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28/9/2008 23:21
Boa noite. Hoje acabei de (re)ver o terceiro episódio de "Angels in America". Acho que é uma das coisas mais bonitas e fortes que vi em toda a minha vida. Há cerca de um ano não conseguia interpretar bem as notícias e todos aqueles anúncios sobre a questão da sida. Não que mudasse de canal ou simplesmente desligasse todos os meus sentidos. Achava, pura e simplesmente, que era algo que só poderia acontecer a outros que não eu ou as pessoas que me são mais próximas. Sempre fui um rapaz muito frio, que não liga muito a namoros e afins. Sempre passei grande parte dos meus dias a ler, a estudar e a fazer planos de viagem. No entanto, há cerca de um ano, conheci uma rapariga mais velha e comecei a sentir novamente a vontade de estar perto de alguém. Um dia, depois das férias de verão, combinámos um encontro no Porto. Sabia, à partida, que algo podia acontecer, já que iria dormir em casa dela, sítio onde estaríamos apenas os dois a ver filmes e a moldar a situação o melhor que conseguíssemos. Porque no fundo é disso que se trata. Passámos a nossa primeira noite juntos e o facto de termos preservativo não nos impediu de corrermos o risco de uma relação sexual desprotegida. Corria o primeiro minuto e senti imediatamente um arrepio em todo o corpo. O que estaria eu a fazer? Quem seria aquela pessoa que eu apenas conhecia de conversas esporádicas? ... Os dias passaram-se e com eles um imenso sentimento de culpa que se multiplicava à medida que recordava os conselhos da minha mãe e tia. Passei três meses de angústia. Não sabia o que corria dentro de mim. No fundo, comecei a pensar que era uma questão de sorte ou azar. Que o mal estava feito e que agora tudo não passaria de uma questão de sorte ou azar. Num dia de Novembro acordei, tomei o pequeno almoço, liguei a televisão sem conseguir prestar atenção a nada e saí de casa como que adivinhando uma vida nova. Entrei no CAD da Lapa e era o primeiro do dia. Fiz o teste, esperei os 30 minutos e voilà... deu-se a sorte imensa. Senti que nascia novamente. Caminhava por aquelas ruas entre a Lapa e a Estrela e o meu corpo parecia flutuar. Voltei a repetir o teste 3 meses depois (pura paranóia) e estava tudo bem. Finalmente podia descansar. A minha história não é muito diferente da maioria. É uma história de risco de alguém que começou a ver o problema com outros olhos. Sei agora que acontece a qualquer um e que a distância que vai de um HIV+ a um HIV- é uma distância que se materializa numa espécie de roleta russa. Serei eu? Serás tu? Seremos os dois? Aprendi muito com esta experiência. Aprendi que não podemos ter o mínimo deslize com quem quer que seja, por mais que gostemos dessa pessoa. Acredito que o amor protegido é um amor idêntico ao amor desmesurado de um primeiro encontro desprotegido. E se alguém nos fizer crer que não, então trata-se de alguém que não nos tem o devido respeito. No entanto, tal como no meu caso, não acharia justo culpabilizar a outra pessoa por um erro que só eu poderia ter evitado. Se tivesse dado positivo a culpa seria apenas minha, visto não ter optado pelo uso do preservativo. Acho que a diferença está apenas na força que devemos ter para resistir à ideia de que sexo apenas compensa quando desprovido de artifícios como o preservativo. Aprendi sobretudo a pensar que quero estar próximo daqueles que não tiveram a mesma sorte que eu. Quero dar-lhes o meu apoio. Aprendi que somos mesmo todos iguais e que estamos todos igualmente vulneráveis a esta situação de debilidade física. Gostava de dar um abraço sentido a todos aqueles que foram traídos por um acto menos reflectido e que precisam de todo o amor do Mundo. Gostaria também de dizer aos que correm os mesmos riscos, diariamente ou semanalmente, que não se esqueçam que, do outro lado, poderá estar uma pessoa que carece de toda a informação necessária para se estar um bocadinho mais atent@. Aos primeiros desejo uma vida tão feliz quanto sonharam e deverão continuar a sonhar... porque é possível e será cada vez mais. Aos segundos peço respeito e o verdadeiro amor pelo próximo. A minha é uma história mais feliz do que algumas que li neste vosso site. É mais uma história e um testemunho que quer deixar passar a ideia de que devemos fazer prevalecer o bom senso e usar protecção, seja em que circunstância for. Este não é um discurso paternalista nem nada que se pareça. Em última análise gostaria de dizer que os 3 meses de espera pelo teste não compensam, de todo, uma qualquer relação de risco, mesmo que seja a melhor experiência de sempre.
anónimo
# publicado por portugalgay ![]()
22/9/2008 02:49
boas pessoal... queria deixar aki o meu testemunho poix sinceramente sinto-me na obrigação d o fazer... apesar de não ter kualker tendencia homosexual, n tenho kk problema em o fazer neste site poix acho k as barreiras sao para se quebrar e n para se saltar... a coisa de 3 meses e meio tive uma relação oral desprotegida com uma pessoa k n conhecia... tudo bem!!!... ate aki... OU NAO!!!!!!!!!! 2 semanas depois apreceram-me herpes na glande... nada de mais... OU NAO!!!!!!!!! o problema ----->> NAMORO.... e verdade... n me orgulho dakilo k fiz muito menos dakilo k n pensei enquanto o estava a fazer... 3 semanas dps a namorada começa a ter dores de cabaça, dores de garganta, espinhas na pele, cansaço, e fadiga muscular... PUM!!! o mundo desabou sobre mim... n keria acreditar nakilo k havia feito... restavame esperar e deseperar... lembrome d um dia ir na rua e olhava para as pessoa k por mim passavam e n parava d pensar no quanto eu gostava d ser tao saudavel kuanto elas... e verdade... estava a perder para o desespero... estava a perder a batalha da consciencia... 3 meses depois...fia o teste... NEGATIVO!!! todo akele sofrimento para k....!!?? a vida tem destas coisas... COINCIDENCIAS!!!! infelizmente em alguns coisas revelam-se mais do k isso... VIVAM CADA DIA COM O MAXIMO D PRAZER... Mais importante ainda... USEM PRESERVATIVO!!!! Boas... e força nixo...
anónimo
# publicado por portugalgay ![]()
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