Notificação Obrigatória

por portugalgay quarta-feira, 29 Março 2006 14:34
Recebido em Notícias - SIDA: Ministério da saúde corrige notificação da sida


Existe ou não o dever de informar o(a) parceiro(a) (Partener Notification) da existência de qualquer doença infecciosa, designadamente de qualquer uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST?
E por parte de quem, do parceiro(a), do médico de família e/ou do médico de saúde pública?


Resposta

Um questão pertinente, mas que é mais do foro pessoal/moral que do público/legislativo.
A notícia fala no sentido de quando qualquer médico tem conhecimento de que um seu paciente esta infectado com HIV+ o clínico é obrigado a notificar o serviço nacional de saúde através de um formulário anónimo.
Quanto ao facto de um dos elementos numa relação sexual estar infectado com qualquer doença sexualmente transmissível, a questão é mais complicada.
Se um dos elementos esta infectado com VIH/SIDA, e tem sexo com preservativo, e até se trata de um encontro esporádico, uma vez que o infectado se protegeu não tem por lei que estar a divulgar o seu estado serológico. Contudo se sabe que está infectado(a) e tem relações sem protecção isso é punido por lei, pois trata-se de um crime de propagação de doença contagiosa.
Isto é o que sabemos sobre o assunto de momento.

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O Sangue Homossexual (Masculino)

por portugalgay terça-feira, 28 Março 2006 13:36
Finalmente o IPS resolveu cancelar a política que proibia a doação por "homens que tivessem tido sexo como homens".

Mas ainda há muita gente que considera a política antiga não discriminatória... baseados na ideia que estatisticamente um homem que tem sexo com homens tem maior probabilidade de ser seropositivo.

Vamos então falar de estatísticas.

Segundo os últimos dados (referentes a 31 de Dezembro de 2005) disponíveis no site Sida.pt:

Encontram-se notificados 28 370 casos de infecção VIH / SIDA nos diferentes estadios de infecção.
A análise, segundo os principais aspectos epidemiológicos, clínicos e virológicos é apresentada separadamente para cada estadio da infecção, por corresponder a situações distintas. Como elemento comum a todos os estadios, verifica-se que o maior número de casos notificados (“casos acumulados”) corresponde a infecção em indivíduos referindo consumo de drogas por via endovenosa ou “toxicodependentes”, constituindo 46,1% (13 085 / 28 370) de todas as notificações.
O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo com 36,3% dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 11,7% dos casos; as restantes formas de transmissão correspondem a 5,9% do total. Os casos notificados de infecção VIH /SIDA, que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual
(heterossexual), apresentam uma tendência evolutiva crescente importante. No segundo semestre de 2005, a categoria de transmissão “heterossexual” regista 52,7% dos casos notificados (PA, Sintomáticos não-SIDA e SIDA).


Isto são dados notificados desde sempre. A infecção nos primeiros anos foi marcada por uma maioria de transmissões homossexuais, depois houve uma quebra acentuada destas situações que levou a estes resultados acumulados. Infelizmente os dados mais recentes apresentam um cenário em que as transmissões por via homossexual voltaram a aumentar situando-se perto da média acumulada... ainda há muito trabalho a fazer nesta área.

Outros estudos apontam para entre 5 a 10% da população seja homossexual.

O problema é que ser "homossexual" e ser "homem que teve sexo com homens" não são sinónimos... antes pelo contrário. Os estudos efectuados nesta área apresentam percentagens muito mais elevadas de "homens que tiveram sexo com homens" do que "homossexuais"... os valores chegam a 70% do número de homens. E é aqui que a estatística estraga a política anterior do IPS.

Mas falemos de outras estatísticas do VIH/SIDA:

40% dos casos notificados são de pessoas entre os 25 e 34 anos.

Pela lógica então estas pessoas deveriam também ser eficazmente proibidas de doar sangue, e no entanto isto não passou na cabecinha dos senhores do IPS.

Quanto ao exemplo dos EUA, basta ver esta notícia para perceber como a histeria está muito acima de princípios científicos naquele país quando se fala de VIH/SIDA.

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Mensagens Idiotas

por portugalgay sexta-feira, 24 Março 2006 10:17
Recebido relativamente à secção Recados

Olá, Esta página e excelente, pelo menos naquilo que eu melhor conheço dela, que são os classificados. Pena é, que alguns homen deixem aqui determinadas mensagens e depois quando são contactados zdêm respostas grosseiras e estupidas.
Vão deixar só um pequeno exemplo:

Um destes dias,lendo os classificados uma mensagem me chamou a atenção porque vinha ao encontro de uma das fantasias que penso realizar!... Respondi à pessoa que, segundo a sua mensagem, a isso se propunha, A criatura por resposta escreveu os mais vis insultos, não só à minha pessoa mas, tb, a toda a minha familia!....

Vejam se conseguem uma maneira de básicos desta espécie seja bloqueados para não poderem deixar mensagens nem aqui nem noutra página qualquer!... Seria óptimo se o conseguissem... assim as outras pessoa podiam osufruir das vantagens de se poderem comunicar atraves da net sem ofensas gratuitas.

FORÇA e... Obrigado

Resposta

Estamos a preparar uns ligeiros retoques na secção em causa para tornar mais simples e directa a denúncia de situações de abuso como a indicada. Em breve teremos novidades nesta área.

João Paulo
Editor

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Lésbicas...

por portugalgay quarta-feira, 22 Março 2006 20:30
Mensagem recebida neste Blog:

Sao pouco divulgados locais de encontro de lesbicas.

Bem como residenciais ou hoteis onde se possam encontrar.

Entendo que seria útil que estas notas se tornassem mais conhecidas.

Obrigado.

Ruca

Resposta:


Os locais e temas para lésbicas são pouco divulgados no PortugalGay.pt uma vez que não temos grande procura dos mesmos.
Tão pouco temos qualquer mulher lésbica que se tenha disponibilizado (realmente) para colaborar connosco nesse sentido, de criar ou estruturar informação para esse segmento, mas estamos abertos a este tipo de colaboração.

João Paulo
Editor

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Transexuais Primários e Secundários

por portugalgay quarta-feira, 15 Março 2006 18:21
Recebido em Recortes de Imprensa - Assassinato de Gisberta no Porto


Sobre o artigo do Público republicado no vosso site (e no link http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m;=03&d;=12&uid;=&id;=67927&sid;=7465):

Para além de muita insensibilidade no tratamento da questão (alguma da qual vocês "repararam"), o artigo está muitissimo errado em relação à relação entre Transexualidade primária / secundária e o desejo / possibilidade de se fazer a SRS (Sex Reassignment Surgery).

Tradicionalmente a transexualidade primária é definida como as pessoas que "descobriram" a sua transexualidade antes da puberdade. Também tradicionalmente, estas pessoas são heterossexuais. As pessoas transexuais secundárias "descobrem" a sua transexualidade mais tarde, tipicamente depois da puberdade, e costumam ser homossexuais. A definição dada não corresponde às teorias de género convencionais (será uma nova teoria portuguesa??). De qualquer modo, a teoria-padrão é só um estereótipo muito parvinho e sem grande relação com a realidade. Conheço muitas Transexuais primárias homossexuais (i.e. lésbicas), e Transexuais secundárias hetero. Eu própria sou primária e lésbica :). Mas enfim, é um estereótipo muito comum e com base em conceitos estabelecidos há muito tempo...

Agora a relação entre primária / secundária e o querer-se fazer a SRS ou não é uma coisa que nunca ouvi antes! Quem lhes disse isto não sabe nada de Transexualidade (deve ter sido um psiquiatra do SNS, essas abébias convencidas de que são médicos a sério...). Existem TSs primárias que não querem / podem fazer a SRS e secundárias que querem e fazem a SRS. Querer-se fazer ou não depende da vontade da pessoa se sujeitar a uma cirurgia altamente invasiva e arriscada (e das possíveis complicações advintes, incluindo perda de sensibilidade permanente), da pessoa se sentir desconfortável (ou não) com o seu corpo como ele é, da sua sexualidade, da sua sensibilidade pessoal, e, claro está, das possibilidades económicas e / ou competência (ou falta dela...) dos cirurgiões locais (os cirurgiões portugueses, embora se "atirem" a fazer SRSs, não estão minimamente preparados para ela, e os resultados costumam ser pior que maus), entre muitos outros motivos, que nada têm a haver com a Transexualidade ser "primária" ou "secundária".

Enfim, mais um artigo desinformativo e preconceituoso... gostava de saber quem elaborou estas respostas! E será coincidência ter sido publicado no jornal de JMF, esse cruzado anti-LGBT??

Saudações a tod@s!

pessoa não identificada


Fica aqui a nota, que me parece fazer muito mais sentido que o artigo original do Público.

João Paulo
Editor

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Molusco não tão contagioso...

por portugalgay domingo, 12 Março 2006 00:41
Recebido em DST - Molusco Contagioso:

O Molusco [Contagioso] pode ser transmitido para humanos por via de cães e gatos?

Resposta:

A transmissão da doença ocorre no contacto directo com pessoas contaminadas.

Atinge preferencialmente as crianças, faixa etária na qual é muito frequente, mas também pode atingir adultos principalmente em áreas de pele mais fina.

Que se saiba não há transmissão entre animais e humanos.

Um Abraço
Maria José Campos

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Normalidade e Opções

por portugalgay sábado, 11 Março 2006 12:38
Recebido em Política e Direitos - Homofobia Eleitoralista

Mais uma vez fico chocado com as palavras que são utilizadas, em nome da igualdade das pessoas de opção sexual diferente, para levar "a água ao seu moinho". Que quero ser considerado igual entre toda uma sociedade que recrimina a minha sexualidade, sim quero! Se quero poder ter direitos iguais a todos os outros que são intilulados "normais" apenas porque têm uma sexualidade diferente da minha, sim quero! Mas por favor, não utilizem estas questões para fazer propaganda política barata e principalmente, tenham memória e tentem recordar um pouco a nossa história nos últimos anos e vejam o buraco onde Portugal caiu quando o último governo rosa esteve a brincar à política.

Não quero cair no erro que aqui aponto e peço desculpa se o fiz, o que quero apenas dizer é que a causa gay não é motivo para propagandas políticas baratas, principalmente porque no meio disto tudo quem são os preconceituosos somos mesmo nós. Se em Portugal vivemos uma situação destas, a culpa é nossa. As pessoas têm medo de tudo e juntam-se sempre ao lado mais facil. Digo isto com mágoa e com um profundo desgosto, nasci no país errado, que sabe que é mesquinho e ridículo mas que ninguém se une nem se esforça para poder alterar seja o que for.

anónimo

Comentário:

Caro utilizador,

Antes de mais obrigado pelo seu comentário, é sempre agradável termos conhecimento da opinião dos demais utilizadores que o PortugalGay.pt tem.

Contudo sou obrigado a discordar um pouco com o seu comentário. Antes de mais gostaria que me deixa-se corrigir uma palavrinha que muitos pseudo especialistas usam quando falam dos GLBT nas televisões, e que é “opção” sexual. Ora que me recorde quer da minha pessoa quer daquelas com ate hoje já tive de oportunidade de falar, e acredite que foram muitas, nenhuma dessas pessoas optou por ser Gay ou Lésbica, sentiu essa vontade, o desejo pelo corpo igual ao seu, e a isso chama-se orientação.

Não acredito que acredite, que nós GLBTs optamos por ter uma vida de mentira, escondendo a nossa orientação sexual, que escolhemos ser maltratados, apontados ou apelidados dos mais variados nomes ofensivos existentes no nosso vocabulário vernáculo e do calão.

Concordo consigo quando diz que o ultimo governo rosa andou a brincar á politica, mas deve também concordar comigo que o governo agora demissionário não brincou quando silenciou os inúmeros comunicados feitos pelas diversas associações Gay, quando tentou institucionalizar de forma agressiva o patriarcado, austero, colocando para canto as minorias onde nós nos encontramos.

Quanto ao dizer que a causa Gay não é motivo para propagandas politicas baratas, isso não é tanto assim. Ser activista Gay ou Lésbica, é fazer politica, barata ou cara é a politica possível. A culpa de nós (GLBTs) não termos uma força maior social e politica, é mesmo nossa, eu enquanto activista sinto falta daqueles que defendo, no Porto Pride, na marcha nacional em Lisboa, sinto falta que lá estejam de cara tapada ou descoberta mas lá. Quando se contam o numero de pessoas nessas manifestações, o que se contam são cabeças e não caras, e acredite que no dia em que tivermos 500.000 cabeças principalmente na marcha, e no Porto Pride, acredite que os nossos políticos e jornalistas vão olhar para nós de outra maneira.

Não acredito que tenha nascido no país errado. O país é feito por pessoas logo o seu país é também feito por si, e pelas suas acções. Eu acredito que todos nascemos com uma função a cumprir, andamos muitas vezes de um lado para o outro sem sabermos muito bem o nosso caminho, e quando encontramos o nosso caminho aquilo que temos muitas vezes de fazer é saber se estamos dispostos a pagar o “preço” desse caminho. A jeitos de desabafo lhe digo que o preço de ser activista neste nosso país é por vezes muito alto, e só o consigo pagar graças ao meu companheiro e à minha família de origem.

João Paulo
Editor

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Bolhas, Verrugas e outras maleitas

por portugalgay sexta-feira, 10 Março 2006 11:50
Recebido em DSTs: Condilomas e HPV:

... Bom , depois de ver as fotos!

Surgiu uma dúvida, será que estas verrugas podem ser como, uma bolha de aproximadamente 2mm de largura e altura as vezes menor , sendo apresentadas na região pélvica?


OBS: A aparencia é de uma queimadura de cigarro, quando forma uma bolha, mas só que bem menor e sem água, aparentemente lisa.


Resposta:

Um dos "problemas" com as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) é que o seu diagnóstico não é trivial, muito menos "à distância". Por exemplo a situação que indica pode ser consequência de uma DST (pela discrição não são condilomas) mas pode ser também consequência de outra situações como, por exemplo, um fungo.

Mas qualquer que seja a situação, uma coisa é certa: apenas um médico (ou outro profissional de saúde) é que pode fazer o diagnóstico e, principalmente, indicar qual o tratamento adequado. E em praticamente todas as DSTs um tratamento realizado pouco depois de detectada a infecção é muito mais simples do que "deixando andar".

Resumindo: se tem suspeita de uma DST dirija-se a um profissional de saúde (em muitos casos os farmaceuticos podem ajudar) assim que possível. Desta forma vai:

* evitar o stress de não saber o que se passa,
* se é realmente uma DST evitar o contágio de outras pessoas,
* o tratamento será certamente bem mais simples e económico
* alguns dos sintomas das DSTs podem ser indício de situações complicadas, a sua detecção rápida pode fazer a diferença

João Paulo
Editor

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Ser ou parecer, eis a questão!

por portugalgay quinta-feira, 09 Março 2006 21:24
Mensagem colocada no PortugalGay.PT Recados:

Olá a todos. Gostaria de suscitar a seguinte reflexão junto de vós:

Quase diariamente que venho à esta página como devem vir milhares de outras pessoas. Desde sempre que as mensagens que vejo por aqui são, salvo raras excepções, como que tiradas da "Alice no País das Maravilhas".

Por vezes as pessoas tentam encontrar nas outras aquilo que elas próprias não têm ou aquilo que não são, realmente isto é curioso.

Quando vêm com o discurso das qualidades, parece que a palavra defeitos lhes é desconhecida, e depois e acima de tudo o "se não frequentas sitios gay"... parece que os sitios gay ou nos sitios gays, vá-se lá saber como os definem, se pregam umas kekas em cima dos balcões... é triste mas é a realidade nua e crua que aqui se vê patente nalgumas mensagens.

Das duas uma: ou os remetentes de mensagens com esse teor viveram toda a vida num mosteiro, numa abadia, num seminário, já não digo que estiveram presos num estabelecimento prisional pois lá os que não sabem nada na vida, n deve existir nenhum, depressa aprenderiam, ou então querem conhecer alguém puro e casto (ainda haverá isso?) para lhes mostrar um presente que lhes convenha, ocultando um passado que os envergonha???

Pessoalmente não sou nenhum poço de virtudes, sou aquilo que sou, acho que chega; alguém que se lhe apetecer ir a uma sauna vai, como se lhe apetecer ir a uma discoteca vai, mas acima de tudo, alguém que não tenta enganar os outros enganando-se a si próprio.

Abraço a todos.

José Figueira



Sem ofensa a ninguém, eu não o teria dito melhor...

João Paulo
Editor

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Ainda a Adopção Gay

por portugalgay terça-feira, 07 Março 2006 15:35
Recebido em Comentários de um visitantte:

Boa Noite!
Respeito a homosexualidade. No entanto, sou completamente contra a adopção por um casal gay.

Eu imagino como me sentiria se tivesse sido adoptado por um casal gay.........

O senhor fala a certa altura: é preferivel ser filho de um casal de pais desiquilibrados com prejuiso enerente dos filhos ou de um casal gay. Se o casal gay fossem um casal prefeito(conceder uma boa educação) ok, no entanto, tanto um casal gay como hetero pode ser desiquilibrado. Assim sendo, por ai estamos empatados. Desempatamos ao falar que em condições iguais, é saudavel uma criança se filha de um casal hetero em detrimento de um casal gay.

Obrigado pela atenção.


Resposta:


Continua-se a fazer as maiores confusões ou pelo menos não se quer ver o obvio!?

Coitadas das crianças que vão ser adoptadas por casais homossexuais, como se vão sentir? Vão sentir-se da mesma forma que sentiram as crianças que tinham um olho de cada cor, o nariz grande, gaga, filhos de divorciados (há uns anitos atrás), ou filhos negros de um casal branco ou mix-race.

Pela ordem de ideias sempre que um dos progenitores morresse, o sobrevivente devia ter o máximo de um mês para encontrar o seu par, não vá a criança ser penalizada pela sociedade, ou ter deformações psíquicas por ser educada apenas pelo pai ou pela mãe.

Embora na minha óptica se esteja com o carro à frente dos bois, ou seja deve-se primeiro lutar pelo casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e, só depois a adopção. Aquilo que se esta a argumentar contra a adopção por casais do mesmo sexo é pura e simplesmente o mesmo que se fez quando houve os primeiros divórcios, ou os primeiros casamentos entre pessoas de raças diferentes, por outras palavras uma verdadeira hipocrisia.

Aquilo que se pede há anos é: "Nem menos nem mais, direitos iguais!"

Ou seja na questão da adopção deve um casal homossexual passar pelos mesmo tramites legais que passa um casal heterossexual.

Mais uma questão. Parece dramático ser-se adoptado por um casal de pessoas do mesmo sexo, mas já não dramático ser-se adoptado por um idoso/a, alguém que esta no seu fim de vida em muitos casos até se encontra sozinho/a, e adopta um elemento de companhia, no caso uma criança, já não parece nada dramático nem nada do outro mundo. Onde vai estar o pai ou a mãe dessa criança quando ela tiver 16 anos, uma fase problemática na vida de cada um, uma vez que foi adoptada com cinco anos, e o pai ou a mãe adoptiva tinha 50,... é com 61 anos que vão encarar os matulões que rondam as escolas? Já é problemático faze-lo com trinta anos imagine-se com 61.

João Paulo
Editor

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