Transgender Day of Remembrance

por transfofa segunda-feira, 29 Outubro 2007 21:01

Quase 10 % da população transgénero será assassinada, em comparação com 0.0055 % da população em geral.

60 % da população transgénero será vítima de crimes de ódio.

Estas estatísticas vindas como não podia deixar de ser dos EUA, providenciadas pela Gender Evolve, são a base de uma petição online às Nações Unidas demandando direitos iguais para a população transgénero aos da restante população.

Enquanto lá por fora vão aparecendo estatísticas, até mesmo da Austrália, no outro lado do planeta (46.9 % de trans femininas e 29.4 % de trans masculinos foram ameaçados com violência), em Portugal não se conhecem estatísticas relativas à população Transgénero.

Por esse mundo fora, Transgéneros e amigos/apoiantes reúnem-se em Novembro para o Transgender Day of Remembrance, para relembrar e honrar aqueles que foram assassinados devido a Transfobia.

Este evento teve o seu início para comemorar a vida de Rita Hester, cujo assassinato em 1998 despoletou uma vigília em San Francisco, e o Remembering Our Dead website, que tenta enumerar os nomes daquel@s que foram assassinados devido a Transfobia.

Desde essa altura, o evento espalhou-se, tendo presentemente lugar em numerosas cidades pelo mundo fora.

Sendo um evento com uma importância cada vez maior, traz ênfase aos perigos e diferenças de se ser Transgénero, enquanto une a população Transgénero com um verdadeiro sentimento de comunidade ao honrar os seus mortos. É também uma representação do activismo Transgénero, que luta pelos direitos humanos que se deve ter, nomeadamente o direito a não se ser assassinado por se ser Transgénero. Igualmente revela ao mundo o nível de violência a que a população Transgénero está sujeita, relembrando que a transfobia existe e é uma realidade, até aqui no nosso pequenino Portugal, alargando a discussão para além da homofobia.

Em Portugal, a totalidade dos movimentos ditos LGBTTI, continuam sistematicamente a ignorar esta data marcante da comunidade Transgénero.

Muito graças a vários blogues que foram aparecendo por aí (Transfofa em blog, Lara’s dreaming, Fishspeakers entre outros) feitos por Transgéneros (Transexuais nestes casos) que decidiram que já chegava de não termos uma voz nossa, os grupos e associações LGBTTI lá começaram a prestar atenção (a contra-gosto ou não) a esta comunidade que tem sido sistematicamente ignorada e discriminada desde que se iniciou o chamado movimento LGBTTI em Portugal, com o início das várias associações/grupos existentes.

Mesmo quando se comemora anualmente o Pride, o dia do orgulho gay, que comemora os Stonewall Riots, teimam em esquecer que quase três anos antes aconteceu o Compton’s Cafeteria Riot.

Em Agosto de 1966, no Gene Compton’s Cafeteria localizado no Tenderloin em San Francisco, uma área operária e pobre da cidade onde a população Transgénero vivia ( e ainda vive), aconteceu o primeiro levantamento LGBTTI.

Tudo começou quando uma provocadora Queen se recusou a abandonar o café, fazendo com que a gerência chamasse a polícia. Quando esta chegou, não obteve a reacção que esperava. A maioria das pessoas presentes eram Transgéneros, e "começaram a partir todas as janelas do lugar, e enquanto tentavam sair para escaparem aos estilhaços de vidros, a polícia tentou apanhar e meter nas carrinhas todos que pudessem apanhar, mas foram atacados a murro e pontapé, tendo uma carrinha policial ficado com os vidros todos partidos e uma banca de jornais foi totalmente queimada."

Embora algumas mudanças positivas se tivessem sucedido a este levantamento, como um melhor relacionamento com a polícia local, e o estabelecimento de serviços sociais para benefício da população Transgénero, este acontecimento, por ter sido protagonizado por Transgéneros, não deu início a um movimento nacional massivo como sucedeu com o levantamento similar na Greenwich Village em New York depois de um raide policial ao bar Stonewall.

Aconteceu demasiado cedo, quase 3 anos antes de Stonewall? Ou foi novamente a Transfobia ainda existente dentro dos próprios movimentos LGBTTI a fazer esquecer que a população Transgénero existe e tem voz, direitos e vontade de lutar por eles?

O facto é que, em Portugal, comemora-se todos os anos o Pride, com uma marcha e uma festa, agora (finalmente) não só em Lisboa mas também no Porto, com o apoio da quase totalidade das associações/grupos LBGTTI além de outras referentes a direitos humanos, e o Transgender Day of Remembrance continua a ser completamente ignorado.

Até quando?

Eduarda Santos
http://transfofa.blogspot.com/


Homofobia?

por portugalgay sexta-feira, 26 Outubro 2007 10:02

Pergunta

eu fiquei conhecendo o portal de vcs pq li esta página pra fazer um trabalho, mas eu gostaria de saber oq é homofobia

Resposta

Pode encontrar a resposta no nosso site no dicionário on-line disponível em www.portugalgay.pt/opiniao/dicionario.asp .

Grato pelo contacto

João Paulo
Editor

Comentário

por portugalgay quinta-feira, 25 Outubro 2007 15:02

Recebido em: http://portugalgay.pt/opiniao/sergay.asp

Gostaria de dar os parabens ao leitor e escritor desta pagina.

Sim acho que a comunidade gay em Portugal deve e ser o que e, nao so como deixar-mos de esconder as nossas vontades e gostos.Temos que comecar a admitir que somos normais como todos e nada e normal nesta vida, nao a leis que exista a dizer que homem tem que casar ou gostar de uma mulher.E uma opcao e ja nasce conosco, e nao vale a pena ignorar o que e a realidade.Agora acredito que depende de nos abrirmos mais ao publico, e deixar-mos de nos esconder mais, comecar a demonstrar mais em publico que a homosexualidade e a coisa mais normal que podera ou tido existido, que ao fim das contas e a amizade e o amor que pedera existir entre duas pessoas que se amam, e com isso podera haver mais compaixao e humanidade entre as pessoas, para os dias que correm...

Obrigado pela a vossa atencao

Sergio (Reino Unido)


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Prova da União de Facto

por portugalgay quarta-feira, 24 Outubro 2007 11:14

Recebido em Política & Direitos:

Os meus parabens por esta pagina e por todos os vossos servicos.

Eu tenho uma pergunta que talvez os senhores me possam responder.

O que e necessario para formalizar uma uniao de facto entre duas pessoas do mesmo sexo?

Pois tenho uma tia que vive ha ja 40 anos com outra senhora e vivem em uma casa alugada ,o arrendamento esta em nome da minha tia,caso minha tia venha a falecer,sera que a outra senhora perde o direito ao arrendamento?Eu queria bastante que a outra senhora ficasse com todos os direitos apos a morte da minha tia.

Mais uma vez obrigado e aguardo a vossa resposta.

Viriato




Resposta:

Existe um ligeiro vazio legal sobre o assunto em questão pois alguns especialistas legais dizem que é preciso regulamentar a lei de União de Facto enquanto outros indicam que não é necessária regulamentação.

Contudo duas das formas mais eficazes de provar a união de facto (que é neutra em termos de sexo) são:

  • Passar pela junta de freguesia da área, e pedir uma simples declaração (pode ser preciso apresentar recibos ou outras provas de morada comum).
  • Fazer entrega do IRS em conjunto (é necessário que as duas declarações de IRS anteriores tenham moradas iguais).

Espero ter de alguma forma ajudado, qualquer outra duvida não deixe de nos procurar

João Paulo
Editor


Prevenir transmissão HPV/Condilomas

por portugalgay domingo, 21 Outubro 2007 14:51

Recebido em DST: Condilomas/HPV

Partilho o apartamento com mais pessoas. Que cuidados higiénicos deverei ter para evitar o contágio dessas pessoas?



Resposta:

A transmissão é feita por contacto pele com pele ou pelo com objecto contaminado, como tal os princípios são...

Não misturas a sua roupa interior com a dos outros.

Não usar a mesma toalha de banho,

Não ter sexo com eles (dependendo das áreas afectadas algumas actividades sexuais são seguras, outras não)

E acima de tudo ir ao seu medico, de urologia (se for no pénis) ou gastrenterologia, proctologia (estes dois estão muito próximos, um trata do estômago e dos intestinos, o outro do recto), ou ainda dermatologia, sendo que este último poderá encaminha-lo para uma das outras especialidades.

Pode-se e deve-se tratar os condilomas. O tratamento adequado depende do estado de evolução da doença, da zona afectada e dos meios de tratamento disponíveis.

Existem fármacos para eliminar o condiloma, tratamento por crioterapia (frio intenso) ou ainda por Laser. Cada um deles tem os seus prós e contras que podem ser esclarecidos por um profissional de saúde.

Grato pelo seu contacto, desejamos que vá o quanto antes ao seu médico que saberá concerteza encaminhá-lo, votos de melhoras.

João Paulo
Editor

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Sexo Oral e VIH/SIDA

por portugalgay sexta-feira, 19 Outubro 2007 10:35

Pergunta

Gostaria de saber se numa situação de sexo oral entre dois homens e sem que haja ejaculação, é possível a transmsão do vírus? Obrigado!


Resposta

Sim e não...

Vejamos alguns dos homens tem lubrificação intensa, um líquido que é libertado durante o acto sexual (e muito antes da ejaculação) tipicamente em pequenas quantidades e com um aspecto semelhante à saliva (mas com odor e aroma diferentes). O "objectivo" desse líquido é lubrificar o exterior do pénis, no entanto também cria um canal de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis por toda a uretra. Ou seja: possibilita a transmissão de doenças quer do "activo" para o "passivo" quer em sentido inverso.

Seja, se por ventura o parceiro que receber esse pénis tiver sangramento das gengivas, ou qualquer outra ferida (exposta) na boca, as probabilidades de infectar ou ser infectado são, obviamente, mais elevadas.

Contudo, não está ainda provado que, quem quer que seja em condições que não as descritas, com lubrificação normal e sem sangramentos, o vírus do VIH/SIDA se transmita via sexo oral do activo para o passivo (sendo que em sentido contrário a probabilidade ainda é menor).

Por outras palavras o sexo oral ainda vai sendo o acto sexual mais seguro em termos de VIH/SIDA.

Um conselho lhe damos, não se deve lavar os dentes imediatamente antes de ter sexo oral com ninguém, indiferente do sexo, precisamente para evitar que haja qualquer possibilidade de existir sangramento das gengivas, não deixe que haja ejaculação na sua boca e que, depois, use um elixir para lavar a boca para evitar a acumulação de eventuais resíduos.

Neste momento, data toda a informação disponível, é claro que o risco de transmissão do VIH/SIDA é muito reduzido.

No entanto há um risco muito real de transmissão de outras DSTs como a Gonorreia ou HPV (ver PortugalGay.PT DST), pelo que a utilização de um preservativo durante o sexo oral é recomendável para evitar contágios.

A transmissão do VIH/SIDA também é mais provável quando existem algumas outras doenças sexualmente transmissíveis que afectam as mucosas intervenientes.

As pessoas portadoras do VIH/SIDA também estão em maior risco de serem infectadas por outras DSTs e devem, portanto, tomar medidas de protecção adequadas.

João Paulo
Editor

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Ajuda para o sexo

por portugalgay quinta-feira, 18 Outubro 2007 19:11

Pergunta

Olá! Tenho 35 anos e estou com um problema com a minha sexualidade, estou a sofrer de disfunção sexual. Vivo num meio que é impossivel falar de tal problema, ainda mais quando se é homossexual. Agradecia saber qual a especialidade médica para este caso e se me indicam um especialista caso conheçam algum. Pode ser em Lisboa ou em qualquer ponto do pais. Sem mais, deixo-vos com um abraço e um obrigado pela atenção prestada.


Resposta

Acredito que seja difícil de viver com isso e não poder compartilhar com ninguém,… não conhecemos nenhum especialista em particular, mas quanto á especialidade deve procurar um urologista para tratar das questões físicas de qualquer disfunção sexual (note-se que existem diversas "disfunções sexuais"... como não é muito específico estou a partir do princípio que tem "disfunção erectil").

Se a questão não foi física o urologista indicar-lhe-á o profissional de saúde adequado.

Votos das maiores felicidades,

João Paulo
Editor


Homossexual com Casamento

por portugalgay terça-feira, 16 Outubro 2007 14:18

Pergunta

olá! tenho 34 anos e apenas há pouco mais de 1 mês decidi acabar com o meu casamento e assumir a minha homossexualidade.No dia em que tive a conversa séria e sincera com a minha mulher, achei que fiz o mais correcto, passaram alguns dias e saí de casa. Quero referir que a minha mulher teve uma reacção espantosa, embora a sofrer com a novidade e a separação deu-me todo o apoio e esteve presente. Mas passados alguns dias, comecei a sentir saudades dela, a ter uns ciumes loucos de ela poder ter outro homem, fiquei e estou descontrolado.Ela conheceu uma pessoa mas não se passou nada, disse-me que se eu quisesse voltar me aceitava porque me ama. Eu tenho vontade de voltar, umas vezes quero outras não, pois penso que nunca vou deixar de desejar homens, por outro o lado o meu ciume doentio que me está a enlouquecer faz com que não consiga voltar. Estou a ficar doido, não como quase nada, mal consigo dormir e passo as horas a pensar no mesmo, o que faço? e não encontro resposta.Não sei mesmo o que fazer, estou desesperado. Podem-me ajudar?

Resposta

Dado o teor desta mensagem não me parece ser o mais acertado dar uma resposta pública mas sim algo mais direccionado, seja, dava mesmo jeito ter o mail do interessado.

Ajudar alguém nesta situação não se faz com uma solução “mágica”, mas sim na base de muito dialogo, que seria melhor pessoalmente, mas que também pode ser por mail. Uma ajuda seria requer que o receptor (a pessoa interessada em ter ajuda), se sinta confortável com o emissor, (quem vai tentar ajudar). É preciso que se crie uma empatia entre as duas personagens para que haja um melhor entendimento de parte a parte.
Assim sugeria ao interessado que entre em contacto connosco para podermos dar inicio a essa interacção.

Grato pela
atenção,

João Paulo
Editor