União de Facto - Alterações e o Veto Presidencial

por portugalgay terça-feira, 25 Agosto 2009 21:39
O Presidente da República decidiu vetar as alterações à lei de união de facto propostas pelo PS, partido do Governo.

Algumas das razões apresentadas por Cavaco Silva deixam-nos perplexos, como o caso do "momento" político, parecendo de alguma forma que o governo só pode legislar durante uma parte do tempo para o qual foi eleito... não nos recordamos de uma lei que defina tal limite...

Mas há várias questões levantadas no texto que acompanha o veto que merecem a nossa reflexão e apoio.

Em especial há a questão de escolha de viver ou não em união de facto.

A nova lei ao indicar que "A união de facto implica a perda ou diminuição de direitos ou benefícios nos mesmos casos e termos em que o casamento implique a perda ou diminuição de direitos ou benefícios." vem fazer com que os que vivam em união de facto há mais de dois anos e, por circunstâncias da vida, beneficiem de direitos específicos apenas até se casarem de novo, se vejam na situação de "casados" mesmo que não queiram! Um exemplo desta situação é a senhora viúva de funcionário público que tinha protecção ADSE e agora está junta com uma pessoa... ao passarem dois anos dessa união perde direito à ADSE. E quem vai verificar esta situação? E como a distinguir de uma Economia Comum?

Mas a nova proposta não se fica por aqui. Por um lado a lei presume que "bens móveis ter-se-ão como pertencentes em compropriedade a ambos". Novamente sem haver nenhum compromisso claro e informado entre as duas pessoas em causa os bens cuja compra não possa ser claramente atribuída a um dos membros passa a ser em partes iguais do casal.

E, para completar a situação, "os dois membros da união de facto respondem solidariamente pelas dívidas contraídas por qualquer deles para ocorrer aos encargos normais da vida familiar". Primeiro problema: o que são encargos normais de vida familiar? Comprar um carro é um encargo normal? Ou um frigorífico? Ou marcar umas férias? Segundo problema: se um dos elementos do casal decide fazer uma compra a crédito (por exemplo com o seu cartão de crédito da sua conta pessoal) excedendo a capacidade financeira do casal de algo que possa ser considerado como "encargo normal da vida familiar" então o outro elemento fica com obrigação sobre esta dívida, mesmo sem ter conhecimento da mesma, e até depois de terminar a união de facto!

Resumindo: parece-nos que a questão da lei de União de Facto deve ser tratada com extremo cuidado por parte do legislador no que toca à liberdade de cada um, o que não se aplica, quanto a nós nestes pontos específicos da lei.

Note-se que, ao contrário do que foi escrito e dito em diversos meios de comunicação social, a maioria das outras alterações ou são de cariz meramente "admnistrativo", limitando-se a reescrever ou esclarecer situações da lei existente, ou então reforçam efectivamente direitos da união de facto como é o caso da "Protecção da casa de morada de família em caso de morte".

A lei mantém a discriminação de casais do mesmo sexo que continuam a ver vedada a co-adopção e a procriação medicamente assistida, em tudo o resto é aplicável igualmente a casais de sexo oposto e casais do mesmo sexo sendo que, obviamente, são muitos mais os casais de sexo oposto afectados pela lei do que os casais do mesmo sexo.

Finalmente lamentamos que o Presidente da República não tenha consciência que nem todos os que vivem em união de facto podem optar pelo casamento: os casais do mesmo sexo que vivem em união de facto continuam sem acesso ao casamento civil em Portugal.

João Paulo
Editor

Sobre a lei de educação sexual

por transfofa segunda-feira, 24 Agosto 2009 22:07

Finalmente foi publicada a nova Lei de Educação Sexual nas Escolas, no Diário da República, 1.ª série N.º 151 de 6 de Agosto de 2009.

Para esta lei foi feita uma Audição Parlamentar sobre Educação Sexual nas Escolas do dia 14 de Abril, na qual não pude estar presente devido à tromboflebite de que fui vítima.. No entanto, representantes de diversos movimentos, pro e contra, devem ter estado presentes. E de certeza que entre eles se encontravam representantes de movimentos LGBTTI.

Uma lei deste tipo, que visa ensinar as gerações emergentes sobre temas sexuais, deverá contribuir para acabar com os muitos tabús existentes na nossa atrasada sociedade sobre conteúdos de cariz sexual, nomeadamente a prevenção e contenção das (não) tão conhecidas doenças sexualmente transmissíveis e o reforço dos esforços para terminar com estereotipos gastos e ultrapassados sobre as diversas orientações sexuais e sobre a identidade de género, contribuindo para uma melhor desmistificação destas realidades, tão velhas como a humanidade, e para um contínuo cessar das discriminações existentes das maiorias sobre as restantes minorias.

Foi trabalho dos activistas presentes, ou deverá ter sido, o foco sobre os problemas levantados devido à não informação ou mesmo ausência total de informação em relação à assexualidade, pansexualidade, homossexualidade e bissexualidade, que lidam com a orientação sexual, bem como os problemas inerentes à androginia, transexualidade e intersexualidade, que lidam com a identidade de género.

Porque, ou se entende que se nasce de uma determinada maneira, constante e imutável, e nesse caso a informação não irá alterar nada, mas servindo para se acabar com fobias e discriminações, ou se entende que existem coisas que podem mudar ao longo da vida e que uma pessoa pode escolher determinadas coisas, e neste caso é necessária uma informação completa e não tendenciosa para que seja quem for possa decidir com plena consciência a sua vida.

Assim foi com surpresa e frustração que li na lei as alíneas referentes a estas questões, a alínea f) do artº 2º (finalidades) que diz o seguinte:
O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes orientações sexuais, e a alínea i) do mesmo artigo: A eliminação de comportamentos baseados na discriminação sexual ou na violência em função do sexo ou orientação sexual.

Não se encontram mencionadas as questões sobre a identidade de género. Ou seja, a identidade de género continua a ser considerada como filha de um deus menor, estando as pessoas incluídas neste grupo relegadas para uma ausência de informação com todas as cargas negativas presentes e de boa saúde e continuando a serem vítimas de uma censura imposta.

A que se deve isto? Ao governo, que no seu programa espantosamente (confesso que não estava à espera) tem mencionada a identidade de género com a seguinte redacção: “
Durante a próxima legislatura, o PS compromete-se a combater todas as discriminações e, em particular, a envidar todos os esforços no sentido de proporcionar a todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual e identidade de género, o pleno usufruto dos direitos constitucionais. Com este passo, acreditamos contribuir para uma sociedade mais justa, estruturada no respeito pelos Direitos Fundamentais, pela democracia e pela inclusão de todas as pessoas.
• Propor a aprovação de uma Lei da Igualdade;
• Remover as barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo;
• Aperfeiçoar os mecanismos de apoio a vítimas de discriminação em função da orientação sexual e identidade de género
”?

Se até vem mencionado no programa do governo não me parece que fosse um tema tão obscuro que fosse intransigentemente excluído de uma lei que se quer educativa, completa e isenta.

Se foi por causa de elementos transfóbicos existentes na nossa sociedade, e que numa auditoria deste tipo teriam tanto peso como os apoiantes, deve-se relembrar que o secretário geral do PS, presentemente primeiro-ministro e candidato a primeiro-ministro nas próximas eleições afirmou a sua vontade (e do PS) de lutarem contra todas as discriminações ainda existentes.

Terá sido por causa da transfobia existente em muitos dos activistas existentes no nosso meio que bradam aos céus pelos direitos humanos de todas as pessoas? Todas? Não. Existem pessoas pertencentes a grupos que, numa analogia à aldeia de Asterix, agora e sempre são excluídas dos direitos humanos: as pessoas que se inserem nos temas relacionados com a identidade de género. E neste caso só uma coisa se pode dizer: os activistas presentes na auditoria fizeram um péssimo trabalho do qual, se tiverem um pingo de vergonha e dignidade se devem retratar. Que mais se pode chamar a isto senão uma vergonha para toda uma comunidade que se diz inclusiva mas que sistematicamente exclui a identidade de género das suas reivindicações?

E o mais grave é que, apesar desta transfobia declarada de exclusão de tudo que seja referente à identidade de género, ainda declaram ter um “
grande prazer” (como descrevia um email que recebi) em divulgar mais uma manifestação da discriminação existente.

Como activista transexual só posso manifestar o meu mais completo repúdio pela inaptidão demonstrada no tratamento deste tema, num assunto que pode não parecer muito relevante momentaneamente, mas que futuramente se poderá revelar como uma excelente arma contra a homofobia e a transfobia, a educação sexual, e no prazer que demonstram em mais uma vez discriminarem um grupo de pessoas já de si tão discriminados pela sociedade. É uma vergonha para todo o "colectivo" LGBTTI a ausência da identidade de género nesta lei. E não se compreende como o facto de mais uma vez se excluir a identidade de género pode ser "
muito bem recebido por todos os colectivos e activistas que trabalham as questões dos direitos humanos"(como está descrito no PortugalGay.pt na notícia relativa). Afinal é GLBT; como no post ou é só GLB? E que dizer então do trabalho destes activistas, que falharam numa coisa tão simples mas tão essencial como a educação? É assim que querem acabar com a discriminação? Tenham pelo menos a vergonha suficiente para não receberem tão "bem" a continuação desta discriminação, e assumam finalmente que não lutam pelas pessoas GLBT mas GLB, agora dizerem uma coisa e praticarem outra está muito, mas muito mal.

Como disse, o programa do PS inclui a identidade de género como segmento a defender. Esperemos que não sejam só mais palavras vãs do tipo politicamente correcto, tão usual nestes últimos tempos, e que se dediquem a ver as propostas existentes para uma lei de identidade de género, que tanta falta nos faz.

O programa do BE também menciona este tema com o seguinte teor:
• Medidas para que a identidade de género seja respeitada na lei, reconhecendo a autodeterminação das pessoas transsexuais e transgénero, que facilitem os processos de adaptação do nome e do sexo nos documentos de identificação;
Também neste caso se espera uma colaboração com activistas e com o governo, este último terá que demonstrar disponibilidade para tal para que as suas declarações no seu programa não sejam vazias de conteúdo, de maneira a que se acabe de uma vez com a censura existente em relação à identidade de género, e que se faça finalmente uma lei de identidade de género não inferior à espanhola, mesmo melhorando certos aspectos. Por estarmos em Portugal não poderemos conseguir isto? Como está muito em voga agora “Sim, podemos”.


Temas Minoritários

por transfofa quarta-feira, 12 Agosto 2009 23:54
Segundo parece, o futuro deputado independente do PS, Miguel Vale de Almeida, argumentou que temas minoritários como as questões transexuais não podem impedir a obtenção de direitos para as maiorias lgbt.

Este curioso argumento (curioso porque ouvi-o muitas vezes de pessoas não LGBTTI quando se referiam às reivindicações LG) dito por um suposto activista dos direitos das minorias parece ser uma contradição.

Mas vem confirmar tudo o que eu sempre disse sobre as associações e grupos que se dizem LGBTTI, que quando se trata de obtenção de direitos, deixam de ser LGBTTI para serem LG.

Erros desta linha de pensamento? Bem, como lógica LG, não tem nenhum. Como lógica LGBTTI tem logo à partida um erro crasso. Pela mesma linha de pensamento, porque razão se há-de perder tempo a discutir e a legislar sobre temas minoritários como os temas LG, por exemplo, quando a população tem tantas necessidades prementes que irão influenciar a totalidade das pessoas e não somente uma minoria LG?

Pois é, estão a ver o problema desta linha de pensamento? Se toda a gente pensasse desta maneira, a orientação sexual ainda não estaria inserida no Artº 13º da Constituição Portuguesa e não se estaria a lutar pelo direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas ainda se estaria a lutar pela descriminalização da homossexualidade, bem como pela exclusão da homossexualidade do rol das doenças mentais.

Por outro lado, gostava de saber como é que as reivindicações transexuais impedem a obtenção de direitos a alguém. Que eu saiba, nas nossas reivindicações não se encontra nenhuma que contrarie as reivindicações da restante comunidade.

O que deve querer dizer é que, dado os altos níveis de transfobia deste país, mesmo dentro da comunidade LG, se se reivindicasse temas trans corria-se o risco de se ver negadas todas as pretenções associadas. Mas neste caso não são as reivindicações de temática transexual que obsta à obtenção de direitos, mas sim a transfobia de certos e alguns.

Também é revelador da não existência ou da vontade de não querer que exista uma comunidade LGBTTI. E porquê? Porque se houvesse uma comunidade conjunta de todas estas siglas, lutava-se por uma inclusão de direitos referentes à comunidade e não egoisticamente só a parte dela.

Tenho a certeza de que, se a maioria da comunidade LGBTTI fosse de pessoas transexuais, Miguel Vale de Almeida como pessoa G teria um discurso completamente diferente, mesmo oposto a esta linha de pensamento. Talvez até afirmasse que, se existe ou se se quer que exista uma comunidade LGBTTI, deve-se reivindicar o que necessário seja para toda a comunidade e não só para uma parcela, usando argumentos discriminativos como este.

Claro que o mal é geral, não é só no nosso portugalinho. Ainda há bem pouco tempo, activistas gay nos Estados Unidos da América iniciaram uma luta para conseguirem que uma lei fosse criada para impedir a discriminação laboral denominada ENDA (Employment Non-Discrimination Act). Inicialmente, a lei deveria proibir a discriminação pela orientação sexual e pela identidade de género. Como a identidade de género ainda faz muita confusão a certas pessoas, os congressistas gay no senado estatal resolveram retirar a menção sobre esta. O burburinho das associações transexuais existentes e de muitas associações que nos apoiam foi tal que depressa se arrependeram de o terem feito. Mesmo assim, ainda tentaram que a orientação sexual e a identidade de género fossem em duas leis diferentes com o mesmo teor. Com a eleição de Obama para presidente, a proposta inicial foi retomada, sendo agora novamente uma proposta inclusiva da identidade de género. No entanto e como se vê, existe transfobia mesmo naqueles que se dizem nossos aliados e que adoram ter um ou dois têzinhos para poderem bradar em altos berros como lutam com afinco pelos direitos de todos.

Não espanta portanto que até usem a transexualidade como moeda de troca para obterem direitos que de outra maneira seriam mais complicados de obter. Quando se lutou para a inclusão da orientação sexual no Artº 13º da Constituição, originalmente também era inclusiva, como a ENDA nos EUA. Agora temos a orientação sexual protegida na Constituição e a identidade de género ainda a servir como moeda de troca para futuras reivindicações LG que sejam mais complicadas de obter.

E nem se coíbem de usar a transexualidade como justificação para reivindicarem temas com os quais as pessoas transexuais em Portugal não se identificam nem desejam. E muito convenientemente nunca falam em transexualidade ou em transexuais, pois sabem bem que algumas reivindicações que andam por aí a ser feitas não têm o apoio d@s transexuais, e usam simplesmente o termo “trans” (que supostamente será de transgénero mas que a maioria das pessoas associa sempre à transexualidade) num uso abusivo e que porventura será até contraproducente para a alguma população transexual.

Chegou-se ao ponto de uma das principais figuras públicas de um grupo que luta pelos direitos LGBTTI, entre outros, afirmar publicamente numa entrevista dada a Bruno Horta do semanário Time Out Lisboa, quando questionado por ter afirmado que haveria um silenciamento sobre as restantes questões da agenda LGBT se se referia à defesa das pessoas transgénero, que “Não só. A homoparentalidade [adopção, reprodução assistida, filhos biológicos, etc.] é mais importante ainda.” Ou seja, toda a agenda LGBTTI é mais importante que a agenda trans. E depois destas declarações, o grupo insiste em reivindicar, em nosso nome, aspectos que, como disse atrás, não são o que as pessoas transexuais querem e desejam. Mas levantar o tema de uma lei de identidade de género ou a inclusão da identidade de género no Artº 13º da Constituição aproveitando a oportunidade soberana dada pela discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi coisa que não se viu.

Além disso, na sua luta (que até é legitima mas não nesta altura do campeonato onde até se poderá tornar prejudicial) clam am por uma despsiquiatrização das identidades trans que não existe. Somente as pessoas transexuais são forçadas a suportar longos e intermináveis processos psiquiátricos para verem a sua identidade reconhecida. Porque uma pessoa transexual só é reconhecida como tal depois de ter ultrapassado anos e anos de consultas psiquiátricas, na restante panóplia de pessoas abrangidas pelo termo transgénero não o são. Um travesti não tem de passar por isto para ser reconhecido como travesti, nem um cross-dresser, nem um andrógino. Os que mais se aproximam das pessoas transexuais serão as pessoas intersexuais, das quais pouco se sabe a não ser o que vem de lá de fora.. Como se vê, usa-se e abusa-se desta parcela de pessoas, negando-se direitos por não serem muitas, mas usando e abusando do nosso estatuto quando convém à comunidade LG.

Enfim, voltando ao tópico, que dizer deta teoria? É discriminatória contra parte da população que supostamente deviam defender, é egoista pois reflecte um modo de ver as coisas “as nossas reivindicações é que nos interessam, as vossas não”, e é cínica pois usa argumentação que já foi usada no passado para negar direitos a uma minoria da população portuguesa (veio-me agora à ideia uma frase pronunciada por um dirigente deste país logo a seguir ao 25 de Abril, que dizia mais ou menos isto: o 25 de Abril não foi feito para maricas e putas).

“Temas minoritários como as questões transexuais não podem impedir a obtenção de direitos para as maiorias lgbt” é tão discriminatório como “Temas minoritários como as questões homossexuais não podem impedir a obtenção de direitos para as maiorias populacionais”. Se esta ultima frase fosse proferida por alguém heterossexual, era imediatamente rotulado como “homofóbico”. Que dizer então de quem proferiu a outra frase?

Eduarda Santos

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Sexo anal e condilomas

por portugalgay segunda-feira, 03 Agosto 2009 01:33

Pergunta (recebida em DSTs-Condilomas):

Gostaria de saber como saber se alguem foi contaminado atraves do sexo anal? Se há necessidade de ir ao proctologista ou o ginecologista detecta possível contaminação?
Resposta:
Os condilomas transmitem-se por simples contacto pele com pele. A transmissão é possível mesmo sem haver sexo no sentido estrito da palavra e os condilomas podem-se manifestar quer no exterior quer no interior no anús (e em outras áreas do corpo).
Um proctologista seria a pessoa indicada para verificar se há ou não condilomas no interior do anús.
Convém recordar alguns factos sobre o HPV (o vírus que origina os condilomas):
  • Quanto mais cedo forem tratados os condilomas, mais simples é o tratamento
  • Como a transmissão pode acontecer com o simples contacto pele com pele o preservativo não é garante de protecção eficaz contra a transmissão
  • Em algumas pessoas o vírus pode estar presente sem sintomas
  • Segundo alguns estudos uma em cada duas pessoas tem o vírus
  • Embora não existam dados concretos que provem que o vírus pode ser eliminado, há dados que indicam claramente que o mesmo deixa de estar activo e ser transmissível após um período mais ou menos longo que depende de pessoa para pessoa
  • Há diversos tipos de HPV, no caso das mulheres a infecção por determinados tipos aumentam o risco de desenvolvimento de cancro do colo do útero

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