Castelo Branco

por portugalgay quinta-feira, 29 Setembro 2005 19:11
Pergunta

Já que estamos num site gay, gostaria de falar (e finalmente que o faço) sobre uma certa pessoa de nome Castelo Branco. Tenho visto os programas em que essa "coisa" entre e sinceramente, por muito bonzinho que eu queira ser, fico com os cabelos em pé. è que ele é completamente ridículo e acho até, que seria necessário e urgente que ele procurasse um psiquiatra para tentar ver se o ajudava. è que aquela criatura não tem identidade sequer. Olho pra ele e o que vejo?

Um homem? - Nada que se pareça;

Uma mulher? Coitadas das mulheres não deviam sequer gostar dele;

Um gay? Santo Deus, como é que um comum espectador fica ao pensar que se calhar todos os gays são assim;

Um travesti? Não. Um travesti é uma pessoa normal que apenas gosta de se vestir de mulher.

Afinal o que é que esse "menino" é para além de uma cobra venenosa?

Se alguém me puder ajudar, agradecia.

Sérgio


Resposta


Difícil ajudá-lo pois não poderia ter definido melhor a personagem, mas tem que ter em conta que quem lhe dá audiência são os milhares ou milhões de pessoas que o vêem, e o aparelho de Marketing da TVI, logo o melhor é ignorar, porque falar dele dá-lhe mais razão de existir.

Obrigado pelo seu comentário.

João Paulo
Editor

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Portugal Lésbico

por portugalgay quarta-feira, 28 Setembro 2005 11:37
Pergunta:

tenho sim uma sugestão. Normalmente tudo o que é gay em Portugal, deixa um espeço muito pequeno para as mulheres como se os homens fossem o centro da homossexualidade. Nos outros paises, gays são ambos os sexos e todos são um só tentando combater um só preconceito contra a homossexualidade. Porque é que em portugal não é assim. Porquê tanta hipocrisia. Juntos somos mais e mais, mais fortes. Que estupidez este... modo de pensar!


Resposta:

Não poderia concordar mais!

Contudo para que haja movimentação Lésbica é preciso haver lésbicas que queiram fazê-lo... até podem ser homens a fazerem este trabalho mas tem que haver retorno (isto é: tem de ser as mulheres a dizer o que está a correr bem ou mal). Mas a bem da verdade convém relembar que os protestos (como, por exemplo, o site www.casamentocivil.org) e documentos emitidos vão sempre requisitando direitos e deveres para todos os GLBT.

Cá em Portugal temos como associação Lésbica o “Clube Safo”, que trabalha em conjunto com outras associações sempre que tal se justifique. Mas outras associações como, para dar apenas um exemplo, a “Não te Prives” de Coimbra têm nas suas fileiras mulheres, hetero e lésbicas.

O que é preciso que exista em Portugal, e que existe em maior escala nos outros países, é que os interessados se movimentem e estejam mais atentos à iniciativas e façam parte delas. A visibilidade pública não é um requisito para este trabalho (muitas e muitos podem trabalhar na preparação das coisas, e esta ajuda é preciosa).

Obrigado pelo seu comentário.

João Paulo
Editor

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Distribuição Medicação VIH/SIDA a estrangeiros

por portugalgay terça-feira, 27 Setembro 2005 11:02
Pergunta:


Eu quero saber como é a distribuição de remedios aos portadores de HIV , porque sou soropositivo e desejo ir para Portugal sou do Brasil só que a grande barreira é saber se há distribuição gratuita dos remedios aos portadores de hiv . Aqui no Brasil a distribuição é gratuita o custo dos remédios é autíssimo. Quero saber como é aí em Portugal


Resposta:

Em Portugal os medicamentos necessários ao tratamento do VIH/SIDA são 100% gratuitos e entregues apenas nos hospitais (o custo é altíssimo, mas é impossível comprá-los legamente onde quer que seja), sendo que os seropositivos devem comparecer nas consultas no Hospital de forma a serem monitorizados e receberem a medicação respectiva.

Não sei é como será o facto de você vir para Portugal, mas sei se terá de trazer alguma carta de um médico seu de forma a transferir a sua ficha para o hospital da área onde vai viver em Portugal.

Em primeiro lugar deve se informar junto da embaixada de Portugal principalmente no que toca ao acesso ao sistema de saúde (não é preciso especificar a situação de ser seropositivo) por estrangeiros em Portugal.

Depois deve contactar o Hospital da área onde vai viver para saber qual a forma de garantir a continuidade da sua medicação (se for o caso).

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Agulhas na praia e VIH/SIDA

por portugalgay segunda-feira, 26 Setembro 2005 19:37
Pergunta:


piquei-me numa agulha que estáva na areia da praia.disseram-me que o vírus morre passados alguns minutos.queria saber se esta afirmação é verdadeira.obrigado


Resposta:


É verdade que vírus em contacto com o ar morre após muito pouco tempo, no entanto o vírus que está no sangue dentro da agulha pode ficar activo durante muito mais tempo (pois não está em contacto directo com o ar).

Contudo esta não deveria ser a sua preocupação principal. Deve procurar um médico uma vez que se a agulha estava perdida na praia, poderá ter muitos outros tipos de vírus e/ou infecções que podem ter consequências graves e que devem sempre ser tratadas atempadamente.

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Casamento Civil para todas as Famílias (hetero, gays, les, trans)

por portugalgay domingo, 18 Setembro 2005 01:56
Portugal é, neste momento, o único país da Europa cuja Constituição proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual. No entanto, essa discriminação continua a existir na lei uma vez que o casamento civil continua a não ser permitido para casais de gays ou de lésbicas.

Porque é fundamental acabar com esta discriminação a Associação ILGA Portugal lançou uma petição que promove a revisão do Código Civil português para que casais de pessoas do mesmo sexo possam ter acesso ao casamento civil.

O PortugalGay.PT junta-se a esta iniciativa com a criação do site www.casamentocivil.org que tem como objectivo recolher pelo menos 4000 assinaturas de forma a garantir a sua apreciação em Plenário da Assembleia da República.

A entrega desta petição ao Presidente da AR está prevista para Novembro deste ano, aquando da realização do “Fórum do Casamento entre pessoas do mesmo sexo”, fórum este em que se abordarão as eventuais implicações jurídicas, sociais e políticas do acesso ao casamento civil por casais de gays ou de lésbicas.

Casamento Civil para todas as famílias

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Na Manif Anti-Gay

por portugalgay sábado, 17 Setembro 2005 15:40
15:30
15:30

16:20

16:20

16:30

16:30

16:30

16:30

Brevemente teremos uma reportagem completa do evento.

Veja também:
Comunicado de Imprensa PortugalGay.PT
www.casamentocivil.org

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Festival de Cinema

por portugalgay sexta-feira, 16 Setembro 2005 19:28
Estreou ontem no cinema quarteto em Lisboa a nona edição do festival de cinema Gay Lésbico de Lisboa.

Esta que é a primeira inteiramente organizada pela nova direcção, presidida por João Ferreira. O antigo presidente, Celso Junior, continua a ajudar no festival mas este ano apenas no visionamento de alguns filmes.

Mais tarde daremos conta de como correu esta nona edição.

Iniciou-se hoje no Instituto Luso-Frances um colóquio promovido pela organização do Festival de Cinema Gay Lésbico de Lisboa com um painel de luxo tendo contado na sessão se abertura com um dos mais importantes, se não o mais importante investigador da actualidade sobre o tema Queer: Didier Eribon. Este coloquio estende-se até amanhã.

Toda a informação sobre o Festival de Cinema em: www.portugalgay.pt/lxfilmfest/.

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Liberdade Poluída

por portugalgay sexta-feira, 16 Setembro 2005 12:04
Artigo de Opinião de Nuno Pacheco publicado no Jornal Público de 16 de Setembro de 2005.


Liberdade poluída
Nuno Pacheco


Se os automóveis poluem a Liberdade na avenida, os auto-intitulados nacionalistas vão poluí-la um pouco mais acima, no Parque Eduardo VII


A notícia não é nova, mas ressurgiu ontem: a lisboeta Avenida da Liberdade é a zona mais poluída da Europa. Automóveis em excesso e um trânsito infernal contribuíram para tal "triunfo", que agora lhe valerá umas lavagens diárias e mais uns estudos técnicos, a ver se acertamos com as normas comunitárias relativas à emissão de partículas poluentes. Mas a poluição desta Liberdade viária tem, amanhã, um forte concorrente uns largos metros acima. Trata-se da manifestação "Defendamos as nossas crianças contra o lobby gay e a pedofilia", convocada pelo Partido Nacional Renovador (PNR), com todos os seus fiéis atrelados, onde se inclui a Frente Nacional (FN). Só que, aqui, a Liberdade a poluir é outra: é a de todos os portugueses que, mesmo nos piores momentos, ainda se orgulham de o ser, sem precisarem de "mestres" iluminados ou ditadores de pacotilha.
A conversa é antiga, germina na lama, e começa sempre do mesmo modo. Primeiro, os alvos são escolhidos entre os que eles consideram "anormais", "imorais" ou ameaças à pátria: homossexuais, imigrantes, minorias étnicas, artistas "decadentes" e outros chavões do género. Depois, quando lhes crescer a força, virão todos os que, por defenderem a democracia e o livre-pensamento, são considerados anarquistas e defensores do "caos social". Por fim, serão todos os cidadãos cuja alma não caiba no cangaço dos ditadores. Eles negam, é claro. Mas nas entrelinhas das suas mensagens públicas, e mesmo até nas linhas mais explícitas, lá estão os pequenos ovos da mesma velha serpente: o facho azul e vermelho sobre umas quinas de estética fascista no cartaz-símbolo do PNR; o desejo de um "governo verdadeiramente patriótico que promova valores em vez de proveitos, trabalho em vez de passeatas" (discurso populista de efeito fácil, já usado com êxito por vários candidatos a ditadores); a "unidade da pátria e das suas gentes", bandeira falaciosa para encobrir o desejo de um Portugal soturno e de novo fechado ao mundo.
No site da Frente Nacional, que se apresenta a si própria como uma legião de activistas de cérebro voluntariamente desligado (a FN, escrevem, "não faz doutrina política, apenas promove o activismo nacionalista. Deixamos a política para quem de direito"), diz-se a dado passo o seguinte: "Desde o final da Segunda Guerra Mundial que o nacionalismo é extremamente perseguido e marginalizado na nossa sociedade, devido à campanha permanente de propaganda. Os nossos inimigos têm conseguido separar-nos do nosso povo." Conseguem adivinhar porquê? Recuem 60 anos e revejam os horrores do nazismo, das perseguições e deportações em massa, do Holocausto. Demagogia, dirão os "nossos" nacionalistas. Porque, eles próprios o dizem, a ideia é pôr "os portugueses primeiro!" E, como diz o tal partido-cérebro, de onde sairia naturalmente o déspota a impor à pátria, desejam "um novo rumo para Portugal". Perfeito. A começar por esta frase, escrita pela FN no seu site: "Sem dúvida que "o trabalho liberta" e este trabalho ajuda a libertar todo um povo, o nosso povo!" Por curiosa coincidência, "O Trabalho Liberta" ("Arbeit Macht Frei") era a consigna que encimava a entrada do infame campo de Auschwitz, sinistro símbolo de um dos períodos mais terríveis e sanguinários de toda a nossa história. O discurso destes "libertadores" pode, por isso, poluir mais que o fuel que respiramos.

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A Opinião de Emídio Rangel

por portugalgay sexta-feira, 16 Setembro 2005 11:58
A opinião de Emídio Rangel

Esquadrão G

A SIC estreou um novo formato em que faz o elogio do ser ‘gay’. Ao facto de o efeito surpresa se ter esgotado na estreia, acresce uma audiência pouco generosa.

O ‘Esquadrão G’ entrou em acção. O formato não traz nada de novo. No todo ou em partes este programa já foi concretizado em Portugal. Portanto o efeito surpresa perdeu-se com a exibição do primeiro número. É merecida no entanto uma referência positiva à promoção do programa. Criou a expectativa necessária para espevitar a curiosidade dos portugueses. Mesmo assim as audiências não foram boas. Um share de 28.8% é curto para um programa de estreia. Muito provavelmente a tendência é para diminuir nas próximas edições. Mas vamos ao essencial da questão. O pecado capital deste programa prende-se com a mensagem subliminar que está na sua génese.

A formação do ‘Esquadrão G’ estabelece-se tendo como principio definido que todos os seus membros são antes de tudo ‘gays’. Depois vem tudo o resto. As qualidades humanas e técnicas e as capacidades desenvolvidas por cada elemento para enfrentar a televisão são elementos secundários. O que é preciso é ser ‘gay’. Assim talvez pudessemos dizer que nasceu em Portugal o primeiro programa ditado pelo ‘orgulho gay’, estabelecendo-se o preconceito de que um programa deste género só pode ser desenvolvido por ‘gays’.

A mensagem que se pretende passar é a de que só os ‘gays’ têm bom gosto, sentido estético, normas elementares de educação, estão sintonizados com as novas correntes culturais do mundo, etc. Nada mais falso. Não é com certeza a opção sexual que ditará a arrumação destes saberes. A SIC presta um mau serviço aos seus públicos quando alimenta este programa preconceituoso. Quanto ao desempenho dos ‘gays’ o mínimo que se pode dizer é que é desigual. Há elementos que sabem bem o que estão a fazer e há outros que não evidenciaram sequer bom gosto nem capacidade de expressão aceitável, com muitos pontapés na gramática.

Emídio Rangel

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=174260&idCanal;=17

Nota minha: Emídio Rangel foi fundador e director da Rádio TSF, passou pela SIC, depois para a RTP de onde saíu em 2002.

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União de Facto e Casa Comum

por portugalgay terça-feira, 13 Setembro 2005 20:06
Pergunta:

em abril de 2001 comprei a minha casa só ficou em meu nome, em dezembro do mesmo ano comecei a viver em união de facto. a minha pergunta é se me quiser separar tenho de idemenizá-lo pelas prestações da casa já pagas pelos dois? tenho de lhe dar metade do valor das prestaçoes já pagas por ele? posso vender a minha casa sem ter de pedir consentimento a ele?


Resposta:

Para todos os efeitos legais o seu companheiro não tem qualquer direito sobre a casa (estando você vivo) uma vez que o contrato de compra foi feito em seu nome.

Os pagamentos que ele cooperou podem ser encarados como uma renda. Se ele tivesse alugado um apartamento, teria de pagar a renda. Como estava consigo estava de certa forma a pagar a renda de ocupação de usufruto parcial do imóvel.

Agora sobre o aspecto moral - um vez que você quer se separar - e tenciona manter a sua casa, apenas e só por uma questão de moralidade, poderá compensá-lo pela colaboração dele, mas apenas e só por você quer assim e não porque seja obrigado (tal como acontece quando se termina de forma unilateral um contrato de arrendamento).

Quanto a querer vender o seu imóvel, pode faze-lo sempre que queira sem ter que dar satisfações a ninguém excepto, quanto muito, ao banco que lhe fez o empréstimo.

Obrigado pela sua questão!

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