por portugalgay
quinta-feira, 07 Janeiro 2010 12:09
Estamos todos felizes porque se está breve a discussão ou o inicio dela, sobre o alargamento da figura do Casamento Civil a pessoas do mesmo sexo, e os debates multiplicam-se na televisão, nas rádios e nos jornais as entrevistas são mais que muitas.
Protagonistas, bem esses, alguns são novos, outros nem por isso, mas devemos estar orgulhosos, pela primeira vez temos múltiplos protagonistas políticos, que ate hoje não tinham nunca estado na linha da frente de uma questão ligada aos homossexuais (mas também á sociedade em geral), e que hoje falam desses assuntos como se fossem qual Luis Zapatero, frequentes marchantes nas marchas do Orgulho de Lisboa e Porto.
Mas isso até me deixa satisfeito, contudo outras posturas, não novas é verdade, deixam-me triste não por mim mas pela "pequinês" dos intervenientes.
Alguns activistas foram a esses programas de televisão, e se uns dizem “nós” outros tem que “eu”, como se o “eu” a que se referem fizesse alguma coisa sozinhos, como se todo o trabalho que essas pessoas dizem ter feito o tivessem feito sozinhos.
Egocêntricos, incorrectos, egoístas, parecem ser capazes de mudar o mundo sozinhos, apenas recorrendo ao “nós” para juntar forças, para recolher apoios, para somar assinaturas, e no fim apresentam-se na pessoa do “eu”, na revelação dos resultados, no protagonismo mesquinho de algo que não sendo deles, dada a idade que muitos tem, o resultado dessas lutas são para os outros.
Parabéns aos que falam no plural, um bem-haja aos que acreditam que o trabalho que fazem é muito mais importante para quem está lá longe, do que para si mesmo!