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D. Duarte e as criancinhas...

por portugalgay domingo, 16 Maio 2010 11:47

Cópia da entrevista dada ao DN de hoje.

 

Há questões, como o divórcio, que na Monarquia seriam impossíveis!
Hoje em dia é mais fácil despedir a mulher ou o marido do que um funcionário de uma empresa. Ora, a estabilidade de um emprego não é mais importante do que a estabilidade da família.

A questão do aborto também?
A lei do aborto livre é para muitos uma lei que escraviza as mulheres porque hoje ela pode ser obrigada a abortar pelos patrões, amantes e pais. Esta é a situação de muitas mulheres, pois é raro que queiram abortar por vontade própria. Esta lei, que as escraviza, é ultraliberal e ultracapitalista e não percebo como é que a esquerda em Portugal apoia isto.

Uma esquerda que também apoia o casamento homossexual...
Esse é um problema mais complicado porque há uma confusão entre o direito a viver junto, a ter alguns benefícios fiscais, a ter certo reconhecimento legal para pessoas que querem partilhar a sua vida e que muitas vezes até podem ser duas velhas amigas, vizinhas ou irmãos. A legislação sobre o casamento tem basicamente o objectivo de proteger as crianças e creio que não se devia confundir o casamento como unidade que pode produzir uma futura geração, educá-la e ter responsabilidades nela, com as uniões de facto que podem ser aquelas que interessam aos homossexuais. Dizia alguém – a brincar claro – que hoje os padres e os homossexuais é que se querem casar, os outros preferem as uniões de facto porque dão-lhes menos responsabilidades.

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Nota de imprensa - Não Matarás

por portugalgay domingo, 16 Maio 2010 11:05

comunicado do GAT - www.gatportugal.org

NOTA DE IMPRENSA

Não Matarás!

O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, visita Portugal entre 11 e 14 de Maio, a convite da Presidência da República e da Conferência Episcopal. É possível que durante esse período Bento XVI reafirme uma série de opiniões da hierarquia católica, que pretendem influenciar o modo como os católicos e os não católicos portugueses vivem a sua vida sexual.

Tendo em conta o recorrente posicionamento da Igreja Católica em relação a questões como o VIH/SIDA, o uso de preservativos e a educação sexual – bem como a intensa difusão dada a estas declarações –, o GAT, Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA, considera importante chamar a atenção para determinados factos relacionados com a epidemia da SIDA no mundo.

As posições da Igreja Católica sobre o uso do preservativo impõem que se reflicta acerca da sua responsabilidade na infecção pelo VIH de milhões de homens, mulheres e crianças. De facto, a epidemia da SIDA já provocou mais de 40 milhões de mortes e a ONUSIDA estima que, a nível global, um quarto das pessoas seropositivas seja católico.

Há cerca de um ano, durante a sua visita ao continente Africano, Bento XVI rejeitou os preservativos como forma de combate à epidemia da SIDA. Apesar dos protestos internacionais e da comunidade científica, a Igreja Católica nunca se retractou destas afirmações.

De facto, com estas declarações, Bento XVI coloca-se ao nível dos que não defendem a vida e contraria as posições oficiais da Organização Mundial de Saúde e das agências das Nações Unidas que, num documento divulgado no ano passado, afirmam que “o preservativo é um elemento crucial numa estratégia integrada, efectiva e sustentável na prevenção e tratamento do VIH”.

Luís Mendão, presidente do GAT, alertou que “as declarações inaceitáveis do Papa colocam em risco a vida de milhões de católicos que terão de viver no dilema de seguir as orientações da Igreja e tentar manter-se não infectados”.

Desde o início da epidemia, a condenação do uso do preservativo por João Paulo II e posteriormente por Bento XVI constituiu um enorme obstáculo na luta contra a SIDA no mundo e, em especial, no continente Africano.

Essas declarações do Papa são ainda mais graves se tivermos em conta que em numerosos países em desenvolvimento a Igreja Católica ocupa um lugar de destaque nos cuidados de saúde; ou ainda, pelo facto de facilitar que as autoridades reduzam as suas politicas de prevenção ou acesso aos preservativos em países ou contextos em que a Igreja Católica está presente.

Actualmente podemos considerar que as políticas de prevenção baseadas exclusivamente na abstinência e na fidelidade são um fracasso, por um lado porque a abstinência sexual não é humanamente aceitável, por outro porque não são sustentáveis a longo prazo. Estes programas, postos em prática por influência da moral religiosa, desviaram os governos das verdadeiras políticas de prevenção.

Menos de 20% da população mundial tem acesso aos preservativos apesar da epidemia afectar quase 40 milhões de pessoas e de continuar a expandir-se. O número de novas infecções continua superior ao número de pessoas que iniciam tratamento.

Apesar da compaixão manifestada pela Igreja Católica face às pessoas seropositivas e do facto de esta afirmar que cuida de 25% dos doentes de todo o mundo, não podemos ignorar, ou melhor insistimos em afirmar, que as posições sobre o uso do preservativo da hierarquia católica contribuem para milhões de novas infecções pelo VIH.

«Este divórcio absoluto entre a realidade da sexualidade humana e as posições dogmáticas da Igreja Católica demonstra uma insensibilidade que se aproxima da irresponsabilidade. Esperamos que os católicos portugueses que não se revêem nessa posição da hierarquia católica façam ouvir com força as suas vozes de condenação», frisou ainda o responsável do GAT.

A Direcção do GAT, 12 de Maio de 2010

Eu, Nós, Eles...

por portugalgay quinta-feira, 07 Janeiro 2010 12:09

Estamos todos felizes porque se está breve a discussão ou o inicio dela, sobre o alargamento da figura do Casamento Civil a pessoas do mesmo sexo, e os debates multiplicam-se na televisão, nas rádios e nos jornais as entrevistas são mais que muitas.

Protagonistas, bem esses, alguns são novos, outros nem por isso, mas devemos estar orgulhosos, pela primeira vez temos múltiplos protagonistas políticos, que ate hoje não tinham nunca estado na linha da frente de uma questão ligada aos homossexuais (mas também á sociedade em geral), e que hoje falam desses assuntos como se fossem qual Luis Zapatero, frequentes marchantes nas marchas do Orgulho de Lisboa e Porto.

Mas isso até me deixa satisfeito, contudo outras posturas, não novas é verdade, deixam-me triste não por mim mas pela "pequinês" dos intervenientes.

Alguns activistas foram a esses programas de televisão, e se uns dizem “nós” outros tem que “eu”, como se o “eu” a que se referem fizesse alguma coisa sozinhos, como se todo o trabalho que essas pessoas dizem ter feito o tivessem feito sozinhos.

Egocêntricos, incorrectos, egoístas, parecem ser capazes de mudar o mundo sozinhos, apenas recorrendo ao “nós” para juntar forças, para recolher apoios, para somar assinaturas, e no fim apresentam-se na pessoa do “eu”, na revelação dos resultados, no protagonismo mesquinho de algo que não sendo deles, dada a idade que muitos tem, o resultado dessas lutas são para os outros.

Parabéns aos que falam no plural, um bem-haja aos que acreditam que o trabalho que fazem é muito mais importante para quem está lá longe, do que para si mesmo!

Comunicado de Imprensa

por portugalgay terça-feira, 05 Janeiro 2010 12:21

Porque Não – Uniões Civis Registadas do PSD

Proposta está mal escrita, contém erros factuais, pretende limitar irresponsavelmente os direitos dos casais do mesmo sexo e chega ao cúmulo de adiar a aplicação da lei por 120 dias.

O PSD apresentou na mesma semana da votação da iguald ade no casamento civil um projecto de lei escrito à pressa sobre “União Civil Registada”.

Ao ler o prefácio ficamos a saber que o objectivo é preencher um “vazio legal” pois a legislação nacional “não acolhe e regulamenta” a situação das pessoas do mesmo sexo que tenham “optado por uma plena comunhão de vida”.

Logo aqui fica a questão da pressa: o “vazio legal” invocado existe hoje, mas deixará de existir, literalmente, depois de depois de amanhã… com a votação que acolherá e regulamentará o contrato entre pessoas do mesmo sexo que decidem construir um projecto de vida em comum, contrato esse que é o casamento.

Pouco depois são indicados, e muito bem, os 16 países na Europa que regulamentaram novas formas de parcerias civis registadas que reconhecem os casais do mesmo sexo. Por alguma razão não há nenhuma referência aos 5 países na Europa que reconhecem a igualdade no casamento civil: Espanha, Bélgica, Suécia, Países Baixos e Noruega. São assim 21 países que reconhecem de uma forma ou de outra os direitos dos casais do mesmo sexo.

Mas é então que os “motivos” do PSD ficam curto-circuitados: a principal razão apresentada para a “especificidade deste novo instituto” é precisamente a filiação incluindo, naturalmente, a adopção.

E é aqui que a matemática do PSD não foi bem estudada.

Dos 21 países europeus indicados acima, 14 reconhecem aos casais do mesmo sexo a capacidade de adoptar crianças em conjunto e apenas 7 não o permitem. Entre estes 7 incluem-se a Áustria, a Croácia, o Luxemburgo, a Suíça, a República Checa, a Hungria e a Eslovénia. Sendo que, azar dos azares, neste último país está a decorrer um processo legislativo similar ao de Portugal que deverá aprovar a igualdade no casamento civil em Maio de 2010 incluindo o pleno direito a adopção.

Mas passemos ao texto da lei proposta…

Os “Direitos dos parceiros” apresentados são praticamente iguais aos da actual união de facto mas agora com efeitos imediatos ao acto do registo, o que não deixa de ser uma melhoria importante. O único direito adicional listado nesta secção seria a herança (Artigo 4º 1.e) o que é bem-vindo e necessário.

Entretanto o PSD optou por criar uma secção de “Outras consequências jurídicas” em que concede novos direitos importantes como o direito ao nome, possibilidade de actuar como representante legal em caso de ausência ou incapacidade, e o direito a pedir informações sobre o estado de saúde. Esqueceu-se da ressalva, como acontece no casamento civil, do direito a recuperar o nome após a separação, assim como o básico direito de visita hospitalar.

Mas o grande tropeção do PSD nesta secção está no Artigo 5º 3. Pode ler-se que os parceiros gozam da faculdade de se recusar a prestar depoimento como testemunha, para efeitos do disposto no artigo 134º do Código Penal. E aqui está um grave erro desta proposta: este direito já tinha sido consagrado às uniões de facto na revisão do Código Penal de 2007, tal como tinham sido reconhecidas na alteração outras situações como Violência Doméstica (Artigo 152º), o Homicídio Qualificado (Artigo 132º) entre outros. Estes passaram a ser aplicáveis também a casais do mesmo sexo que tenham “relação análoga à dos cônjuges”. O proposto legislador do PSD ao colocar este Artigo 5º 3 só pode revelar uma das seguintes situações, ambas fortemente censuráveis:

1. Desconhece o texto actual do código penal e pretendia conceder protecções acrescidas aos casais do mesmo sexo

2. Conhecendo o texto actual do código penal pretendia limitar os direitos dos casais do mesmo sexo neste contexto

Como corolário desta falta de atenção do proposto legislador do PSD pode verificar-se na secção dedicada a “Impedimentos” que nem lhes passou pela cabeça que há casais do mesmo sexo que podem estar em União de Facto e que queiram passar para uma União Civil Registada, o que não é permitido pelo Artigo 6º 1.e)

Como gota de água (ou será de veneno?) vem o prazo de aplicação da lei de 120 dias após a sua publicação como que para garantir o maior atraso possível na aplicação na mesma. Os primeiros registos só seriam possíveis a partir de Junho… porquê?

Uma mensagem pelo casamento

por portugalgay domingo, 03 Janeiro 2010 15:40

Uma mensagem pelo casamento

É altura de agir.

Envie a mensagem abaixo ou o que bem entender para os deputados no parlamento.

Os emails estão no final desta página.

A ajuda de todos e todas é importante.

Obrigado!

Assunto: É altura da igualdade!

Cara/o deputada/o,
Aproxima-se o dia da votação dos projectos sobre a igualdade no acesso ao casamento.

Temos a possibilidade de começar 2010 a corrigir uma das maiores injustiças e discriminações legais: a actual impossibilidade de acesso ao casamento civil para casais de pessoas do mesmo sexo.

Defendo que os casais de gays e de lésbicas devem poder ter acesso à parentalidade em igualdade de circunstâncias. Desafio cada deputad@ a deixar de lado eventuais ideias feitas que possa ter sobre o assunto e a ler os resultados das investigações académicas sérias feitas neste domínio, em alguns casos acompanhando famílias ao longo de mais de duas décadas. Sei que, se o fizerem, chegarão à conclusão inevitável de que nada, absolutamente nada, justifica a actual desprotecção legal das famílias com pais ou mães LGBT - ou qualquer dúvida em relação ao acolhimento legal dos projectos parentais de casais de pessoas do mesmo sexo.

Mas sei também que a possibilidade de regulação pelo casamento da relação de qualquer casal é fundamental e urgente - e independente de qualquer projecto de parentalidade.

Assim, apelo a que tod@s @s deputad@s lutem pela plenitude dos direitos e, caso não seja possível neste momento uma concertação no sentido de garantir avanços no âmbito da parentalidade, apelo a que garantam e apoiem a igualdade no acesso ao casamento não permitindo o protelar da dignidade num campo tão importante como o da conjugalidade.

Votos de um 2010 com mais igualdade e mais liberdade,

(nome)



Lista de endereços de correio electrónico:

CDU
jm@pcp.parlamento.pt, a.lopes@pcp.pt, pcp@pcp.pt, js@pcp.parlamento.pt, bs@pcp.parlamento.pt, gp_pcp@pcp.parlamento.pt, jose.ferreira@pev.parlamento.pt, mt@pcp.parlamento.pt, hn@pcp.parlamento.pt, af@pcp.parlamento.pt, fl@pcp.parlamento.pt, amf@pcp.parlamento.pt, heloisa.apolonia@pev.parlamento.pt, bd@pcp.parlamento.pt, pedro-filipe.soares@be.parlamento.pt

BE
pedro.soares@be.parlamento.pt, jose.pureza@be.parlamento.pt, cecilia.honorio@be.parlamento.pt, heitor.sousa@be.parlamento.pt, francisco.louca@be.parlamento.pt, ana.drago@be.parlamento.pt, luis.fazenda@be.parlamento.pt, helena.pinto@be.parlamento.pt, rita.calvario@be.parlamento.pt, joao.semedo@be.parlamento.pt, Jose.soeiro@be.parlamento.pt, catarina.martins@be.parlamento.pt, jose.gusmao@be.parlamento.pt, fernando.rosas@be.parlamento.pt, mariana.aiveca@be.parlamento.pt,

CDS/PP
pportas@cds.parlamento.pt, raul.almeida@cds.parlamento.pt, telmocorreia2009@gmail.com, abessa@cds.parlamento.pt, joaodeserpaoliva@cds.parlamento.pt, arturrego@cds.parlamento.pt, assuncaocristas@cds.parlamento.pt, tcaeiro@cds.parlamento.pt, pedromotasoares@cds.parlamento.pt, jrebelo@cds.parlamento.pt, isaneto@cds.parlamento.pt, pedropontebrandao@cds.parlamento.pt, jmr@cds.parlamento.pt, jrcastro@cds.parlamento.pt, joaoalmeida@cds.parlamento.pt, cmeireles@cds.parlamento.pt, mseufert@cds.parlamento.pt, filipe.avila@cds.parlamento.pt, nmagalhaes@cds.parlamento.pt, abel.l.baptista@cds.parlamento.pt, hamaral@cds.parlamento.pt,

PSD
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PS
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Adopção - EUA e Europa

por portugalgay sábado, 12 Dezembro 2009 13:08

A bem da conversas sobre a adopção que tanto preocupa a Doutora Jurista, os dados da Wikipedia (que valem o que valem) indicam que:

Apenas 4 estados dos EUA não permitem a adopção por pessoas homossexuais a título individual.

Ainda relativamente aos EUA: 17 estados permitem explicitametne a adopção por casais do mesmo sexo, 20 estados permitem-na por omissão, 9 não são claros e apenas 4 a proibem.

Dos 18 países listados da Europa, apenas 3 proibem a adopção por pessoas homossexuais a título individual.

Em termos de adopção por casais, 8 permitem a adopção em geral e 10 proibem. No caso de querem adoptar o filho do parceiro ou marido, 12 países permitem a adopção e apenas 6 são contra.

Celebrações

por portugalgay sexta-feira, 11 Dezembro 2009 15:18

Na passada quarta-feira, dia 9 de Dezembro, fez 14 anos após ter conhecido aquele que comigo, e eu com ele, partilho uma vida a dois, 14 anos, não são catorze dias, ou meses!

Foi um mês de cada vez, foi um namoro falado, discutido, mas muito amado! Assim e porque não temos filhos, comprei uma árvore, nomeadamente um pinheiro, o qual vamos plantar num vaso grande na nossa varanda, no terraço contrario ao dos cães se não o Júnior chamava-lhe um figo, com ele só mesmo cactos sobrevivem dentro dos vasos.

Mas estas coisas dos aniversários não tem o dom de fazer parar o tempo, e por isso a vida continua, e o país precisa de quem quer de facto trabalhar e não de quem tire licenças, ou apresente baixas, para ir ás compras ou ter um dia diferente, e por isso o maridão foi para o trabalho dele e eu fiquei no meu, vantagens de trabalhar a partir de casa.

E foi ele que me disse: "já tinhas visto isto da Fernanda Cancio?" … até li, e até escrevi sobre o assunto, mas como muito bem sabe algumas pessoas que comigo já se cruzaram, eu gosto sempre de ouvir os dois lados (não é Tété?), e não estava descansado sem ler o que Dona Isilda havia de facto redigido. Mas era dia para descontrair um pouco. Por isso fiquei a "ruminar" na coisa e fui ás compras, a vida de "dona" de casa também tem compras.

Foi aí que decidi que precisávamos de uma árvore de Natal, artificial claro está, e foi aí que comprei o pinheiro para plantar.

Depois chegado a casa e após arrumar as compras, fui montar a árvore nova, ficou linda... o tempo voa, e estava na hora de ir ao ginásio, encontramo-nos lá, depois disso o jantar algo apressado porque o marido ainda tinha trabalho até ás 23:30, enquanto isso fui para casa, ver as noticias do mundo. Até fiquei a saber umas coisas. Por exemplo que em New Jersey a lei do casamento estava a ser debatida por um comité jurídico e até tinha passado nesse comité, e que perante esta avaliação o Governador disse que assinava se a lei chegasse à mesa dele em tempo útil, e tudo isto sem referendo (lol, esta malta está tonta, então não sabem que tem de levar isto a referendo?) ai a nossa vida, estes (norte) americanos querem agora obrigar as pessoas a casar sem falar com elas!

Mas depois vi que os senhores até tem sapiência, pois dizia um dos senadores proponentes da alteração da lei de casamento civil, que não é todos os dias que temos oportunidade de melhorar a sociedade e a forma como tratamos os outros. E que estas oportunidades acontecem poucas vezes na nossa vida, se é que chegam a acontecer.

Mais á frente diz ainda que "as pessoas que se opõem ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, não são pessoas más ou cruéis, mas as leis que não permitem esses casamentos, oferecem abrigo seguro para aqueles que o são [cruéis e ruins]. A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo eliminará esse abrigo e, consequentemente, tornará a nossa sociedade mais compreensiva e inclusiva", penso que nem Zapatero teria dito melhor, ou disse?

Como era o nosso aniversário decidimos ir beber um copo num bar aqui da cidade do Porto, onde por acaso ia acontecer o espectáculo de um amigo de quem sou fã.

Natasha Semmynova, na segunda edição dos seus dez anos de palcos. Sou suspeito para falar deste jovem, afinal por gostar dele, do seu trabalho, costurei para ele algumas peças de vestuário, para ele apresentar nos seus números. Mas aquilo que dele ouvi nessa noite, fica para os presentes na sala, e cada um espalhe como bem entender.

Confesso algumas movimentações nas últimas semanas de exploradores de causas ao invés de activistas que servem causas, me tem deixado em baixo. Assim as palavras do Vítor/Natasha foram recebidas como água cristalina e fresca dada a um moribundo perdido no deserto (música dramática de fundo).

Vítor/Natasha, não tens ideia do bem que fizeste! Pelas palavras de conforto pela minha dedicação, pelas palavras de aplauso ao meu trabalho enquanto PortugalGay.pt e Porto Pride, bem haja meu lindo. Uma das coisas que disseste foi "hoje em dia qualquer um dá a cara, o difícil é manter-se lá de cara descoberta". Vou dizer-te porque é assim tão difícil, principalmente numa causa destas: porque se perde muito, principalmente quando se debate a causa com o coração e a cabeça.

Mas passemos à festa: foi uma noite fantástica, diria mesmo melhor que a primeira edição dos dez anos da Natasha Semminova, especialmente devido ao momento mágico em que Natasha - a pedido do público - cantou à capela "Llorando", na versão de Rabekah Del Rio, uma música que faz parte do filme de David Lynch, "Mulholland Drive".

E assim foi um dia fantástico, o dia em que á catorze anos atrás conheci a melhor pessoa do mundo, o meu amigo, companheiro, o meu maridão.

Mas no dia seguinte de manhã lá fui à net buscar o texto da Senhora Jurista Isilda Pegado. Li o dito, acompanhado do belo de um café, num espaço público mas tranquilo ás primeiras horas de funcionamento, e fiquei a precisar de uma água, e assim fui buscar a dita, com gás como é óbvio, pois logo no primeiro parágrafo a senhora supreendeu-me: não esperava um apelo tão forte ao tradicional casamento entre menores (entenda-se menores de 16 anos). Não sabia que era essa a proposta da alteração da lei, porque se for não participo.

Mas também fiquei a saber que os Direitos Humanos são um "fantasma", e não uma coisa séria. Como já disse Fernanda Câncio não se referenda esta como não foram referendadas outras alterações ao casamento. Como, por exemplo, as mulheres deixarem de ser propriedade do marido. Não se perguntou ao povo (aos homens em geral? aos homens casados? aos homens casados com filhos?) se concordavam com a medida. Fez-se e pronto: as mulheres ganharam mais um degrau na liberdade individual e na igualdade.

A senhora vai buscar até a comunidade muçulmana quando esta não se manifestou interessada em que o Estado Português altere a lei do casamento, de forma a reconhecer o casamento poligâmico, pelo que a senhora está confusa, propondo mais que aquilo que está em discussão. Curiosamente não falou dos cristãos Mormons aos quais o casamento poligâmico é tão querido...

Também não me parece que saiba o que é ser-se católico, porque um católico que preze a sua fé religiosa, casa sempre pela Igreja (e pela lei, simultaneamente pelo civil se não tiver sido celebrado antes). Logo esse "casamento" é indissolúvel, a menos que outros valores se levantem e aquilo que era deixa de o ser.

Senhora jurista as coisas estão mesmo mal para esses lados, na discussão que decorre em New Jersey, uma sua colega disse o seguinte: "O direito de saber que quando o seu parceiro estiver doente, ou quando o seu filho estiver doente, não terá de lutar com burocratas sem nome através de um advogado. O direito de comparecer à reunião de pais na escola sem ter que apresentar desculpas ou explicações. O direito de usar uma aliança de casamento e gozar da dignidade plena e reconhecimento que vem com aquela palavra mágica, casamento, justamente como eu e o meu marido o fazemos. Neste país, não concordamos com o direito civil de alguns e metade do direito civil de outros."

Vá lá doutora, faça um "update" (ou "actualização", se preferir), já reparou que é uma mulher livre e formada, e essa liberdade não foi a referendo?

Mais á frente a Drª diz que "Ou há um grupo que impõe a sua visão à sociedade?", e a resposta é simples e óbvia: a visão da sociedade do casamento civil afastou-se há muito da visão do casamento religioso. A sociedade recusou os casamentos arranjados para perpetuar património e passou a valorizar o casamento por amor. E no meio disto temos um pequeno grupo de pessoas que acham que não... que isto do casamento por amor e os afectos está tudo mal... o que interessa é o casamento para procriar.

Portugal está de facto numa "situação impar": ainda tem muitas facções da sua sociedade que estão à espera desse tal de 25 de Abril. Mas no que tem a ver com a lei em questão estaremos tudo menos numa "situação impar" pois já são muitos os países que consideram os seus cidadãos como cidadãos de pleno direito, o que faz que não estejamos "Orgulhosamente sós".

Agora que penso no assunto... quantos países fizeram um referendo sobre a questão do casamento civil? Os únicos referendos que tive conhecimento aconteceram nos diversos estados dos Estados Unidos da América e alguns desses, no seu fervor religioso, chegaram ao cúmulo de potencialmente acabar com todos os casamentos(!).

Daqui se vê que nem sempre as coisas dos referendos correm bem... e não é só para os que vão votar... é para todos os casais a que se aplique o resultado do referendo.

Termino de forma pessoal, porque afinal este post é sobre o dia do meu "casamento". espero que de uma vez por todas o Estado Português queira de mim mais que os meus impostos, queira também brindar-me com o respeito e a dignidade que enquanto ser humano me é devido, e possa deixar de dizer que estou "casado" entre aspas, e o diga abertamente e com o orgulho de fazer parte de um país que, aos poucos é verdade, está a dar passos decisivos pelo respeito dos seus concidadãos.

E a bem da verdade já somos muitos os casais quer de homens quer de mulheres à espera da lei para fazermos uma festa, a festa do nosso casamento.

Tudo muito católico

por portugalgay terça-feira, 17 Novembro 2009 23:54

Foi ontem que na Universidade Católica em Lisboa que aconteceuum debate... ou melhor: uma sessão de esclarecimento, sobre o Casamento homossexual.

Os oradores foram escolhidos de forma a serem imparciais, pois esperava-se esclarecer uma plateia que ainda não teria entendido bem aquilo a que se propôs o Partido Socialista durante a campanha eleitoral, e agora também apresentado no plano do Governo.
Foram oradores o Padre Gonçalo Portocarrero Almada, e o Padre Nuno Serras Pereira. Completamente imparciais os dois oradores deram uma visão do casamento civil, ao longo da história, ou mais ou menos isso. Contudo introduziram uma alteração ao termo, deixando a determinada altura de se chamar Casamento Civil, para ser Matrimónio Civil.
Que apropriado, ou não estivéssemos nós na Universidade Católica, e não fossem os interlocutores representantes de uma instituição especialista em servir a Deus e ao Diabo. Verdadeiros especialistas em iludir o povo com discursos de clemência, de alusão ao amor, fraterno ou não, e de muito sofrimento para que os mais incautos se sintam impelidos a seguir as suas ideias, os seus propósitos e sintam que devem apoiar as suas posições e teses.
Mas devo confessar de que se por um lado me torci de agonia ao escutar as apresentações de um e outro, por outro lado pude saborear, diria mesmo deliciar-me, que os súbditos - ou supostos súbditos - não mais pensam pela cabeça dos outros e tem as suas próprias posições, as suas próprias leituras da realidade, e daquilo que deve ser uma sociedade justa.
Assim desde já o meu bem-haja ás intervenções dos que na fase das perguntas e respostas, se mostraram insatisfeitos com o "não-esclarecimento" prestado.
Bem... como facilmente perceberam estava a ser irónico quanto à imparcialidade dos oradores, porque aquilo a que se assistiu na “não” sessão de esclarecimento, foi a apresentação, algo suave é verdade, do ministério da fé, ou daquilo que é a posição da Igreja, pelo que penso esta sessão deveria ter-se chamado, “A posição da ICAR sobre o Casamento entre pessoas do mesmo sexo!”.
Vou tentar reproduzir algumas das afirmações e/ou noções que foram proferidas pelos oradores.
O primeiro orador,Portocarrero, até começou bem, questionando como poderia um Padre opinar sobre o Casamento Civil, não sendo este um direito canónico, mas sim civil?
Começou, lá isso começou. E embora o deva cumprimentar pela sua brilhante apresentação, um orador de excelência, aquilo que escolheu dizer foi algo que se ficou pela demagogia barata com uma série de argumentos vazios, observando a realidade actual das diferentes estruturas familiares, e das posturas da ICAR ao longo da historia relativamente ás ditas minorias, e perante uma grande maioria que são as mulheres.
Uma das suas primeiras afirmações foi dirigida ao Português, enquanto língua, que por vezes é usado de forma a iludir e originar conflitos. Citando o caso particular do aborto, que agora se chama IVG (interrupção voluntária da gravidez). Mas os termos foram mudando ao longo dos anos em diversos locais e não se vê grande alarme nisso. Por exemplo, as "contínuas", agora chamam-se “pessoal de acção educativa”, será que estamos a iludir alguém? Depois penso que deviam até ficar contentes pois se a moda de dar novos nomes ás coisas está tão viva na sociedade e na política isso deve-se á mestria da Igreja, que conseguiu (e ainda consegue) ler e reler a Bíblia Sagrada, dando tantos significados quanto aqueles que são precisos no momento.
Depois fiquei a saber que os homossexuais não têm uma relação matrimonial, porque isso é algo apenas relativo aos heterossexuais.
Mas a minha aprendizagem continuou: fiquei a saber que afinal o Código Civil tal como o conhecemos não impede os homossexuais de casar, afinal qualquer homem homossexual pode casar com uma mulher, tal como uma mulher lésbica pode casar com um homem. Por isso é "falaciosa" a nossa pretensão de alterar código civil.
E mais á frente a plateia foi informada que ao Direito não lhe interessa saber a orientação sexual, ou quaisquer outras características dos nubentes. Mais: a discriminação é um sinónimo de respeito pelas distinções existentes em cada um.
“O casamento que não observe a essência do casamento, não é um casamento e por isso é uma fraude” e “Não queremos [os homossexuais] casar, queremos viver juntos, porque aquilo que queremos não é casamento”. Estas foram algumas afirmações que deixo á vossa consideração.
Mas vamos então para a palavra que cada vez mais me deixa com mais dúvidas: “natural”. Esta palavra surge na apresentação de Portocarrero, aliada ao matrimónio, na frase, “o matrimónio natural não decorre de nenhuma repercussão religiosa ou jurídica”, e por isso “abrir o casamento civil a homossexuais, é abrir a caixa de Pandora, porque um mal nunca vem só”.
Ora Senhor Padre não poderíamos estar mais esclarecidos, seja casar é mau, mas na se preocupe, nós seres humanos imperfeitos, estamos habituados a sofrer e queremos por isso aceder a este “mal”, porque acreditamos que o amor que nos une será capaz de o transformar em algo positivo.
O Padre Gonçalo Portocarrero Almada, termina dizendo que tempos difíceis vem a caminho para as famílias Portuguesas. Parece-me que não reparou que a crise económica e a falta de emprego já cá estão, porque no que se refere ao Casamento Civil quase tudo fica na mesma. Apenas mudará o facto de que a minha relação de 14 anos vai poder ser oficializada pelo Estado Português, como oficial são os impostos que religiosamente pago desde sempre.
Mas não nos poderemos esquecer que eram dois oradores, e o segundo, embora não goze do dom da oratória, tem uma oratória que no seu conteúdo é de gozo.
Serras Pereira, começa por dizer que o seu antecessor não merecia as palmas que estava a receber, mas sim muitas mais. Coisa que depois da apresentação de Serras Pereira não poderia estar mais de acordo.
Então aqui fica uma das primeiras afirmações: "as pessoas nascem 'barão' e mulher, podem ter acidentes de percurso que podem ser alvo de correcção”. Fiquei logo alvoraçado porque na sei porque os homens são “barões” e as mulheres não podem ser “baronesas” (será que é da prenuncia do norte?) Mas por outro lado fico satisfeito que o Sr. Padre tenha no seu discurso uma alusão ás pessoas transexuais.
Mas a minha inquietação manteve-se com as frase seguintes: “a relação sexual é a realização de um acto entre duas pessoas diferentes [de sexo diferente], … a única coisa que só pode ser feita por duas pessoas, um homem e uma mulher, … tudo que seja diferente disto não é uma complementaridade”
Ora muito me surpreende que a ICAR tenha um discurso tão virado para o sexo carnal, esperava-os castos, e promotores do sexo reprodutivo, mas pelos vistos afinal o sexo é bom, deve ser praticado, e é a essência do casamento.
No entanto outros dogmas da ICAR não mudam, se não vejamos como apresenta Serras Pereira a "Criação do Mundo": Adão "representa a humanidade". Adão andava metido naquilo que faz rir, entra em transe e é-lhe retirada uma costela (qual Deus a fazer de ladrão de rins) de onde nasce a mulher, esse ser inferior. Perante isto a humanidade/Adão grita de espanto: "um ser igual a mim!".
Confesso que fiquei desordenado, e ao mesmo tempo com a ideia de que Eva afinal era uma Transexual M to F. Até imaginei no meu miolo uma cena animada com o Adão aos saltitos no paraíso a brincar ás casitas com Eva.
Mas depois fiquei realmente perturbado: "a semente de Deus é o sémen de Deus, que vem fecundar mais um filho para a ICAR" - isto no ritual do baptismo - assim o disse Serras Pereira. Eu tenho cá para mim que a água do baptismo é o símbolo da pureza e não do esperma de Deus, isto pareceu-me tudo um pouco repugnante... mas quem sou eu?
Mas a altercação realmente medieval veio pouco de depois, qual bicho papão que atormenta as mentes mais incautas: "Aprovar o casamento civil entre homossexuais, trás consigo a aprovação de outras uniões como o incesto, a poligamia, entre grupos, dos bissexuais, e até com animais." Imagine-se os frades todos do convento a casarem-se uns com os outros! Deus nos livre e guarde! E eu a pensar que tais argumentos básicos tinham sido abandonados há largos anos depois dos debates sobre os casamentos inter-raciais.
Devo ainda confessar, já que estamos a falar de padres, que fiquei maravilhado com o profundo conhecimento de Serras Pereira sobre as actividades deleitosas a que os praticantes da homossexualidade se dedicam. Desde o uso de "utensílios sintéticos e/ou orgânicos introduzidos no ânus" por essas pessoas passando pelas práticas de Sado-maso e até às conhecidissimas "golden-queens". Aparentemente estas actividades estão obstadas pela Santa Madre Igreja de serem realizadas pelas pessoas heterossexuais... aparentemente tal medida não teve grande efeito prático.
"50% das violações de menores são perpetradas por homossexuais" foi a revelação científico-teológica seguinte que, face à forma como a Igreja Católica trata a questão do abuso sexual de menores só pode ser resultado de um qualquer decreto Papal "porque sim". Como os decretos Papais que esconderam os abusadores Católicos das autoridades civis "porque sim".
"Depois da aprovação do casamento civil para pessoas do mesmo sexo, a seguir vem a opressão com base nos actos tidos como homofóbicos, e sendo assim pessoas como os padres que estejam a ler uma qualquer passagem da bíblia que seja considerada homofóbica correm o risco de ir presas". É preciso mesmo ter muita desventura: com milhares de passagens para escolher na bíblia, foram logo pegar naquelas duas que rejeitam a homossexualidade... não haverá mais nada de interessante para ler?
Serras Pereira vai mais longe, e afirma que as pessoas homossexuais não são seres felizes: "não acredito que essa pessoa [homossexual] seja feliz, sei por experiência própria e de vida, que essa pessoa não pode ser feliz contrariando os mandamentos de Deus". Novamente a dúvida! A surpresa! Que experiências terá tido Serras Pereira para ficar tão abalado? Se calhar foi na mesma circunstância em que deleitou-se com as "Golden-Queens"...
Termino com uma questão colocada por um dos jovens. Queria ele saber como sustentavam os dois oradores que o casamento civil seja apenas para heterossexuais, ou apenas realizável entre um homem e uma mulher. Na resposta Padre Portocarrero diz "o contexto natural da procriação é o matrimónio, algo fora disso é ofensivo à condição humana". Ficamos esclarecidos que mais de 1 em cada 4 crianças em Portugal é uma ofensa à condição humana (por nascerem fora do casamento).
Mas a melhor parte do "debate" foi quando um jovem tentou, em vão, colocar a sua pergunta sobre o casamento civil e a presidente da Associação Mulheres em Acção, Alexandra de Almeida Teté, levanta-se do seu lugar, e em consonância com a restante plateia que vaiava o dito aluno desde o início, retira a este o microfone da mão, dizendo que "o direito só vai proteger aquilo que é o bem comum".
Tudo muito católico como se vê.

O que há de errado com a adopção gay?

por portugalgay sábado, 07 Novembro 2009 12:32

Em Novembro de 2002 a APA (Associação Psiquiatria dos EUA) emitiu um comunicado em que defendia a co-adopção por casais do mesmo sexo.

Neste comunicado, reproduzido abaixo, pode ler-se que: "Diversos estudos realizados nas últimas três décadas demonstram que as crianças educadas por gays e lésbicas exibem o mesmo nível de funcionalidade emocional, cognitiva, social e sexual quando comparadas com crianças educadas por casais heterossexuais"

E, no entanto, a co-adopção ainda é um bicho-papão quem em Portugal quer nos EUA.

Pior: os que são contra esta medida defendem-se dizendo que é pelo melhor interesse das crianças. Como se vê pela declaração da APA os dados científicos contrariam claramente esta teoria.

Fica a pergunta que não sei responder: o que querem realmente essas pessoas que são contra?

Filipe Paulo

Adoption and Co-parenting of Children by Same-sex Couples
POSITION STATEMENT

Approved by the Board of Trustees, November 2002
Approved by the Assembly, November 2002

"Policy documents are approved by the APA Assembly and Board of Trustees… These are …position statements that define APA official policy on specific subjects…" -- APA Operations Manual.

Numerous studies over the last three decades consistent ly demonstrate that children raised by gay or lesbian parents exhibit the same level of emotional, cognitive, social, and sexual functioning as children raised by heterosexual parents. This research indicates that optimal development for children is based not on the sexual orientation of the parents, but on stable attachments to committed and nurturing adults. The research also shows that children who have two parents, regardless of the parents’ sexual orientations, do better than children with only one parent.
While some states have approved legislation sanctioning second parent adoption, other court judgments and legislation have prohibited lesbian women and gay men from adopting or co-parenting. Therefore, in most of the United States, only one partner in a committed gay or lesbian couple may have a legal parental relationship to a child they are raising together. Adoption by a second parent, however, would not only formalize a child’s existing relationships with both parents in a same-sex couple, it would also provide vital security for the child. Children could avail themselves of both parents’ health insurance benefits, access to medical care, death benefits, inheritance rights, and child support from both parents in the event of separation. Adoption protects both parents’ rights to custody and/or visitation if the couple separates or if one parent dies.

The American Psychiatric Association has historically supported equity, parity, and non-discrimination regarding legal issues affecting mental health. In 2000, APA supported the legal recognition of same sex unions and their associated legal rights, benefits, and responsibilities. APA has also supported efforts to educate the public about homosexuality and the mental health needs of lesbian women, gay men, and their families. Removing legal barriers that adversely affect the emotional and physical health of children raised by lesbian and gay parents is consistent with the goals of the APA.

The American Psychiatric Association supports initiatives which allow same-sex couples to adopt and co-parent children and supports all the associated legal rights, benefits, and responsibilities which arise from such initiatives.

This position statement was drafted and proposed by the Committee on Gay, Lesbian, and Bisexual Issues and was supported by the Council on Minority Mental Health and Health Disparities.

Definição de Casamento e Matrimónio no dicionário

por portugalgay segunda-feira, 02 Novembro 2009 20:16


casal
nome masculino
1. conjunto de macho e fêmea
2. conjunto de duas pessoas de sexo diferente
3. conjunto de duas pessoas casadas ou que mantêm uma relação amorosa ou íntima, vivendo ou não juntas
4. par, parelha
[...]
(Do lat. casále-, «quinta; fazenda»)
casamento
nome masculino
1. ato ou efeito de casar
2. contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família em conjunto; matrimónio
3. cerimónia que celebra o estabelecimento desse contrato; núpcias
4. situação que resulta do ato de casar
5. estado de casado
[...]
(De casar+-mento)
matrimónio
nome masculino
1. DIREITO contrato perante a lei para um homem e uma mulher viverem em comum e beneficiarem de certos privilégios legais
2. união legítima, de caráter civil ou religioso, entre duas pessoas; casamento; união conjugal
3. bodas; núpcias
[...]
(Do lat. matrimonìu-, «id.»)
casar
verbo transitivo
1. ligar pelo casamento
[...]
verbo intransitivo e pronominal
1. unir-se pelo casamento
[...]

cônjuge
nome masculino
cada um dos esposos em relação ao outro
(Do lat. conjùge-, «esposo; esposa»)
esposo
nome masculino
homem em relação à pessoa com quem casou
(Do lat. sponsu-, «id.»)
esposa
nome feminino
mulher em relação à pessoa com quem casou
(Do lat. sponsa-, «id.»)