8 de Julho
Realiza-se a 1ªMarcha do Orgulho na cidade do Porto, sobe o lema, “Direitos Humanos, um Presente sem Violência, Um Futuro sem Diferença.”
Jovens, muito Jovens nestas andanças da militância, juntaram-se para discutir a realização deste evento. Arrelias, discussões de horas para definir um papel mas, que no final deram uma “filha” linda, a 1ªMarcha do Porto.
Este era sem duvida o Ano, era sem duvida o ambiente certo para a sua realização, afinal haviam assassinado de forma barbara e indescritível uma transexual, sem abrigo, toxicodependente, seropositiva, de seu nome Gisberta.
Assim a memória foi a “locomotiva” que levou esta composição ao destino desejado.
A Primeira Marcha do Orgulho, do Porto, foi linda, entre 300 a 500 pessoas alegraram as ruas, exclamaram palavras de ordem, exibiram reivindicações, expuseram o rosto da Gisberta em nome de todas as vítimas de ódios sócio culturais.
Uma Marcha que sobreviveu á falta de apoio e entusiasmo por parte de organizações que aqui me recuso a citar o nome, (aqui não é uma lavandaria de roupa suja).
Contudo é uma organização que pela sua suposta posição no movimento social GLBT, foi ou é motivo de vergonha para mim, e de certo para algumas pessoas organizadoras da 1ª Marcha do Orgulho do Porto.
Para o ano tem mais e pela adesão deste ano, pelas margens (pessoas a assistir á passagem) para o ano será ainda melhor.
Á tarde foi a Marcha de noite a sexta edição do Porto Pride, e a quinta realizada no Teatro de Sá da Bandeira.
Com a presença das associações: Grip – Rede Ex-aequo – Não Te Prives – Panteras Rosa - @T – BI-Portugal – Poli Amor – Abraço – ATTAC, que estiveram presentes com as suas bancas promovendo o seu trabalho e comercializando os seus produtos, e promovendo o seu trabalho. um Staff que da Porta à Caixa foram exemplares, um show fantástico que de Ano para Ano se torna cada vez mais sofisticado, trabalhado e pensado para esta noite, e os mais de 2000 convivas que alegraram, aplaudiram, e se divertiram, sendo que com a sua presença permitiram que a organização do Porto Pride (PortugalGay.pt – Boys´R´Us), vá doar á Liga dos Amigos do Hospital Joaquim Urbano, muito perto de 4500 euros.
Parabéns aos DJ´s residentes pela selecção musical cuidada, e um especial agradecimento ao DJ convidado, o meu queridíssimo Nuno Cacho, que fazendo parte dos Heteros descomplexados, aceitou o nosso convite para abrilhantar a festa com a sua presença e com a sua musica especialmente pensada para este Porto Pride.
Desde 2001, ano da primeira edição, o Porto Pride vem somando apoios, sendo que alguns são hoje amigos: Rádio Nova Era – Cutty Sark – Neoponto-Artes Gráficas – Red Bull – AMC-Arrabida20 – Projecção – Super Bock, e com o patrocínio da CNLCS.
Parabéns a todos os que nos apoiam, e acreditam no nosso projecto, a todos que antes, durante e depois, fazem o seu melhor, ou o que esta ao seu alcance para que tudo aconteça, no sentido de satisfazer a todos/as, e animam cada edição do Porto Pride.
A todos/as quantos cito neste texto o nosso (organização) bem-haja, por darem em cada ano razão de existirmos.
Uma vez mais o evento Gay com mais apoios privados em Portugal, não fez agenda no vocabulário dos demais dirigentes/activistas, nem antes nem depois.
Em seis anos de Porto Pride com o donativo deste ano ficamos muito perto dos 20.000 euros doados á sociedade, e mais concretamente ao HJU.
Por isso não posso deixar de expressar a minha tristeza por sentir por parte de alguns colectivos a indiferença, ou até o desprezo relativo ao Porto Pride, sendo que este ano em relação à Marcha, tiveram a mesma atitude. Tal postura só mostrou aos demais, aos mais atentos e que sabem ver com olhos de ver, quem esta nesta luta para servir, ou para ser servido.
Lamento, não por eles, mas por todos quantos esperam por um abraço amigo, por uma palavra, por alguém que por eles esteja onde não podem estar.
Para o ano há mais, a Segunda Marcha do Porto, pelos Direitos Humanos, e a sétima edição do Porto Pride.
Viva aos tempos e mudança, bem-haja a todos/as!
João Paulo
Editor