalmente na marcha, e no Porto Pride, acredite que os nossos políticos e jornalistas vão olhar para nós de outra maneira.Não acredito que tenha nascido no país errado. O país é feito por pessoas logo o seu país é também feito por si, e pelas suas acções. Eu acredito que todos nascemos com uma função a cumprir, andamos muitas vezes de um lado para o outro sem sabermos muito bem o nosso caminho, e quando encontramos o nosso caminho aquilo que temos muitas vezes de fazer é saber se estamos dispostos a pagar o “preço” desse caminho. A jeitos de desabafo lhe digo que o preço de ser activista neste nosso país é por vezes muito alto, e só o consigo pagar graças ao meu companheiro e à minha família de origem.João PauloEditor
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